O Evangelho de João

Capítulo 14

Capítulo 14

Tema: O lar da alma

Os apóstolos estavam com seus corações perturbados porque Cristo já disse que ia partir (13:33) e falou sobre a fraqueza de Pedro, o líder dos apóstolos (13:36-38). Além disso, Cristo falou da traição. Neste ca. Cristo dá conforto aos apóstolos e calma seus corações perturbados. Cristo dá 5 razões porque era necessário para ele ir para o seu Pai.

I. Preparar-lhes lugar - 14:1-6

Cristo mostrar que o céu é um lugar real e não só um pensamento ou sonho. É um lar para o crente porque lá habita o seu Pai. A palavra “moradas” mostra que nós vamos permanecer no céu e não só passar pouco tempo lá. Cristo está agora preparando os nossos lugares no céu e logo voltará para nos levar com ele. Foi necessário para Cristo sair do mundo para preparar este lugar tão maravilhoso.

II. Revelar o Pai neles - 14:7-11

Filipe gostou muito de ver as coisas. Em João 1:46 o convite dele foi “Vem e vê”. Em João 6 ele viu a multidão e decidiu que foi impossível para Jesus alimentar todos (6:7). Os gregos que vieram a Filipe disseram, “queríamos ver a Jesus”. Quem já viu Jesus já viu o Pai, e em v. 7 disse, “e agora o conheceis”. O mais que conhecemos Jesus e a sua Palavra o mais que conhecemos o Pai.

III. Dar-lhes o privilégio de oração - 14:12-14

Enquanto Jesus estava com os apóstolos no mundo, Ele forneceu tudo que os apóstolos precisavam (16:22-24). Agora Jesus vai para o céu deixar com eles o privilégio de oração. Ele promete responder todas as suas orações para glorificar o Pai. Cristo ensina orar “em meu nome” e não no nome de mais ninguém, nem um santo, nem a “Nossa Senhora”

Em vs. 12 as “obras maiores” refere-se aos milagres e obras do livro de Atos (Mc. 16:20 , Hebreus. 2:4). As obras que nós fazemos hoje em dia são maiores também porque Cristo nos usa, os crentes humanos fracos, para fazer estas obras. Mesmo assim, Ele merece toda honra e glória porque sem Cristo não podemos fazer nada.

IV. Mandar o Espírito Santo - 14:15-26

Nos cap. que completam este evangelho, Cristo vai falar muito do Espírito Santo. Aqui Ele chama o Espírito “o Consolador”, que literalmente significa “aquele que fica ao nosso lado para nos ajudar”. Jesus disse OUTRO Consolador, que significa “outro do mesmo tipo” porque o Espírito Santo é Deus como Cristo é Deus . O Espírito habita DENTRO dos apóstolos tomando o lugar do salvador que habitou ENTRE os apóstolos. Em vs. 17 Jesus chamou o Espírito “o Espírito de Verdade” porque este Espírito usa uma palavra para convencer os pecadores e guiar os santos, e a palavra de Deus é Verdade (17:17). O Espírito revela Cristo, e Cristo é verdade também (14:6). O mundo perdido não pode receber o Espírito porque O ganhamos só pela fé e não pelas obras, etc.

Em vs. 18 Cristo promete não abandonar seus apóstolos. Cristo voltou para eles após sua ressurreição; voltou na pessoa do Espírito Santo depois da sua ascensão, e voltará pessoalmente logo para levar os seus santos para o céu.

Em vs. 21-26 vejamos que o Espírito Santo vai ajudar os apóstolos a conhecer melhor o Pai. Em vez de ser “órfão” (vs. 18), eles tiveram uma comunhão melhor com o Pai. Esta comunhão depende da obediência a Palavra (vs. 21) e do amor pela Palavra (vs. 24). O crente que gasta tempo estudando a Palavra e vive o que está escrito na Palavra, vai gozar uma boa comunhão com o Pai e com o Filho. O amor para Cristo é uma coisa que consiste somente de palavras na parte do crente, mas também consiste da vida cristã do crente.

V. Dar-lhes paz - 14:27-31

Os apóstolos precisavam de paz! A paz que Cristo dá não é como a do mundo. A paz do mundo é temporária e não pode satisfazer, mas a paz que Cristo dá é permanente e satisfaz completamente. Pela sua morte, sua ressurreição, e sua ascensão, Cristo pode oferecer “Paz com Deus” (Romanos. 5:1). Para obter esta paz lê Fil. 4:4-9.

Em vs. 28 Cristo disse, “O Pai é maior do que eu” e está falando da sua vida na terra, porque no céu Cristo é igual ao Pai.

Pela sua vitória sobre a morte Cristo venceu também o satanás (vs. 30), o autor da confusão.

Vs. 31 mostra que a morte de Cristo não foi em erro ou fraqueza na parte de Cristo e o Pai, mas que a cruz é uma prova do seu amor pelo Pai e pela humanidade. Cristo morreu porque o Pai exigiu sua morte para resgatar pecadores perdidos.

 

Autor: Pr Eduardo Kittle
Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos - Março 2002
Fonte: www.palavraprudente.com.br