Cap 4 - Casamento

I – Que é casamento?

II – A quem é lícito casar-se?

I – Que é casamento?

II – A quem é lícito casar-se?

I

Casamento é a união corporal sexual entre homem e mulher, mesmo pecaminosa 1Cor. 6:16; Deuteronômio 22 : 28-29

De acordo com a Bíblia até mesmo a relação sexual com uma prostituta é uma forma de casamento, visto que o homem que se une a ela “faz-se um corpo com ela”.

II

É licito desde que não seja em jugo desigual (2Cor. 6:14-16); ou em parentesco próximo ou em desagrado de Deus (Deuteronômio 24: 1-4 por exemplo; Levitico.18).

1 – a) um solteiro com uma solteira: Caso de Adão e Eva.

2 – a) a um viúvo com viúva;

b) a um viúvo com uma solteira;

c) a uma viúva com um solteiro. 1Cor. 7:39

3 - No meu parecer, a um homem que perdeu a esposa por causa de adultério dela – com outra mulher solteira ou viúva – Mateus 19:9.

Comentários

Se, perante Deus e conforme a Bíblia, casamento é a união sexual entre homem e mulher, segue-se que não é casamento a rigor:

1 – Convivência sem relações sexuais. Esta poderá ser em certos casos, pecaminosa, inconveniente, ainda que casamento não seja. É licita a separação antes da primeira relação sexual ao menos perante Deus, mesmo aos que registrarem contrato, movidos por força maior, como seja para evitar casamento em jugo desigual ou inconveniente perante Deus.

2 – O mero registro civil em cartório. Por que em cartório se casaram Adão e Eva? Cartório não casa, nem dá a luz uma criança; só registra o contrato nupcial ou o nascimento de filhos.

3 – A mera cerimônia religiosa que anuncia o casamento. Igreja não casa. Não é essa sua missão. Não se encontra, a meu ver, na Bíblia, exemplo de Igreja envolver-se em atos de casamento. Parece-me que Jesus e seus discípulos foram individualmente, não em caráter de Igreja, convidados a assistir a bodas, em casa particular, não em templo – João2 1-2.

4 – Não é casamento, mas fornicação (muito pecaminosa) a “união” homossexual – Romanos1: 24-27.

É casamento, embora ilegal, ilícito, não geralmente reconhecido pela sociedade, a união sexual de um homem, solteiro ou casado, com uma meretriz. E, por se fazerem um só corpo, fica tal homem no dever, perante Deus, de assumir a responsabilidade de manter a mesma como esposa enquanto ela lhe permanecer fiel, não se entregando a outro homem – 1Cor.6:16

E por serem perante Deus “um corpo”, não deveriam nunca separar-se: “O que Deus ajuntou (explico eu, considera união em uma carne) não o separe o homem”. Não se diz: os que Deus ajuntou, pois Deus não autorizaria tal união pecaminosa de um homem com uma meretriz. Mas “o que ajuntou”, aquilo que considera unido numa carne, num corpo, pela iniciativa dos dois por adultério, não o separe, desuna o homem, quebrando os laços familiares já constituídos – Mateus 19:6.

E se tal homem for previamente casado e possui a esposa anterior a meretriz, deverá arcar com a responsabilidade de manter as suas esposas, sejam quantas lhe forem fiéis, como fizeram os patriarcas Abrão, Jacob e outros em Israel.

Tal poligamia, embora não recomendada, nem aprovada como justa por Deus, ainda fora tolerada como o menor dos males. Pois mal maior seria o homem cometer a injustiça de manter só uma das esposas, desprezando as outras como se faz modernamente.

Suponhamos que da união de um homem com uma meretriz nascesse um filho. Seria justo quebrar-se tal família, deixando a criança ou sem pai, ou sem mãe?

Mas se a prostituta aceitar, depois dessa ultima relação sexual outro cônjuge, então ela terá quebrado a sua ultima família, tendo o dever de ficar sujeita ao ultimo marido, sem direito de voltar ao penúltimo ou aos anteriores – Deuteronômio24: 1-4.

Pois nem que ficasse viúva do ultimo lhe seria licito retornar para unir-se ao marido anterior, pois tal seria “abominação perante Deus” Deuteronomio24: 1-4.

União sexual é casamento e família, tanto como a de Adão e Eva. Os filhos de tal união fazem parte da família e tem direito aos pais. Estes têm deveres para com os filhos. Não existem sexualmente amigados, mas casados. Nem mãe solteira, mas casada ou viúva, ainda que separada do esposo. Diante de Deus ela tem o dever de submeter-se ao marido e este o dever de recebê-la como esposa enquanto lhe for fiel, não aceitando ligação conjugal a outro homem.

Cristo mandou “que a mulher se não aparte do marido, se porem se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido” (mesmo que este tenha outras esposas, como Abrão e Jacob tiveram mais de uma e todas se sujeitavam ao cabeça do lar). “E que o marido não deixe a mulher” 1Cor.7:10-11.

É claro, penso eu, que só não deve deixá-la enquanto for sua mulher e não de outro homem, não pertencera mais ao anterior, nem devera voltar a este, a julgar pelo que se diz em Deuteronômio 24:1-4. Assim sendo, deveria ficar fiel ao ultimo marido e não voltar ao anterior nem pecar de outra maneira em novo adultério, passando a novo esposo: “Vai-te e não peque mais” João 8:11.

E o marido anterior, penso eu, teria direito de tomar outra esposa, pois não rejeitou a que adulterou contra ele, foi rejeitado por ela ao se ligar ela a outro homem. E alem de rejeitado, desligado estaria dela, sem direito de se religar sexualmente a ela, de acordo com Deuteronômio 24: 1-4.

Por esse motivo penso que não se encontrara tal marido (rejeitado por mulher que adulterou contra ele) no pecado de adultério anunciado em Mateus19: 9 e Marcos10:11, se casar-se com outra. Pois não mais tem direito a mulher que o deixou, depois que foi contaminada por adultério – Deuteronomio24: 1-4.

Pode parecer por Marcos10: 11 que tal marido repudiado cometa adultério se casar-se com outra mulher. Mas ao exame cuidadoso das palavras, tal marido só cometeria (penso eu) adultério se ele deixasse (rejeitasse) a sua esposa. Mas em cometendo ela adultério, não seria ele a deixá-la, mas ela a deixá-lo de lado.

Por Mateus 19:9, penso que se casando com outra mulher, não comete adultério o homem se é desligado da esposa por fornicação dela, ou seja, adultério dela. Submetendo-se que ao ocorrer o adultério dela, é ela que repudia o prévio esposo, pois não tem ela o direito de retornar a união corporal com o primeiro marido, nem este o de recebê-la como esposa – Deuteronomio24: 1-4.

Então me parece que nem no caso de Mateus5: 32; 19:9 nem de Marcos10: 11 o homem rejeitado mediante adultério da esposa, cometeria o pecado de adultério contra ela em casar-se com outra. Pois se proíbe tal segundo casamento ao homem que deixar sua mulher, esposa que só a ele pertença.

Ora, se esta adulterar, deixará de pertencer ao marido que abandonou. E este não terá rejeitado sua mulher em casar-se com outra, visto que a anterior não é mais sua mulher mas do ultimo marido dela.

Porque é que Cristo somente diz em relação a mulher (e não a homem) que se for vitima de rejeição não devera casar-se? Dando a entender que a esposa rejeitada em se casar de novo com outro homem adulteraria contra o marido que a repudiou? (Mat. 19:9; Marc. 10:12). Acredito que é porque mesmo repudiada, diante de Deus ela ainda pertence ao marido que a rejeitou e esta em condições de ser aceita por ele em reconciliação, se não se ligar ela a outro marido. (1Cor7: 11).

E se for o homem objeto de repudio, incidira em adultério em se casar com outra mulher? Penso que nem sempre. Pois já dei meu parecer que se ele foi rejeitado, devido a união de sua esposa a outro marido, tem direito de tomar outra esposa (Mat 5:32; 19:9). Creio que provavelmente não cometeria adultério contra a que o abandonou, pois ela não é mais dele – Deuteronômio 24:1-4.

Mas se ela apenas se separar dele, ou rejeitando-o ou sendo rejeitada, se ficar sem novo casamento ainda pertence a ele, é um só corpo com ele perante Deus, e tem direito de manter-se ligada a ele como seu cônjuge (1Cor7: 11). A família persiste. Mesmo que tal esposo se ligue a outra mulher, a esposa anterior ainda lhe pertence.

Mas se assim pensamos, não estaremos admitindo princípios diferentes para a mulher e para o homem?

Sim. Mas creio que a Bíblia apresenta princípios diferentes para o homem e a mulher, pois eles diferem um ser do outro, tem missões diferentes, diferentes responsabilidades. Nem por esse motivo a mulher é inferior ao homem. Nem há injustiça na desigualdade.

Deus tolerou (não aprovou, nem recomendou) que um homem mantivesse ao mesmo tempo mais de uma esposa, mas jamais admitiu que uma mulher tivesse a um tempo mais de um marido.

Por que seria assim?

A missão do homem, por criação é a de governar; a da mulher a de complementá-lo como quem ajuda o cabeça da família (Gênesis 2:18; 1Cor. 11:3; 1Timóteo2:12-13).

É possível (embora não seja o ideal) a um homem governar varias esposas. É impraticável a uma mulher viver continuamente sujeita a dois senhores: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro” – disse Jesus (Mat.6:24).

Também Deus não permitiu que contaminada por adultério, uma mulher retornasse a comunhão conjugal com o marido anterior, ainda que como viúva de seu ultimo cônjuge (Deut. 24:1-4).

A conversão ou regeneração dum cônjuge não altera sua situação familiar. Assim sendo, se o marido se converter e a esposa continuar incrédula, nem por esse motivo devera o esposo rejeita-la: “Fique cada um no estado em que foi chamado” – 1Cor7: 12-20. Jesus, neste planeta, não deixara este ensino, mas Paulo o acrescentou por inspiração divina.

“É melhor casar-se do que abrasar-se” – também esta escrito. Mas tal principio só se aplica a pessoas solteiras e pessoas viúvas – 1Cor. 7:9. Princípios mais altos descolam princípios menores. Mais importante é evitar adultério, destruindo famílias; evitar inicio de vida matrimonial em casamento misto, sob jugo desigual.

E em caso de estupro, se formaria um só corpo?

Penso, isso constituiria uma forma, ainda que indigna, de casamento, tal união realizada brutalmente, cruelmente, pela força resultaria numa família. Se de tal união maligna nascer uma criança, não será ela membro da família? Não teria pai? Não teria mãe? Não seria mal maior a destruição de tal família, deixando abandonada a mulher sem seu marido, o filho ou filha sem pai ou sem mãe, em abandono no mundo mau?

Logo, concluo que Deus não permite as seguintes situações:

1) Divorcio ou separação de cônjuges, a não ser, penso eu, em caso de fornicação (pecado sexual de infidelidade da mulher) – 1Cor7: 10-11; Mat.19:. Pois tal mulher não deverá retornar ao marido contra quem adulterou (Deut. 24:1-4).

2) Novo casamento da mulher separada do ultimo marido, a não ser, penso eu, que este morra (1Cor7: 10-11). Admito que viúva possa casar-se (1Cor7: 11-39).

3) Casamento misto, isto é, entre cristão genuíno e incrédula ou entre cristã e incrédulo. Pois tal união constituiria associação em “jugo desigual” (jugo do crente a Deus, jugo do incrédulo a Satanás) – 2Cor. 6:14-18.

As leis de uma nação poderão permitir situações pecaminosas, mas não com consentimento de Deus.

Quem queira de fato obedecer a vontade preferencial de Deus, evite tais pecados. E será bem-aventurado, feliz, se colocar sua alegria no Senhor e em suas valiosas e eternas bênçãos – “Regozijai-vos sempre no Senhor. Outra vez digo: Regozijai-vos” – Filipenses 4:4.

Casamento

É casamento a união sexual entre homem e mulher. Até união imoral ou ilícita ou condenável ou pecaminosa constitui forma indesejável, abominável de casamento. “Qualquer que deixar a sua mulher e casar com outra, adultera contra ela”. Conforme lemos na Bíblia (em Marcos10: 11) o adultério é, portanto, uma forma, embora pecaminosa, de casamento: casamento mau, iníquo. Se casamento por meio de adultério já é pecado, desfazer a união dos mal casados, constituídos num só corpo, seria um pecado a mais. Dos males fique-se com o menor. Conserve-se a família mesmo mal formada em lugar de destruí-la. “Não são mais dois, mas uma só carne; Portanto o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus19: 5 e 6; 1Cor6: 16).

Parece que Deus prefere não destruir famílias ainda que mal formadas. Os 12 filhos de Israel que formaram a Nação eleita de Deus são filhos de 4 esposas de Jacob. Isso não significa que Deus tivesse aprovado a poligamia. Salomão é filho do rei David com aquela com quem cometeu adultério, Betsabá: filho ilegítimo, bastardo, mas ainda filho em algum sentido.

O caso das bem intencionadas reparações promovidas por Esdras merece consideração.

Se fossemos atualmente seguir o exemplo de Esdras, que achou por bem reparar o mal cometido pelo povo de Israel de casamentos com mulheres estrangeiras, promovendo a separação de casais, sim se fossemos hoje imitar tais separações iríamos contra o que a Bíblia estabelece em 1Cor7: 12: “Se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe”. Este ensino não fora dado por Jesus quanto andava na terra, mas nos chega através de Paulo, certamente por inspiração divina, para completar ou esclarecer a doutrina dada por Jesus: “... que a mulher não aparte do marido” (1Cor7: 10).

Não vejo evidencia Bíblica de que Deus tenha ordenado a Esdras ou a Seconias que promovesse tal tipo de reparação que destruiu famílias constituídas. A Bíblia registrou o que acontecera naquela época do passado. Esdras agiu de boa intenção, crendo que fazia a vontade de Deus. Mas naquela época ele não conhecia as doutrinas mais elevadas da dispensação da graça.

É certo que um casamento ideal seria o que reunisse todas as qualificações e condições seguintes:

1- Casamento conforme a vontade preferencial de Deus;

2- entre cristãos genuínos;

3- sob o apoio das famílias envolvidas;

4- sob a oração de uma igreja verdadeira;

5- com cumprimento das leis civis (registro em cartório, etc.);

6- baseado em amor puro e em sabedoria;

7- entre pessoas a quem seria licito casar.

Mas se a união conjugal se operar sem uma ou todas as condições citadas, deixara de constituir casamento?

Deixara de formar família?

Os filhos que gerar deixarão de ser filhos?

Os pais deixarão de ser pais?

Se assim fosse, quantos casamentos teríamos na sociedade moderna e corrupta em que vivemos? Quantas famílias seriam contadas?

O mal de não se considerarem casados, mas solteiros ou apenas amigados, os que unem seus corpos pecaminosamente é de conseqüências funestas: concorre para incentivar e multiplicar adultérios.

O homem que vive conjugalmente com uma mulher, sem registro legal da união estará sujeito a tentação de considerar-se solteiro; e em condições de casar com outra mulher, e até legalmente abandonando a primeira.

Pode ser que tal mulher abandonada passe a considerar-se não casada e em condições de ligar-se a outro marido. Se houver filhos com quem ficarão?

E se tais pessoas não se acreditarem casadas por não ter ocorrido registro civil de casamento de suas uniões, novos adultérios se poderão facilmente suceder, com novas famílias a se formarem e velhas famílias a serem destruídas.

Se a mulher abandonada cumprisse o ensino bíblico de 1Cor.7: 11, ficando sem casar, reconhecendo que esta casada de fato (ainda que não juridicamente) com o marido que a rejeitou, com direito de reconciliar-se com ele, pois pertence a ele não seria melhor?

Eis uma das razões por que Deus em Sua sabedoria ordena que a mulher rejeitada fique sem casar. Pois se aceitar outro marido, ficara sem direito de retornar a seu anterior esposo em reconciliação conjugal (Deuteronomio24:1, 4). E cometera adultério tanto ela quanto o que casar com a repudiada (Mateus19: 9). Quem se casar com ela cometera adultério contra seu primeiro marido ao qual ela mesmo rejeitada pertence por direito, com possibilidade de a ele retornar. E conviria que ela permanecesse sem casar a espera de que ele se arrependesse de rejeita-la e a aceitasse de volta, salvando a família de permanente destruição.

Creio que Deus prefere não destruir mas construir famílias. Ele instituiu a família. E é de seu plano multiplica-las (Gênesis1: 28).

Parece preferível que permaneça uma união já concretizada, ainda que mal feita, pecaminosamente, a desfaze-la, o que seria mal maior. Se é forçoso escolher um entre dois males, que se escolha o mal menor e rejeite o mal maior. Se o casamento foi pecaminoso, por meio de adultério, é preferível que permaneça, mormente se resultarem filhos. Pois desfazer tal união seria mal maior, deixaria filhos inocentes desamparados de pai e mãe; e favoreceria outras uniões pecaminosas.

O que tem acontecido na atualidade é que quando um homem comete adultério, sendo já casado e tomando para si outra mulher, a primeira frequentemente rejeita o marido, quando deveria permanecer fiel a ele. Melhor não seria que o marido assumisse a responsabilidade de sustentar nesse caso as suas duas mulheres, com os filhos que ambas tivessem dele? Seria de fato uma poligamia que nunca deveria ter se realizado, pois é pecaminosa. Deus fez uma só Eva para um só Adão. Mas uma vez realizado o mal, não serial mal maior sacrificar uma das esposas (e seus filhos se os adquiriu), lançando fora?

O rei Davi não jogou fora Betsaba e seu filho Salomão, e nesse ponto se livrou de cometer mais uma injustiça.

Por que permitiu Deus que a escrava Agar e seu filho Ismael fosse retirados do convívio familiar (Genesis21: 6-13). Quem sabe se houve nesse caso motivos de força maior, proteger Isaac de perseguição, salvar-lhe a herança (Galatas4:29 -30).

Mas não prece que fosse essa a regra, mas uma exceção. A iniciativa foi de Sara, e Deus permitiu que a vontade dela prevalecesse. Mas Jacó não despediu nenhuma de suas quatro mulheres, Deus permitiu certos outros divórcios por causa da dureza dos corações (Mateus19: 8). Permitiu-os como o menor dos males, assim como permitiu vinganças nos tempos do Velho Testamento.

Mas que houvesse justiça em tais vinganças: justas proporções – olho por olho, dente por dente (Mateus5: 38-41). Mas na era da graça ensino mais alto se deu: “Não vos vingueis a vós mesmos...”(Romanos12: 19).

E no regime ou dispensação da graça Jesus combateu o divorcio, a não ser talvez em casos de força maior (adultério ou fornicação da mulher) Mateus19: 9. Condenou divorcio mesmo em casos de dureza de corações. Prefere salvar famílias: não destruí-las (1Cor7: 10-14,16): “O ladrão não vem senão roubar, a matar e a destruir; Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundancia” (João10: 10).

Se os jovens adúlteros desta época moderna, tentados a praticarem o chamado sexo livre, se compenetrassem de que cada união sexual com nova mulher que cometessem implicaria em casamento (uma só carne), laços de mutua responsabilidade conjugal que não se devem extinguir, provavelmente pensariam duas vezes antes de cometer fornicação. Não formariam um corpo com prostituta. Pois teriam que assumir a responsabilidade de manter a união. Pois se não são mais dois mas uma só carne, o que Deus ajuntou não o separe o homem (Mateus19: 6 e 1 Cor6: 16)

Se um homem toma sexualmente a esposa de outro, deve assumir responsabilidade como o marido atual dela e pais dos filhos que dela tiver. E de acordo com Deuteronomio24:1-4 tal mulher não devera voltar ao que foi seu marido anterior, contaminada por adultério. Isso é abominação perante Deus. E por ser abominação se estabeleceu a lei citada. É verdade que não estamos hoje como cristãos, sob o regime da lei, em posição de escravos. Somos filhos, livres. Mas não devemos usar da liberdade para dar ocasião a carne. Mas servir uns aos outros na motivação mais alta que a legal, na motivação do amor (Galatas4: 5, 7: 5:1, 6, 13).

Não estamos os cristãos sob os dez mandamentos como leis, com suas penalidades. Mas os princípios morais que fundamentaram as leis permanecem no regime da graça e da liberdade. Matar, adulterar, furtar, desonrar pai e mãe continuam a constituir pecados. E o que era abominável a Deus continua a sê-lo, mesmo sob o regime da liberdade. Não mataria um inimigo, não por estar sob proibição legal, mas por irradiar amor, fruto do Espírito Santo (Galatas5: 18,22).

As leis do país podem permitir divorcio em certos casos, mas nem sempre com a aprovação de Deus. Também nem Deus nem as leis nacionais aprovam promoção de poligamia. Entretanto quantos homens hodiernamente praticam poligamia disfarçada? Pois possuem varias mulheres, uma dentro de casa, as outras fora, com os filhos delas. A poligamia entre os hebreus era menos iníqua, embora injusta também. Pelo menos o esposo assumia responsabilidade para com suas mulheres e filhos, cuidando deles dentro de sua casa, em nível de respeito familiar. A sociedade moderna, ao menos no mundo ocidental, não aceita tal situação. Contudo não impede poligamia. Apenas quer impedir que apareça. E oculta-la não é facilitar o aumento de incidência dela? Se o pecado pode ficar oculto é mais fácil comete-lo. Mas nada há encoberto que não venha a luz, declarou Jesus.

Como reparar então o dano já realizado? É melhor evita-lo que repara-lo. Para evitar tais pecados com suas conseqüências só se façam casamentos dentro da aprovação de Deus.

Para consertar, sigamos os princípios bíblicos.

Se estas ligado a cônjuge, mesmo sob sugo desigual, não te desligues (1Cor7: 10).

Esta a mulher separada do marido? Fique sem casar. Ou se reconcilie com o marido (ainda que ele tenha outras mulheres) 1Cor7: 11.

Esta a mulher mal casada? Seja fiel ao esposo, sofra a carga, ao menos por amor a Deus, que não se agrada com separações dos que constituem uma só carne (Mateus19: 6).

Que o homem casar? Não cometa adultério. Não toque em mulher que tenha marido, ainda que separada dele. Pois ainda tem ela direito a ele. Quem sabe se virão reconciliar-se? Ainda que não se reconciliem, não se cometa o adultério (pecado contra um cônjuge é ofensa a Deus).

O que se casar com repudiada de marido também comete adultério tanto quanto ela (Mateus19: 9).

Quer o homem ou a mulher casar? Não o faça senão com pessoa virgem ou viúva, e quando permitido por Deus (Ver folha 1).

A Bíblia é clara e taxativa: “Todavia aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher se não aparte do marido. Se, porem, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido”. (1Cor7: 10).

“Que fique sem casar foi dito a mulher. Penso que não ao homem. Porque seria? Porque se a separação se der por causa de fornicação da mulher, o marido não cometera necessariamente adultério se casar com outra mulher, segundo o meu parecer e minha interpretação de Mateus19: 9. Mas não sou dogmático nesse ponto. Há quem pense que tudo quanto se ordena ao homem nessa matéria, ou à mulher, cabe aos dois. Penso que o homem é de situação diferente a da mulher. Não há jeito de ter uma mulher sobre si duas cabeças, dois esposos. Pois “ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro”. (Mateus6: 24).

Embora não deixe de ser pecaminoso o ingresso numa situação de poligamia, em que uma cabeça masculina governe duas ou mais mulheres, ainda existiria, no caso, certa possibilidade de um mesmo governante dirigir varias mulheres, todas sujeitando-se a ele.

Em um resumo ao que já foi exposto, proporemos algumas soluções a freqüentes problemas de natureza sexual:

1 – A mulher casada é rejeitada pelo marido.

Fiquem os dois sem casar com outra pessoa. Ou melhor, reconciliem-se (1Cor7: 11).

2 – A mulher rejeita o marido e fica solitária.

Solução: A mesma anterior.

3 – A mulher rejeita o marido e se liga sexualmente a outro homem.

Fique ela fiel ao ultimo marido. Não deverá voltar aquele do qual se separou (Deuteronomio24: 1,4)

Em razão do adultério de sua mulher, o primeiro esposo, poderá sem cometer adultério, casar com outra mulher, é minha opinião, sem dogmatizar (Mateus19: 9).

4 – O homem casado se liga sexualmente a outra mulher. Peca por adultério contra a primeira.

Solução que me parece mais justa, embora não aceita no mundo ocidental por muita gente: Assuma ele a responsabilidade de manter-se unido a suas mulheres, sustentando-as com os filhos que tiverem. E fiquem elas sujeitas ao cabeça da casa.

(Caso dos patriarcas Hebreus citados).

5 – O homem casado se une sexualmente a outra mulher e rejeita a primeira.

Fique a mulher sem casar ou se reconcilie com seu esposo se ele aceitar de volta (1Cor7: 11 e Mateus19: 9). Do contrario o que se casar com a repudiada cometera adultério, assim como ela também. E cuide o marido das mulheres que tomou e dos filhos que tiverem, como os patriarcas citados de Israel.

6 – O homem solteiro se liga sexualmente a uma mulher solteira.

Regularizem sua situação perante as leis civis, registrando em cartório seu casamento ainda que mal feito (seja casamento misto de crente com cônjuge incrédulo: seja casamento contrario a forma ideal citada anteriormente (Deuteronomio22: 28, 29). Pois se não são mais dois, mas uma só carne, o que Deus ajuntou não o separe o homem (Mateus19: 6). Aquilo que Deus ajuntou (não aqueles; não o separe o homem. Deus não ajunta um homem a uma meretriz. Mas considera tal união consumada com o uma só carne. (1Cor6: 16).

7 – A mulher é estuprada por homem solteiro ou casado, sendo ela ou solteira ou casada.

Nesse problema difícil, frente a tão grande maldade de um homem, não é fácil justa reparação. Aqui deixo meu parecer, sem ser dogmático. O que se fazia em Israel variava conforme pudesse ou não a mulher pedir socorro, e conforme estivesse ou não em contrato de casamento (Deuteronomio22: 23, 27).

Em referencia a virgem não desposada, teria o homem, que a humilhou, mantê-la como sua mulher (Deuteronomio22: 28, 29). Neste ultimo caso, como já não estamos no Brasil no regime de pena de morte, que se deve fazer? Penso que a solução seria ele arrepender-se, pedir perdão a Deus e a ela, e assumir a responsabilidade de esposo para com ela. E julgo que seria melhor que ela passasse a sujeitar-se a ele em espírito de perdão e amor.

Se ela já era casada, penso que deva conservar-se ligada ao ultimo que se relacionou sexualmente com ela. Pois retornar a seu primeiro cônjuge não me parece certo, após ter sido contaminada, a luz do que entendo por Deuteronomio24: 1,4.

Penso que caiba aqui o principio mencionado em 1Cor7: 24, 27: “...cada um fique diante de Deus no estado em que foi chamado; estas ligado a mulher? Não busque separar-te”.

8 - São noivos?

Não se comprometam a casar. O noivado deve ser um estudo mutuo, para que se conheçam espiritualmente melhor, a fim de saberem se convêm ou não o casamento. O Cristão deverá procurar saber se a pessoa com quem examina a conveniência de um casamento é em realidade de Cristo. Que o noivado transcorra com muito respeito mutuo. Não sob paixão desenfreada. Um não tem direito de tocar no outro. Que o cumprimento seja o único toque de mãos, fugaz. Nada de beijos, abraços, mãos dadas, intimamente corporal que só cabe a casados (1Tim5: 12; 1Cor7: 1,3-5).

Que no espírito de amor espiritual, puro, desinteresseiro, altruísta, e oração, busquem descobrir e seguir a vontade preferencial de Deus quanto a decisão final a tomarem.

Ainda sobre o assunto do casamento e separação dos cônjuges, examinemos o que se declara em 1Cor7: 10-16: “Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido; se , porem, se apartar, que fique sem casar, ou se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher. Mas aos outros digo eu, não o Senhor. Se algum irmão tem mulher incrédula, e ela consente em habitar com ele, não se separe dela. E se alguma mulher tem marido incrédulo, e ele consente em habitar com ela, não se separe dele. Porque o marido incrédulo é santificado pela mulher, e a mulher incrédula é santificada pelo marido crente; de outro modo, os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos. Mas, se o incrédulo se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou a irmã, não esta sujeito a servidão; mas Deus chamou-nos para a Paz. Pois, como sabes tu, ó mulher, se salvaras teu marido? Ou, como sabes tu, ó marido, se salvaras tua mulher?”.

Jesus ensinou, quando andou neste mundo que a mulher não deve apartar-se do marido? Não apenas ensinou, mas mandou que ela não promovesse a separação. Mas se vier a separar-se, que não se case, ou se reconcilie com o marido. Se ela não se ligar sexualmente a outro homem ela poderá consertar sua família voltando aquele que ainda lhe pertence como parte que ainda continua como uma só carne dele. Se, porem ela se ligar a outro homem cometera adultério contra seu marido de direito, e este não poderá mais reavê-la como sua esposa, de acordo com o principio contido em Deuteronomio24: 1-4. Ela terá que ficar com o ultimo marido. O primeiro a meu ver, só neste caso, ou se ficar viúvo dessa mulher que perdeu, não cometeria adultério contra ela se casasse com outra. E o que casou com a mulher rejeitada cometeu adultério contra o marido dela, o qual mesmo separado tem direito a ela e a reconciliação com ela.

Mas Paulo acrescentou um principio também divino, que Jesus não tinha esclarecido enquanto andou na terra: “Se alguma mulher tem marido incrédulo, e ele consente em habitar com ela, não se separe dele. Mas se o incrédulo se apartar, aparte-se , porque neste caso a irmã não esta sujeita a servidão” (versículo 13 e 15). Alguns concluem erradamente que se ela na esta sujeita a servidão, esta livre para casar com outro homem. Quem pensa assim se esquece de que Cristo mandou que a mulher não se separasse do marido e que se separasse que ficasse sem casar ou que se reconciliasse com o marido. E adultério, pois a repudiada ainda tem direito de voltar a sua própria carne, seu marido (mesmo que ele passe a ter mais de uma mulher). Logo, ela ao perder o marido que dela se apartou não estará sob servidão a ele, não estará sob obrigação de esposa, isto é, obrigação de servi-lo sexualmente ou a cuidar de alimenta-lo, a cuidar da roupa dele, pois tendo ele se apartado, fica ele livre de obrigação de servi-lo, mas não livre para casar com outro homem enquanto tiver marido vivo ao qual, quem o sabe, poderá voltar em reconciliação, se ele concordar.

Entretanto, se a mulher incrédula se separar, o marido que fica livre de servidão, fica livre para casar com outra? Somente se perder a mulher para sempre, ligando-se ela a outro marido, ou morrendo. Mas se ela ficar sem casar, ele não poderá casar com outra. Pois cometeria adultério contra ela, que ainda é sua carne, podendo haver reconciliação se ambos quiserem fazer a vontade preferida de Deus.

Princípios básicos para o estudo relativo a relações sexuais:

1. Deus odeia o Repudio – Mal2: 16

2. Aquilo que Deus ajuntou não O separe O homem, Mat19: 6.

3. O homem que se ajunta sexualmente a uma mulher constitui perante Deus um só corpo, uma só carne. 1Cor6: 16 e Mat19: 5-6.

4. Se a mulher se separar que fique sem casar, ou se reconcilie com seu marido 1Cor7: 10-11

5. Não prender-se a jugo desigual com infiéis (casamento misto) 1Cor6: 14-18

6. É abominação perante Deus mulher contaminada por adultério ligar-se sexualmente a marido anterior. Deut24: 1-4

7. Deus prefere construir, ao invés de destruir famílias (Jacó e suas esposas).

8. O homem é a cabeça da mulher e de sua família. 1Cor11: 1-3; Efesios5: 22.

9. Deus não aprova, mas tolera, que um homem governe mais de uma esposa (Caso dos Patriarcas, de David e outros).

10. Deus não admite que uma mulher se sujeite a mais de um marido contemporaneamente. Mat6: 24

11. Servir a Deus e ao próximo por amor, até aos INIMIGOS. Mat5: 44-48.

Felix Racy

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Autor: Felix Racy
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br