O Primeiro Batista Por Stanley E. Anderson

CAPÍTULO 10 - RECOMPENSADORAMENTE SEGUIDO

Sumário e Conclusão

O PRIMEIRO BATISTA

Stanley E. Anderson

CAPÍTULO 10 - RECOMPENSADORAMENTE SEGUIDO

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“... mas tudo quanto João disse deste era verdade. E muitos ali creram nele.” João 10:41, 42

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Um avivamento começou neste lugar "além do Jordão" onde João batizou no princípio, e onde o próprio Cristo tinha sido batizado.

Os judeus tinham tentado apedrejar a Cristo (Jo 10:31-39), mas Ele escapou das suas mãos e foi para o Jordão revisitar o lugar do Seu primeiro ato público. É bom uma pessoa voltar ao lugar onde grandes experiências espirituais aconteceram. Quando vidas cristãs passam novamente pela cadeia de eventos que conduziram a sua conversão e batismo, a sua alma é reavivada, as emoções do seu primeiro encontro com Cristo são vividas novamente e lealdades importantes são renovadas.

Cristo voltou para o lugar onde João O batizou. "E muitos iam ter com ele”, o registro diz. Talvez o escritor de hinos, John Keble (1792-1866), teve esta bonita cena em mente quando escreveu:

"Onde está o conhecimento que o batista ensinou,

A alma firme e a língua destemida?

A sabedoria muito duradoura buscou

Através da oração solitária entre os seus lugares favoritos?

Quem ganha com isto agora?

A sua luz decairia, Assim o mundo inteiro seria para Jesus."

Todo cristão leal, e especialmente todo pastor verdadeiro, quer freqüência na igreja em que pastoreia. Quando Cristo é o centro e os fatos simbolizados através do batismo são pregados sabiamente, então as pessoas irão para as igrejas. João o Batista teve a satisfação de ver grandes multidões vir aos desertos para ouvi-lo pregar a Cristo. Se os cristãos modernos aprendessem as técnicas dele, talvez multidões se juntassem para ouvir o Evangelho novamente. A pergunta então, é:

QUAL É O MELHOR MODO DE APRESENTAR O EVANGELHO DE CRISTO?

“... Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram muitas astúcias” (Ec 7:29). Entre as invenções que existem no cristianismo hoje está a "dinâmica de grupo" onde as pessoas sentam em um círculo e trocam opiniões. Quando estas opiniões são resumidas, ou sintetizadas, é suposto que cada pessoa sentiu que um progresso foi feito. Mas a menos que uma alta autoridade como a Bíblia seja seguida, se duvida do progresso feito, se houve algum. Muito freqüentemente pregadores pobremente informados levarão tempo até verem com o resultado obtido que nenhum progresso acontecerá.

Sincretismo é outro plano que alguns modernistas defendem. Tome um pouco de Cristianismo, um pouco de Budismo, algo de Taoísmo, um pouco de sabedoria de Confúcio, e talvez um pouco de Bultmanismo; misture tudo junto, e o resultado deveria ser o melhor condensado de todas as religiões. Mas não funciona; não se produz cristãos.

Educação é ensinada como a única salvação da civilização. O presidente Kennedy nos deu uma memorável citação: "Conhecimento, não ódio, é a chave para o futuro." Certamente conhecimento é melhor que ódio, mas ainda não é o bastante. Os líderes de guerra japoneses tiveram muito conhecimento antes de Pearl Harbor; A Luftwaffe de Hitler teve conhecimento antes de bombardearem a Polônia e Holanda; Os líderes russos tiveram conhecimento antes de escravizarem milhões; ainda o ódio usou o conhecimento como uma ferramenta para fazer seu trabalho perverso. Não; só o amor de Cristo pode salvar a humanidade.

A cultura é o deus de muitas pessoas, até mesmo de alguns membros da igreja. Cultura é bom, mas sem Cristo toma uma direção e propósito para a queda. O Kaiser da Alemanha em 1914 ostentava orgulhosamente sua "kultur" [cultura em alemão], mas isto o fez arrogante e bélico.

Estas invenções dos homens foram experimentadas e eles sempre se acham em falta. O plano de Deus é melhor. O plano de Deus no começo da era do Novo Testamento incluiu um homem que Ele podia confiar, um homem cheio do Espírito Santo. Slater Brown disse bem (125):

"O batismo de arrependimento que João trouxe a este mundo de trevas era uma coisa nova, e sempre será nova neste mundo mau... Alcançar a Cristo, alcançar o gentil mestre da Galiléia, a pessoa tem que tomar a sua própria estrada pelo deserto deste mundo. Temos que seguir o modo que o batista mostrou para nós - depois do exemplo dele, constantemente fale a verdade, corajosamente reprove os vícios, e pacientemente sofra pela "causa da verdade”.

O plano de Deus por apresentar o Evangelho é o melhor para o nosso mundo contemporâneo. É depender do enchimento do Espírito Santo, sua condução e poder salvífico. Todo grande evangelista, pastor, professor de escola dominical e missionário aprendeu esta difícil lição. Até aprender isso, então, nenhuma pessoa terá sucesso. Deus escolhe quem Ele quer para ser líder. Ele escolheu João o Batista antes da concepção, e lhe fez um grande profeta. Deus pode escolher algum menino que vive para ser o Seu futuro mensageiro para milhões agora. Ele pode estar somente testando aquela pessoa para ver se ele será submisso ao Espírito como João era.

Para os que desejam saber o que significa ser cheio com o Espírito Santo, eles têm no batista um exemplo claro. Os deixe ver o que João fez e como ele viveu, e os deixe estudar o que ele disse, e eles acharão pistas do sucesso da inspiração do Espírito. Porém, Deus não necessita lidar com duas pessoas quaisquer da mesma forma. Ele conduz uma pessoa de um modo e outra de outro. O Espírito Santo dará as direções a essas almas que são sensíveis o bastante e dispostas a ouvir a Sua voz. Ele nunca grita com alguém.

"Eu caminhei hoje onde Jesus caminhou", é o começo de uma bela canção. É o caminho certo para seguir. Aquele caminho fora marcado para Ele pelo Espírito Santo que levou João a "Preparai o caminho do Senhor; Endireitai as suas veredas" (Lc 3:4). O Espírito Santo ainda faz este trabalho.

A senha para o futuro é "arrependimento!" Era a palavra inspirada pelo Espírito Santo que João usou, e que Cristo usou depois dele. Era efetivamente usado por Pedro no Pentecostes, pelos irmãos Wesleys na Inglaterra, e por Finney na América. Esta palavra é necessária ainda, não só em missões e prisões, mas também em casas e nas igrejas. É necessária desesperadamente em escolas onde a Bíblia é rebaixada ao nível de conhecimento de folclore ou "mito" e os estudantes são deixados a tropeçarem impotentes sem a noção de autoridade divina. Esses professores que negam o sobrenatural na Bíblia estão cegando os olhos dos seus alunos em relação a habilidade de ver o poder de Deus. Esses filisteus modernos anulam a força potencial de cada Sansão que é enganado em acreditar nas suas falsas doutrinas.

Como se apresenta o Evangelho? Pelo arrependimento! Julgue seus próprios pecados primeiro. Abandone todos os pecados conhecidos. Receba a Cristo como o seu substituto oferecido pelo pecado. Confesse o pecado e então confesse a Cristo pelo batismo. Então, como uma parte do corpo de Cristo que é a igreja, vá trabalhar entusiasticamente para Ele.

"João veio a vós no caminho da justiça" (Mt 21:32). Seu batismo declarou retidão, por isto a morte e o enterro de todo o pecado simbolizaram a consequente subida para entrar em novidade de vida. Em um sentido, então, os chamados pelo nome de batistas estão debaixo de maior obrigação que todos os outros para viver vidas de retidão. Porque o nome batista implica uma vida limpa, desde que batismo é um símbolo de limpeza. Cristãos que têm outros nomes para suas igrejas (que também pode carregar ricos significados) também desejarão viver vidas limpas, mas os seus nomes não implicam tal obrigação como o nome "batista" faz.

Ricas recompensas esperam as pessoas que seguem ao seu Deus Jesus Cristo tão sinceramente quanto o primeiro batista o seguiu. Jesus elogiou João mais profusamente do que qualquer outro na terra, enquanto não excluindo a própria mãe. João mereceu este pródigo elogio porque ele escutou o conselho de Deus primeiro, e então ele seguiu tal conselho. Isto nos leva a perguntar –

QUAL É O MELHOR MODO DE PROMOVER O CONSELHO DE DEUS?

Primeiro, a pessoa tem que entender a natureza do Evangelho. Isto envolve um conhecimento preciso da Bíblia, especialmente o Novo Testamento. Então com este conhecimento santificado e organizado pelo Espírito que nele habita, o cristão usará todas suas energias vivendo e ensinando o Evangelho. Pessoas preguiçosas não terão sucesso; elas nem mesmo vão começar a mostrar resultados. Agitadores comunistas não são preguiçosos; eles trabalham ativamente para o seu materialismo ateístico e dialético. Membros de seitas não são preguiçosos; o seu fanatismo só é igualado ao seu zelo.

Eles pensam que são superiores aos cristãos ordinários, e são – em esforço. Estes membros de seitas estão saturados pelos espíritos malignos de dissensão, de oposição a divindade de Cristo, e de oposição pela salvação através da graça. Os cristãos devem permitir que o mundo pense que o Espírito Santo tem menos poder e influência que o espírito do mal? Deus proíbe!

O joio e o trigo serão um dia separados, João disse (Mt 3:12). Serão identificadas as ovelhas e os bodes, Jesus disse (Mt. 25:32, 33) Paulo (II Tm. 4:1) e Pedro (I Pe 4:5) disseram que Deus vai algum dia julgar "os vivos e os mortos". Mas no período antes destes julgamentos futuros, as pessoas irão elas mesmas se dividir. Eles tomarão partido com Cristo, ou contra Ele. No Evangelho de João é feita a seguinte declaração: "Assim entre o povo havia dissensão por causa dele" (Jo 7:43; 9:16; 10:19). O próprio Senhor Jesus disse, "Cuidais vós que vim trazer paz à terra? Não, vos digo, mas antes dissensão" (Lc 12:51). Esta divisão será devido ao fato que alguns aceitarão a Cristo como o Salvador e Senhor pessoal delas, enquanto outras O rejeitarão.

Muitos liberais não gostam deste pensamento de divisão. Eles gostam de ensinar que todos os homens têm muito valor; que Deus é muito bom para deixar qualquer um perecer; e que Ele inventará alguma maneira de abrir espaço para todo o mundo em Seu céu universalista. Eles promovem a "A Seita da Igualdade" no qual juntos somos todos bons seguidores. Por exemplo, Wendell Willkie escreveu um livro intitulado "One World" [Um Mundo] depois que viajou pela Rússia durante segunda guerra mundial. Ainda outro homem produziu um livro chamado "The Coming Great Church." [A Grande Igreja que se aproxima]. Grandes sofrimentos são tomados para promover uma raça. Abaixo com todas as divisões!

A "seita da Igualdade" que deseja demolir todas as paredes deveria temperar sua cruzada lendo os livros inspirados de Esdras e Neemias no Velho Testamento. Esses dois grandes homens foram levados por Deus a reconstruir os muros de Jerusalém, a rejeitar todas as “uniões de esforços" dos seus vizinhos descrentes e manter a integridade como também a identidade de seu povo. Tão claramente quanto qualquer coisa na Bíblia é declarado que Deus conduziu Esdras e Neemias a restabelecer os muros de Jerusalém. Isto não argumenta em favor de isolacionismo extremo e segregação fanática, mas sugere que a integração tenha seus limites. "A parede derrubada" de Efésios 2:14 que deveria ser entendida a luz da parede restabelecida de Neemias 4:6 e 12:43.

Porém desejar um mundo ou uma igreja ou uma raça é o sonho do homem, o fato é que o mundo presente está dividido pelo mal. Provavelmente não será de outra maneira até que Cristo traga o Seu próprio Reino "em que habita justiça”. O Reino, João o Batista o proclamou como estando perto e um dia será universal em extensão. “Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar" (Hab. 2:14; Is 11:9). Dos milhões que repetem a oração do Senhor com o seu “venha o Teu Reino", alguns desejam saber se todos os cristãos percebem o que estão pedindo. Mas algum dia Deus terá um mundo, independente da tola profecia de Willkie.

Esta seita é preocupada com a união da igreja, não sem alguma razão. A maioria das divisões são desnecessárias. Algumas aconteceram porque o corpo principal apostatou; nesses casos uma nova reforma do corpo precisou ser feita. Mas nenhuma união verdadeira pode funcionar quando for baseada na tradição ao invés da Bíblia, ou quando é controlada por uma hierarquia auto perpetuada mais do que pelo Espírito Santo, ou quando o propósito é para o orgulho da grandeza mais que lealdade para com Cristo. Somente quando todos os cristãos estiverem determinados a se voltar para a Bíblia, para Cristo, e para o Espírito Santo, a verdadeira união será possível. E desde que o batismo é uma das principais bases da união (Ef 4:5), é importante restabelecer o significado original e o modo desta ordenação. A Ceia do Senhor, enquanto importante, é um símbolo de menor importância de unidade que o batismo no Novo Testamento. E os que depreciam a Ceia do Senhor permitindo a qualquer um, batizado ou não, compartilharem-na com todos os membros com a finalidade de promover a "unidade" - destroem de fato a base bíblica da união cristã.

Mais adiante, os membros desta seita estão freneticamente ocupados em alcançar uma raça, até mesmo ao preço de miscigenação. Eles citam uma porção de Atos 17:26, " E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra "mas eles parecem ignorar o resto da passagem - "determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação”. O tráfico de escravos que começou a amaldiçoar a América desde 1619 e ainda está amaldiçoando a nação com dificuldades raciais que parecem ser insolúveis. A América está colhendo o que semeou. Mas muitas pessoas bem-intencionadas parecem esquecer que primeiro foi o próprio Deus que dividiu o gênero humano em segmentos e "...os espalhou o SENHOR sobre a face de toda a terra" (Gen. 11:5-9). Foi Deus quem fez as pessoas de cores diferentes. "Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas?” (Jer. 13:23). Os samaritanos não são um exemplo feliz de integração, embora cor de pele possa não ter sido envolvida.

Jesus sempre foi amável com os samaritanos, embora Ele nunca exigisse uma mistura de raças. Verdadeiros cristãos sempre foram amáveis com pessoas de todas as raças, e eles sempre serão onde quer que vivam. Mas a propaganda sutil de comunistas, e a não menos demagogia sutil dos políticos, mais os liberais que estão desesperados por uma "causa" - todos estes continuam amedrontando os anti-miscegenacionistas com acusações de preconceito e fanatismo. Alguém já desejou saber, se igrejas sulistas foram tão más todos estes anos, por que é que a maioria do negros americanos respeitaram os batistas o suficiente a aceitar a sua fé? E onde os não brancos do mundo todo são tão afortunados quanto na América? Deus pode abençoar todas as raças que estão tentando viver melhor. Deus os ama sem parcialidade; é assim que devemos ser.

Para o que foi escrito acima não pareça como uma divagação, pode-se bem citar João 1:29 novamente. "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". Então o batista teve o mundo inteiro em vista, todas as suas raças e outras diferenças. Aqui é a primeira nota missionária forte no Novo Testamento. Que requereu um milagre para Pedro ver em Atos 10, João tinha visto muito tempo antes. Mas João não era desta seita; ele declarou que Cristo “limpará a sua eira, e ajuntará o trigo no seu celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga”. (Lc 3:17).

Em tudo isso João estava inspirado pelo Espírito santo. Ele declarou tão bem o conselho de Deus que Cristo pode endossar a sua pregação. Se os cristãos contemporâneos desejarem o endosso de Cristo, eles fariam bem em copiar João o Batista. Claro que, Cristo é o grande exemplo para todos os cristãos, mas os que seguem o exemplo dele prestarão muita atenção ao modo de João como Ele fez. O propósito de João foi fazer Cristo manifesto. Nosso propósito deveria ser o mesmo.

QUAL É O MELHOR MODO PARA REVELAR O CRISTO HOJE?

É viver o Evangelho. Uma pessoa cheia do Espírito Santo, como foi João, terá fruto do Espírito (Gl 5:22, 23). Estas virtudes indispensáveis adornam o Evangelho (Tt 2:10). Amor para todos os homens deve ser praticado mais do que pregado.

Para revelar a Cristo a pessoa deve pregar o Evangelho. Esta pregação não necessita estar limitada as igrejas ou congregações; pode ser uma pessoa que fala com uma outra, como em Atos 8:35. Filipe pregou o Evangelho ao eunuco etíope; ele evidentemente incluiu batismo porque o novo convertido pediu primeiro.

O que é o Evangelho, brevemente? Paulo o condensou em 1 Coríntios 15:1-4."Cristo morreu por nossos pecados"; "foi sepultado"; "ressuscitou ao terceiro dia". Isto, disse Paulo, é o Evangelho "pelo qual também sois salvos". João Batista pregou este mesmo Evangelho no batismo.

Podem ser feitas ajudas visuais para revelar a Cristo. João usou uma, um objeto de lição ideal para fazer Cristo manifesto e fazer a verdade do Evangelho ser entendida mais facilmente. Esta ajuda visual é descrita claramente em três passos simples em Romanos 6:4. "De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte" - isto descreve o convertido renunciando os seus pecados e os sepultando simbolicamente. "como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai," - isto retrata o crente que começa a sua vida nova, habilitado pelo poder da gloriosa ressurreição do Pai. “... assim andemos nós também em novidade de vida" - isto sugestiona comunhão íntima com Cristo ao longo da vida da pessoa. O crente batizado tem uma vida nova, uma nova companhia, um novo poder, um novo motivo, uma nova meta, e uma nova comunhão. Louve a Deus!

Cristo vive! Ele salva! Ele satisfaz! Tudo isso que Ele faz para cada crente porque Ele ressuscitou dos mortos. O batismo testemunha este fato sublime. Imersão, e somente isto, basta para este ensino de ajuda visual. A Bíblia não conhece nenhum outro exemplo de "batismo", preceito, conclusão ou tipo.

Como a ordenação de batismo significa tais fatos extremamente fortes, então segue-se que o nome batista também deva carregar as mesmas grandes verdades. João foi chamado "Batista" porque ele batizou. Na Bíblia “versão americana padrão” (American Standard Version) em Mc 6:14, 24, ele é chamado João o Batizador. E ele batizou para revelar a Cristo. Então todo batista deveria revelar Cristo do mesmo modo, ou de um modo semelhante embora em grau diferente.

Nomes na Bíblia são significantes, e esclarecedores. O nome batista não é uma exceção. Carrega os três fatos essenciais do Evangelho Cristão (I Cor. 15:1-4). A palavra "batismo" em sua forma cognata aparentemente contém toda a obra e o testemunho cristão e de se ganhar almas.

Toda a obra de João Batista é descrita em João 1:28 pela palavra que "batizando"; em João 1:31 "batizando"; em João 3:23 "batizava"; e em João 10:40 por "batizado".

Toda a obra de Cristo é descrita em João 3:22 pela palavra "batizava"; em João 3:26 através de "batizando"; e em João 4:1, 2 por "batizava".

Como isto pode ser? Por que o Espírito Santo inspirou a Escritura com esta nova palavra? Talvez por estas razões. Batismo é a culminação lógica de todo o trabalho para ganhar uma alma para confessar a Cristo como o seu Salvador. No batismo da época do início do Novo Testamento o convertido era levado a confirmar sua conversão; era o primeiro dever de cada convertido. Ninguém parecia postergar, ou debater, ou negar, ou revisar isto, como tantos fazem agora. Um convertido não batizado era como se fosse um desobediente. Assim o batismo representa TODO o trabalho de ganhar almas.

Além disso, batismo significa a vida nova em Cristo, vida que vai até a morte. A vida batizada é a vida DENTRO, PARA e COM Cristo; é a nova vida; é distinta do velho modo. Consequentemente, o batismo significa toda a vida nova com seu treinamento para o serviço, testemunho, e trabalho.

Com estes fatos em mente, a pessoa pode prontamente ver a sabedoria divina chamando o primeiro cristão pelo nome de batista. Ele não estava envergonhado disto. É um bom nome por várias razões.

Primeiro, o nome batista é um nome Bíblico. É achado quinze vezes no Novo Testamento [Nota do tradutor: Na versão Almeida Corrigida Fiel a palavra batista aparece quatorze vezes]. Mostra o homem de quem Cristo aprovou com altos elogios. Significa tudo aquilo que João acreditou e ensinou aos seus muitos convertidos a acreditar. Eles compartilharam as suas visões; eles tiveram o seu ponto de vista sobre o Senhor Jesus; eles eram como crentes firmes no seu Evangelho e no batismo como convertido devem ser. Enquanto não é dito que eles foram chamados batistas (nenhuma necessidade então), eles poderiam ter sido chamados assim com perfeita propriedade. Eles eram batistas sem serem partidários.

Segundo, o nome batista é um nome descritivo. Descreve alguém que acredita na morte de Cristo, sepultamento e ressurreição em seu lugar, alguém que sepultou a sua vida passada de pecado voluntariamente e ressuscitou para entrar em novidade de vida com Cristo, alguém que acredita em tudo aquilo que João pregou sobre Cristo, alguém que acredita em tudo aquilo que Cristo disse sobre o Seu precursor, e alguém que é obrigado pelo seu batismo a exibir Cristo na sua vida.

Terceiro, o nome batista é doutrinariamente são. Além de carregar os pontos salientes do Evangelho como mencionado acima e no capítulo seis, é solidamente baseado na Bíblia. O Senhor Jesus aprovou o nome batista. Ele o usou repetidamente. O Espírito Santo dirigiu seu uso. E Deus Pai aprovou o batismo de João pela Sua voz ao batismo do Seu Filho.

Quarto, o nome batista é unificador. É um ato que qualquer convertido, não importa o quão fraco seja, pode fazer exatamente do mesmo modo que o próprio Cristo observou. É o mesmo para todas as raças, para presos ou livres, para homens ou mulheres, para todas as idades, para ricos ou pobres, para o instruído ou analfabeto, para o velho ou jovem, para famílias inteiras, para todo país, para toda idade, e aceito por todas as denominações. Nenhum outro "modo de batismo" tem todos estes ativos. "Um só Senhor, uma só fé, um só batismo" (Ef 4:5).

Quinto, o nome batista é centrado em Cristo. Aponta para Cristo que morreu e ressuscitou novamente para nós; aponta para Cristo como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo; aponta para Cristo como nosso único Salvador.

Nega dessa maneira a salvação pelas obras, ou através de ordenanças, ou de nascença, ou através do caráter, ou de linhagem ancestral. Este símbolo pela morte enterra toda pretensão de que alguém se salva através de obras. Indica por submissão completa para o batizador como o agente de Deus, a dependência inteira Nele. Este nome também nos faz lembrar que João citou a promessa que Cristo batizaria os Seus seguidores no Espírito Santo.

Toda a Cristandade em uma tremenda dívida ao primeiro batista!

Todos os cristãos que, debaixo de Deus, seguiriam a João como um ganhador de almas, sendo completamente devotado a Cristo, sendo fiel até morte, como merecedor de confiança de todos os que o conheceram, tendo recebido a Cristo - todos estes mereceriam assim pelo menos parte da aprovação que Cristo deu ao primeiro batista.

SUMÁRIO E CONCLUSÃO

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Todo cristão que estuda no Novo Testamento os fatos sobre João o Batista irá encontrar um grande homem – grande diante dos olhos do Senhor e de seus contemporâneos. De todos os povos, os Batistas devem considerá-lo seriamente, e tentar imitá-lo no serviço ao nosso Senhor. Desde que não podemos mudá-lo para ajustá-lo aos modernos Batistas, devemos mudar nossos meios para se adequar seus princípios.

Todos os convertidos de João eram batistas em crença. Todos aceitaram as crenças e práticas de João, de outro modo eles não teriam sido seus convertidos. Não lemos que eles eram chamados Batistas por não existir denominações ou divisões entres os crentes naquele tempo. Se eles foram chamados de Batistas, isto pode ser tirado de sua lealdade para com Cristo. Mas depois de quase 2 milênios de história da Igreja, com milhares de denominações, o nome Batista é necessário. Serve como uma brilhante luz focada diretamente em Cristo. É como uma lente de aumento, revelando a glória de Cristo. Todos os significados e implicações do Novo Testamento sobre o nome Batista servem para definir o Evangelho de Cristo.

Este estudo do Novo Testamento não deve fazer nenhum Batista orgulhoso; ao contrário, deve fazê-lo humilde. Deve revelar o quão perto devemos estar do caráter de João. Ele foi um homem cheio do Espírito Santo. E aqui está o desafio: permita ser cheio com o Espírito Santo; permita reproduzir aquelas características que Cristo elogiou tanto em João; permita ser fiel até a morte.

João o Batista, se vivesse hoje, teria pouca paciência com o liberalismo que desonra a Cristo. Ele acreditava firmemente na divindade de Cristo, eternidade e na vinda de Seu Reino. Se fosse um “bom seguidor” dos líderes modernistas, ele trairia a Cristo. Sua lealdade em primeiro lugar seria para com o seu Senhor; todas as outras obrigações seriam secundárias. Ele definiria cooperação à luz das Escrituras, não à luz da experiência ou da política.

O Ecumenismo teria pouco impacto para o primeiro Batista. “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” Ademais, ele não teria tempo para contínuas viagens e intermináveis conferências sobre minúcias; ele estaria demasiadamente ocupado ganhando almas para Cristo – milhares delas. Como Neemias ele diria: “Faço uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse, e fosse ter convosco?” (Ne 6:3). João via multidões de pessoas não salvas prontas para a colheita, e ele trabalharia duro e longamente para salvar todos os que ele pudesse. Como pode um moderno Batista fazer menos?

João ficaria encantado com tantas escolas e igrejas ganhadoras de almas, devotadas ao Evangelho do Novo Testamento. Ele recomendaria que todas as tradições supérfluas fossem postas fora e todas as alianças comprometedoras fossem encerradas. Sem cismas, ele uniria pessoas a Cristo e não as tomaria para si mesmo. Ele recomendaria a união de ações, organização sadia e cooperação que estivesse focada na energia do Evangelho. Ele foi um promotor da liberdade no melhor sentido da palavra. Seu tipo de evangelismo o livrou de intermináveis comitês, comissões e conferências. Independente de modernas condições que pudessem mudar seus métodos, ele usaria todos os meios disponíveis para fazer sua pregação mais efetiva.

“Vá!” é a palavra do astronauta para “Está tudo pronto; comece”.

“Vá!” é a palavra de Cristo para nós, em Sua Grande Comissão.

“Vá!” era o lema de João, pronto para pregar ou morrer por Cristo.

“Vá!” é a palavra de João e Cristo para nós.

  Tradução com autorização do PBMinistries: Edmilson de Deus Teixeira
Revisores: Glailson Braga, Luiz Haroldo Araújo Cardoso e Calvin G. Gardner – 02/2010
Usado com permissão: www.pbministries.org
Fonte: www.palavraprudente.com.br