Cap 4 - Depressão

Depressão e seu alívio em Jesus Cristo

Princípios de Equilíbrio Espiritual e de um Viver Vitorioso e Feliz,

1- Começar vida nova, conforme a vontade de Deus, por arrependimento e fé.

Arrependimento de um viver independente Dele.

Fé em Jesus Cristo, como único e suficiente Salvador pessoal. Em confiança na Sua obra redentora; não em obras humanas, como se por elas fosse possível obter salvação da condenação eterna:

“Necessário vos é nascer de novo” (Evangelho de João cap.3, versículo 7); “Porque isto é meu sangue, o sangue do Novo Testamento que é derramado por muitos, para remissão de pecados” – disse Jesus (Mateus26: 28); “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, isto não vem de vós, é dom de Deus, não vem das obras, para que ninguém se glorie”- afirmou o apostolo Paulo, em sua carta aos Efésios, cap.2, versículos 8 e 9.

2- Preferir, pois, o jugo de Cristo ao de Satanás “anjo” decaído: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei, Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis DESCANSO PARA VOSSAS ALMAS, Porque o meu jugo é suave e o meu fardo leve” - anunciava Jesus (Mateus11: 28-30).

Sim o jugo de Cristo é suave, não rouba a paz interior, não leva ao desespero, como o de Satanás.

3- Só então, uma vez regenerado, e, como nova criatura em Cristo, consegue o homem, habitado pelo Espírito Santo, subir as alturas da vida espiritual, e praticar os demais princípios expostos a seguir: porque “sem Mim nada podeis fazer” – declarou Jesus aos discípulos (João15: 5).

4- Praticar boas obras, por gratidão ao Salvador, por amor ao próximo, sem confiar nelas como perfeitas e merecedoras de salvação ou justificação, que tão somente a fé em Cristo é imputada por Deus ao ímpio arrependido (Romanos4: 5).

Fazer boas ações, portanto, no espírito e motivação própria de quem já alcançou salvação por graça, se de fato aceitou Jesus Cristo como Senhor, pratica-las sem confiar nas próprias forças para a sua realização, mas no poder de Deus.

Pois “é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo vivera da fé” (Gálatas3: 11), “porque pela lei vem o conhecimento do pecado” (Romanos3: 20) – uma vez que não conseguimos mesmo, pois somos fracos, cumpri-la perfeitamente, e bastaria que deixássemos de guardar um só dos mandamentos da lei, para que nos tornássemos culpados de todos, conforme ensina a epistola de Tiago, cap.2, versículo 10.

Assim a lei só nos condenaria, dando-nos a conhecer nosso pecado se Cristo não a houvesse cumprido por nós, se não tivesse também sofrido o castigo de morte em nosso lugar. Conquanto não devamos praticar obras para a salvação, que é dada por graça, mediante a fé, devemos fazê-las para serviço a Deus e ao próximo, “porque somos feitura Sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Efesios2: 8 a 10).

5- Servir, pois, a Deus e ao próximo por exercício continuo de fé Nele, não em nossos esforços : “...o justo viverá da fé” (Gálatas3: 11); “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele e Ele tudo fará” (Salmos37: 5); “Confia no Senhor de todo o seu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconheça-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitara as tuas veredas” (Provérbios3: 5,6). Portanto, não agir só. Depender de Deus em tudo, em exercício de fé contínuo e oração incessante.

Servi-lo, não na energia da carne, mas no poder do Espírito Santo, se é que se rendeu totalmente a Jesus Cristo como Senhor e passou, portanto, a ser habitado pela Pessoa do Espírito Santo, porque então “Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade (Filipenses2: 13); ““... o fruto do Espírito é, caridade (amor mais explicito no texto em Grego), gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (Galatas5: 22)”; “Se vivemos em Espírito” (Galatas5: 25; pensando na direção do Pai Celestial; sujeitando-nos a Ele, por fé e ação, continuamente.

E para servir bem ao próximo, temos que viver antes para Deus, como a Pessoa e'm torno da qual toda a nossa conduta deve girar: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo20: 3); “Amaras o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mateus22: 37).

Pensar, pois, antes de tudo e de todos, Nele, discernir a Sua vontade e direção a cada passo, colocando-a acima de nossa própria vontade, acima da de nossos parentes, acima da de nossos Irmãos na fé, mesmo acima de Pastores, Igreja, bem como acima do Estado e suas autoridades.

“Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos5: 29); “Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor” (Efesios5: 17); “Não seja como eu quero, mas como Tu queres” – orava o próprio Filho de Deus, neste mundo (Mateus26: 39).

6- “Fazei tudo para glória de Deus”, exaltando-O em todas as circunstancias, sem nos exaltarmos, pois cada um de nossos pecados, ofensas contra o Altíssimo, nos faz dignos de condenação eterna; e, se somos salvos é pela Sua graça, mediante a fé Naquele que, tomando castigo por nós, fez expiação de nossa faltas; isto é; se alcançamos perdão gratuito, é pela “redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos3: 24).

Portanto, “quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1Cor. 10: 31); em humildade, desde o pensamento, pois “Deus resiste aos soberbos; dá porem, graça aos humildes” (Tiago4: 6).

Eis a lição de Nabucodonozor: ““... Andando a passear sobre o palácio real de Babilônia, falou o rei, e disse:

“Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para a glória da minha magnificência? Ainda estava a palavra na boca do rei, quando caiu uma voz do céu: A ti se diz: “Ó rei Nabucodonozor: Passou de ti o reino...”” (Daniel4: 29-31).

7- Manter escala correta de valores; como Jesus ensinou.

Viver com sabedoria, “remindo o tempo”, aproveitando-o bem, não permitindo que os valores menores da vida, como os prazeres fúteis, inúteis, e os pensamentos vãos, e as conversas ociosas nos prendam e desviem dos valores maiores e permanentes:

“Buscai primeiro o Reino de Deus e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus6: 33); “Não andeis cuidadosos quanto a vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestido?” (Mateus6: 25).

Escrevendo aos Colossenses, Paulo, em sua epistola, no capitulo 3, versículo 1 e 2 assim se expressou:

“Portanto se já ressuscitastes com Cristo, buscais as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado a direita de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra...”. Evidentemente esta visão é hiperbólica, exagerada, para nos levar a desprezar, não de modo absoluto, mas relativo, os valores terrenos, passageiros, em favor dos celestiais, eternos. Do contrario, já não poderíamos sequer comer ou beber, para a justa e necessária preservação de nossa vida física.

E até Jesus Cristo, “o Filho do Homem veio comendo e bebendo”, neste mundo (Mateus11: 19).

8- Servir a Deus no AMOR e LIBERDADE DE FILHOS, não por MEDO ou fria OBRIGAÇÃO DE ESCRAVOS: “... Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, afim de recebermos a adoção de filhos: E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de Seu Filho, que clama: Abba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiros de Deus, por Cristo” (Galatas4: 4-7).

“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião a carne, mas servi-vos uns aos outros pela caridade. Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amaras ao teu próximo como a ti mesmo” (Galatas5: 13-14).

“Estai, pois firmes na liberdade em que Cristo nos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” (Galatas5: 1). “... Se sois guiados pelo Espírito Santo, não estais debaixo da lei” (Gálatas5: 13).

Isto é, o crente em Cristo, habitado e guiado pelo espírito Santo, não mais necessita da lei do Velho Concerto, Velho Testamento, cumprida toda ela por Cristo, em lugar do homem, incapaz.

O filho de Deus em Cristo não precisa mais agir, motivado, obrigado, como escravo, por sistema legal com suas penalidades a amedrontá-lo. Ele pode agir na posição de filho livre e motivado pelo amor, incentivado, não mais por mandamentos legais de seu Código, “na velhice da Letra”, mas pelas exortações diretas do próprio Autor, uma Pessoa, o Espírito Santo que o dirige, relembrando-lhe os princípios da graça, de um Novo Concerto, Novo Testamento, e o habilita a servir a Deus “com novidade de espírito”. “... Agora estamos livres da lei, pois morreremos para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito e não na velhice da Letra” (Romanos7: 6) “Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de Outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, afim de que demos fruto para Deus” (Romanos7: 45). Vale examinar também sobre tão relevante tema a epistola aos Hebreus7: 11, 12, 18, 19; 8:8, 9, 13; 9: 13-15; 10: 14-18; 12: 18, 22, 24.

9- Buscar a solução de cada problema por ORAÇÃO e AÇÃO; agindo por FÉ mais prudência: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, a ser-lhe-á dada” (Tiago1: 5).

PRUDENCIA: “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Acautelai-vos, porem os homens, porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas...”Quando vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra...” (Mateus10: 16, 17, 23).

FÉ: “... Mas quando vos entregarem não vos de cuidado como, ou que haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer, porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós” (Mateus10: 19 e 20).

Assim, Deus espera AÇÃO dos seus servos, mas em FÉ Naquele que pode dirigi-los e suprir suas limitações humanas.

“... Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade” (Filipenses2: 13).

10- Resolver cada problema a luz da Palavra de Deus (da Bíblia); se possível, quando necessário para maior clareza, com papel e caneta, em caderno ou fichas, onde se deve conservar anos futuros; pois as soluções ”de cabeça” somente, por vezes, são confusas; o pensamento é fugaz, e o papel, arquivado, pode, retendo o pensamento, conservar a reflexão e o problema solucionado, por mais tempo que a memória. Bom princípio a aplicar em todas as circunstancias é o exarado em 1Corintios14: 40: “Faça-se tudo decentemente e com ordem”.

11- Não pretender mais do que o próprio Deus. Fazer só a minha parte nos planos e vontades do meu Senhor, a que Ele espera de mim: “Marta, estás ansiosa e afadigada como muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada” (Lucas10: 41e 42);

12- Fazer um coisa por vez. Agir EM FUNÇÃO DO TEMPO, na medida do tempo, e da oportunidade que Deus der, e não só em função da necessidade ou do alvo a alcançar: em ritmo fisiológico, agradável, salutar, sem a contraproducente ansiedade, impaciência e afobação. Pos a ansiedade é sobrecarga inútil: “... Qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado a sua estatura?” (Mateus6: 27). Não pretender, pois ir adiante de Deus, em nossos projetos, e em sua realização (pecado de impaciência e ansiedade), nem atrás Dele (pecado de procrastinação, atraso), mas sim andar “pari-passu”, a par, com Ele, como fazia Jesus neste mundo;

“Disseram-lhe, pois, seus discípulos: Sai daqui e vai para a Judéia... Disse-lhes, pois, Jesus: “Ainda não é chegado o meu tempo...”. ““... Eu não subo ainda a esta festa, porque ainda o meu tempo não está cumprido” (João7: 3, 6, 8).

13- É bom fazer planos para o futuro, do futuro, mas dependendo de Deus em Sua direção e apoio (Tiago4: 15 – “Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo”).

Mas sem preocupação, ansiedade, inquietude, vivendo bem o presente, na luz que tenho no momento: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mateus6: 34).

14- Zelar pelo bem da alma e pelo bem do corpo: ambos devem ser usados como instrumentos de nosso Senhor. Seguindo as leis de Deus na Natureza, devemos alimentar-nos corretamente, e dar ao nosso corpo tanto o exercício, que ele puder suportar bem, como o descanso suficiente, por longas caminhadas a pé, sono farto, e, quando necessária, recreação TEMPERANTE, útil, edificante e sadia:

“Vinde vós, aqui apare a um lugar deserto, e repousai UM POUCO”.

“Porque havia muitos que iam e vinham, e não tinham tempo para comer” (Marcos6: 31); “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos”.

“Porque fostes comprados por bom preço, glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1Corintios6: 19 e 20). (Convêm relembrar que tais promessas ou afirmações de benções concedidas, cabem somente aos verdadeiros cristãos, os que de fato aceitaram o governo de Cristo sobre suas almas).

15- Cultivar fiel mordomia (administração) do tempo, dos bens materiais, no trabalho e no repouso, sabendo que se formos fiéis no pouco, Ele sobre o muito nos colocará, em mui preciosas recompensas, e glória, imperecíveis:

“Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mateus25: 23).

16- Só o cristão verdadeiro tem poder de Deus para praticar o bem, e suplantar quaisquer contrariedades, o desanimo, as tristezas, as frustrações, a angustia, enfim toda sorte de emoções e pensamentos negativos. Pois trás em si motivos eternos de alegria e satisfação, possuindo Deus com Pai; Jesus Cristo como Salvador; o Espírito Santo como hóspede permanente, sendo discípulo de Cristo, salvo para toda a eternidade, destinado a glória e a felicidade sem fim. Só ele esta em condições de “ajuntar tesouros nos Céus”, e de aumentar seus galardões, por fidelidade a Deus em quaisquer circunstancias, mesmo antes insucessos ou perdas no campo dos valores passageiros dessa peregrinação: “Não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos: alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos Céus” – disse Jesus aos seus discípulos, ensinando-os a buscar alegria nos maiores valores da vida, em vez de se ocuparem com coisas vãs ou pouco úteis.

17- Substituir, pois, pensamentos e emoções negativas, por pensamentos e emoções positivos:

18- Substituir TRISTEZA por ALEGRIA, mesmo nas tentações ou provações: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por varias provações, sabendo que a provação da nossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (ou fortaleza para perseverar) – (Tiago1: 2, 3).

Quanto mais sofrermos por Cristo (não por nossos pecados), dentro dos propósitos de Deus, por amor a realização da Sua vontade, tanto melhor: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente” (2Corintios4: 17).

Mas não basta resignar-nos às circunstancias de sofrimento; é necessário saber e poder extrair motivos de gozo nelas, buscando servir e glorificar a Deus em qualquer nelas, buscando servir e glorificar a Deus em qualquer situação como faziam os apóstolos quando perseguidos ou maltratados: (Atos5: 41): “Retiram-se, pois, da presença do Conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus”. O divino Mestre já dizia: “Bem aventurado os que sofrem perseguição por causa da Justiça, porque deles é o Reino dos Céus; bem aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa”.”Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus, porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” – (Mateus5: 10, 12).

Buscar continuamente em Deus nossa alegria, não em motivos fúteis: “Regozijai-vos sempre no Senhor” (Filipenses4: 4), buscando na sua aprovação e direção os nossos prazeres, negócios, solução de problemas, tudo quanto fizermos na vida, pois só Ele é a fonte de felicidade, satisfação completa e permanente (2Corintios12: 9 e 10).

“E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. “De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, nas injurias, nas necessidades, nas perseguições, nas angustias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então sou forte.”

19- Substituir SENTIMENTO DE ÓDIO ou de MÁGOA, por espírito de PERDÃO e de AMOR: “Não vos vingareis a vós mesmos, amados, mas daí lugar a ira, porque está escrito: Minha é a vingança; Eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, da-lhe de comer; se tiver sede, da-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça” (Romanos12: 19, 20).

“Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus22: 39). O meu mandamento é este: “Que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei” (João15: 12).

20- Em vez de pensar nos PREJUIZO que os OUTROS NOS CAUSAM, pensemos no BEM que podemos fazer-lhes: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Romanos12: 21).

E a infidelidade de outros, ainda que nos prejudique esta vida, não nos rouba o galardão eterno de Deus, se lhe formos nós fiéis; antes poderá concorrer para aumentá-la, se nossa reação O glorificar, em espírito de perdão aos que fazem mal a nós.

21- Substituir o MEDO pela FÉ que opera por AMOR “(Galatas5: 6: Porque em Jesus Cristo, nem a circuncisão nem a incircuncisão tem virtude alguma; mas sim a fé que opera por amor). “No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor” (1João4: 18). “Porque temeis, de pouca fé?”(Mateus8: 26). “O Senhor é o meu ajudador, e não temerei o que me possa fazer o homem” (Hebreus13: 6).

22- Substituir AVAREZA, ou apego aos bens materiais, passageiros, pelo CONTENTAMENTO com o que Deus nos dá: “Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes, porque Ele disse: “Não te deixarei, nem te desampararei” (Hebreus13: 5)”.

Substituir, pois, a cobiça do desnecessário, e supérfluo, pelo cultivo de gratidão a Deus pelo essencial que Ele nos concede, “dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai” (Efésios5: 20).

23- Em vez de DESÂNIMO cultivar ENTUSIASMO: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo” (João16: 33). Considerar que a infidelidade dos outros não é motivo de nos desanimar, pois não diminuirá nosso eterno galardão, formos nós fiéis ao nosso Senhor.

Ver, pois, a vida como Deus a vê, não sob IMPRESSÃO PESSIMISTA, mas OTIMISTA, se é que você é salvo mesmo, pois Ele não está desanimado, mas vitorioso eternamente:

“É-me dado todo o poder no céu e na terra – disse Jesus (Mateus18: 8). E mais: “Não temas, Eu sou o primeiro e o ultimo, e o que vivo e fui morto, mas eis que estou vivo para todo o sempre, Amem. E tenho as chaves da morte e do Hades” (Apocalipse1: 18).

Se apenas a minoria dos homens se salvar e o que quiser servir, ainda assim milhões de milhões de anjos o honram servindo-O em fidelidade: “Vi, e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciões, cujo nome era de milhões e milhões ...proclamando em grande vós: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor” (Apocalipse5: 11,12). “E milhares de Milhares”.

24- Substituir FRUSTRAÇÃO por FÉ na providencia de Deus, que quando fecha uma porta no caminho que seus servos pretendiam seguir, é para lhes abrir outra melhor: “... todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto” (Romanos8: 28). Juntamente e não isoladamente, resultarão no bem dos salvos, que por isso também podem ter certeza de nunca mais perderem a salvação, que é vida eterna. O apóstolo Paulo afirmou: “Não digo isto por necessidade, porque aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância, em toda a maneira e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome, tanto a ter abundancia, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses4: 11 – 13).

Amar os caminhos a que Deus me leva, e em que me conduz, mais que os escolhidos por mim, que os Dele são melhores.

25- Substituir a ANSIEDADE por ORAÇÃO e FÉ Naquele que nos ampara e tranqüiliza, “lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós” (1Pedro5: 7).

“Não estejais inquietos por coisa alguma, antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplicas com ação de graças. E a paz de Deus , que excede todo o entendimento, guardará os vosso corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Filipenses4: 6 e 7). Vale ler o que Cristo ensinou em Mateus6: 25- 34, sobre a ansiedade.

26- Resolver a ANGUSTIA pela SOLUÇÃO DE DEUS. “Não veio sobre vós tentação, senão humana, mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” (1Corintios10: 13). Buscar a solução que mais agrade a Deus para o problema que suscitar angustia (se o pensamento estiver confuso, aplique o método de altera-lo exposto no parágrafo 10).

27- Vencer o TÉDIO com SERVIÇO a Deus: “Andai com sabedoria para os que estão de fora, remindo o tempo” (Colossenses4: 5).

28- Extinguir o SENTIMENTO DE CULPA por CONFISSÃO DE PECADOS e FÉ NO PERDÃO que Deus promete aos que se fizeram seus filhos em Cristo, quando pecam e se confessam em falta. Quanto a condenação eterna estão para sempre já perdoados: “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos8: 1). Quanto a castigos disciplinares de filhos, ficam também perdoados mediante confissão, em sincera demonstração de arrependimento: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (1João1: 9). “Porque se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seriamos julgados. Mas quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo” (1Corintios11: 31, 32).

29- Em vez de pensamentos IMPUROS, cultivar pensamentos PUROS: “Bem aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus” (Mateus5: 8).

30- Em vez do habito de fazermos mau juízo precipitado dos OUTROS, ENTREGAR OS DEFEITOS ALHEIOS AO JUIZ SUPREMO, cuidando antes em corrigir-nos de nosso próprios defeitos.

“E porque reparas tu no arqueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?”Hipócrita, tira primeiro a trave que esta no teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão” (Mateus7: 3, 5).

“Há um só legislador e um juiz que pode salvar e destruir; Tu, porem, quem és que julgas outrem?” (Tiago4: 12).

Devemos, pois buscar primeiro nosso próprio equilíbrio, para, depois, na medida do que pudermos e for oportuno e conveniente, ajudar os outros a se livrarem de seus defeitos, se são irmãos em Cristo; pregando-lhes o Evangelho se são incrédulos: “Que pregues a Palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (2Timoteo4: 2).

31- Buscar PRIMEIRO NOSSO EQUILIBRIO PESSOAL, para em equilíbrio, AJUDAR OS OUTROS a alcançarem o mesmo. “Porque se há prontidão de vontade, será aceita segundo o que qualquer tem, e não segundo o que não tem”. “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria; E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, afim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra” (2Corintios8: 12; 9:7-8).

32- Em vez de preocupar-nos em alcançar BOM SUCESSO, ocupar-nos em ser FIÉIS A DEUS. Da viúva pobre, que ofertou apenas duas moedas, dissera Jesus: “Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro; Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento” (Marcos12: 43, 44). A recompensa de Deus é proporcional a fidelidade, não ao sucesso. É a lição das parábolas dos talentos e das minas (Mateus25: 14- 30; Lucas19: 11- 27).

FELIX RACY

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Autor: Felix Racy
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br