Cap 37 - Escatologia

O Que Será no Céu

Lição 37 - A Eternidade IV

O Que Será no Céu

Texto para a Leitura: Ap. 21.3-8; 22.1-5, 14-15

Texto para a Memorização: Ap. 21.7, “Quem vencer, herdará todas as coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho.”

Além do novo céu, da nova terra e da Santa Jerusalém onde Deus habitará com Seu povo existem outros detalhes sobre a eternidade abençoada para os que estão em Cristo.

O Que Será no Céu –

O Soberano e Seus Filhos Vencedores - Ap. 21.7, “Quem vencer, herdará todas as coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho.” O eterno desejo de Deus é de ser reconhecido como Deus (Jr. 24.7; 31.33-34; 32.38; Ez. 16.62; 37.27; 34.23, 30; II Co 6.16). Deve ser esperado que tal desejo seja uma realidade na eternidade. No céu Ele é reconhecido assim pelos Seus (Ap. 21.3, 7; 22.3). A obediência e submissão do homem a Deus declaram este reconhecimento. O pecado e a rebeldia negam tal reconhecimento (I Jo. 3.4; Sl. 2.2-3; 12.3-4; 14.1; Ex 5.2; Jr. 44.16-17). Não há meio termo. Os que estarão no lago de fogo têm a eternidade para contemplar essa realidade. Os que estarão no céu têm a eternidade para participar regozijando de tal verdade. E a graça de Deus será destacada nisso tudo.

O Pai predestinou os Seus para serem os Seus filhos pela adoção por Jesus Cristo (Ef. 1.5). Em Cristo estes têm a redenção, ou seja, a remissão das ofensas, pelo Seu sangue segundo as riquezas da Sua graça (Ef. 1.6-7). Este Soberano, que segundo o Seu beneplácito, tem o propósito de congregar em Cristo todos que Ele deu ao Filho, agora pela eternidade, manifesta o Seu bom propósito em ser o Deus destes e aquela imensa glória que propusera para que estes fossem Seus filhos (Ef. 1.9-10; Hb. 2.10-13). Estes serão vencedores pela fé que o Espírito Santo os dá (I Jo. 5.4) e pela obra de Deus em preservar por Cristo os que O ama (Rm. 8.37-39; Fp. 4.13; Jd. 24-25). Também são chamados: “os que são inscritos no livro da vida do Cordeiro” (Ap. 21.27).

Quem é manifestado como seu Deus? Os que puderem serem feitos mais conforme a imagem de Cristo quem agradou o Senhor Deus em tudo. “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.” Fp. 4.13.

As Nações dos Salvos – Ap. 21.24-26; Is. 66.22; Gn. 17.8. Os Filhos Vencedores (Ap. 21.7), os servos do Senhor que reinem com Ele (Ap. 22.3-5), e os inscritos no livro da vida do Cordeiro (Ap. 21.27) serão estas nações. É outro termo que aponta a todos os salvos, em contraste das nações que serão condenadas, ou seja, os não salvos (Ap. 20.8). Estes benditos pela graça de Deus em Cristo entrarão e sairão desta gloriosa Nova e Santa Jerusalém por direito dAquele que deu a Si mesmo por eles (Jo. 10.9-11). Trazem a glória e honra à Nova Jerusalém. A glória destes é Cristo a Quem honram e louvam. As nações dos salvos trazem eternamente à Nova Jerusalém aquela glória dos galardões e das coroas que conseguiram pela graça de Deus. Cristo, que é tudo em todos, será glorificado por estes para todo o sempre (Cl. 3.11; Fp. 2.5-11).

Que este mesmo sentimento esteja em nós enquanto esperamos este dia chegar. Se for assim na eternidade, é grande coisa esperar que as igrejas de Deus centrem o louvor, adoração e pregação em Cristo enquanto estão na terra? Deve ser inesperado ou considerado radical que Cristo e a pregação da Palavra de Deus tenham a preeminência nos seus cultos, cânticos, hinos, finanças, atividades e comunhão? Só deve ser nas igrejas? Que tal nas vidas particulares destes também?

O Rio puro da água da vida – Ap. 22.1; 21.6; Sl. 46.4; 36.7-9. Águas são refrescantes, e tanto mais pura melhor. Na bíblia os rios ou águas muitas vezes simbolizam benção, salvação, prosperidade e conforto (Sl. 23.2; Is. 35.6; 43.19-20; 48.21; 49.10-11; 55.1; 58.11). Este rio “procedia do trono de Deus e do Cordeiro” ensinando que toda a felicidade do céu emana de Deus por Cristo (Barnes, comentando sobre Ap. 22.1). John Gill simboliza este rio ao eterno amor de Deus, pois, como um rio é largo e abundante, o amor de Deus é largo e comprido, alto e profundo. Como tributários conectam ao rio também a eleição, redenção, vocação, justificação, perdão, adoção e vida eterna são manifestações do amor que procede de Deus. Como o Rio é puro de água da vida, o amor de Deus vivifica os que são mortos em ofensas e pecados como também reanima os santos quando desanimados, aviva os seus espíritos nas angústias das lutas. Tal amor preserva os santos da segunda morte e é a fonte da vida eterna, e, correrá pela eternidade pois é um amor eterno.

O Trono de Deus e do Cordeiro – Ap. 22.3. Como o rio da água da vida procede deste trono sabemos que a salvação e todas as bênçãos dos céus não originam da obediência do homem, do seu amor para com Deus ou da sua fé em Cristo. O amor do soberano Deus e do Seu Cristo, precede tudo, pois o amor e as bênçãos do céu vêem do Trono onde Deus e o Seu Cristo assenta, e é a causa destes (I Jo. 4.19; Jr. 31.3; Jo. 3.16; 15.16; Gl. 5.22; Ef 2.4-5; Tt. 3.3-5). Compare o rio do Éden (Gn. 2.10-11) e do Templo (Ez. 47.1-9). Os que assentam neste trono eram terríveis para os que rejeitaram o Evangelho e perderam-se, para os lavados no sangue do Cordeiro de Deus, este trono é fonte de toda benção agora e para todo o sempre.

A Árvore da vida – Ap. 22.2. Cristo é essa Árvore da vida, pois Ele é o Autor de vida natural, espiritual e eternal (Jo. 1.1-4; 14.6; 3.36; 10.10; Hb. 1.1-3). A posição da árvore no meio da praça, na cidade, e dos dois lados do rio, passando pelo céu, representa a verdade que Cristo será contemplado e é o mais abundante e completo prazer de todos no céu. Dando doze frutos de mês em mês expressam as bênçãos e frutos da graça de Cristo tanto na nossa vida presente, mas continuamente quando chegarmos no céu e pela eternidade. As folhas desta árvore são para a saúde das nações. Não devemos pensar que teremos doenças no céu e estas folhas serão o remédio lá; pois não teremos dor nem qualquer coisa do passado que causará lágrimas (Ap. 21.4). Mas, as folhas representam como Cristo participa em toda parte das bênçãos do cristão seja conforto, saúde ou felicidade pela eternidade (Ez. 47.12). Verdadeiramente, percebido aqui um pouco, mas no céu claramente, Cristo é tudo em todos (Cl. 3.11).

Os que Guardam os Seus Mandamentos – Ap. 22.14. Guardar os mandamentos de Deus não é a causa de termos direito à árvore da vida. A graça de Deus é a causa única por tais bênçãos eternas (Ef. 2.4-5, 8-10; Rm. 11.6). Aqueles que guardam os mandamentos de Deus, no coração, pelo homem interior (Rm. 7.22, “Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus;”) manifestam o efeito de terem comido de Cristo pela fé (Jo. 6.53-56, 63). Os que guardam os mandamentos de Deus por outra razão são os que não entrarão na cidade pelas portas (Ap. 22.14; Jo. 10.1-4). Verdadeiramente são bem-aventurados aqueles que guardam os Seus mandamentos, pois estes conhecem Cristo por serem alcançados pela graça! O “direito” que estes têm à árvore da vida não é por mérito pessoal mas por ser prometido a todos que comeram de Cristo pela fé (Ap. 2.7; Jo. 6.58, “... quem comer este pão viverá para sempre”). O “direito” foi comprado por estes por mérito de Cristo por ter sido feito pecado por eles e as Suas justiças serem imputadas a eles (II Co. 5.21; I Pe. 3.18). Para tais contemplados pela graça de Deus de comerem de Cristo, comem de Cristo continuamente com satisfação profunda e os mandamentos dEle não são pesados (I Jo. 5.3; Ct 2.3; Pv.3.17-18, “Os seus caminhos são caminhos de delícias, e todas as suas veredas de paz. É árvore de vida para os que dela tomam, e são bem-aventurados todos os que a retêm.”).

Uma Bem-aventurança Eterna – Ap. 22.11 “... e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda.” Já é justo? No céu pode fazer justiça eternamente para a glória de Deus e para a sua própria satisfação por ter tais bênçãos em cristo pela graça! Pode ser feito justo apenas através daquele que está no trono onde procede o rio puro da água da vida, claro como cristal (Ap. 22.1). A mensagem ainda é: arrependei-vos e creia no Evangelho, ou seja, Cristo, a árvore da vida que está “no meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações.” (Ap. 22.2)

Se tais bênçãos são propostas pelo Pai, asseguradas pelo Filho e garantidas pela operação do Espírito Santo, como poderemos ficarmos desanimados pelas aflições que nos provam por tão pouco tempo nesta jornada aqui? Como poderemos ser menos santos em amor para Quem nos remiu para estar regozijando com Ele no eterno porvir? Como tornaremos esquecidos daquela glória que será manifesta em breve? Como nos ocuparemos em algo que gratifica a corruptível carne e não aquilo que somente redunda para a glória de Nosso Salvador Jesus Cristo? É por não crermos no que Ele promete repetidas vezes? Que Deus nos leva a crer nas promessas de Deus. Que sejamos santos como Ele é santo!

“Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.” I Jo. 3.2-3.

Você Estará no Céu?

A oportunidade de ser salvo é agora. Ap. 22.17, “E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.” (Is. 55.1-3,6-7)

 

Autor: Pastor Calvin
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
Edição gramatical: Edson Basilo 1/2009