Cap 13 - Um Estudo Sistemático de Doutrina Bíblica

A CRIAÇÃO DO HOMEM

Temos só uma coisa a inquirir neste capítulo e essa é o método de Deus na criação do homem. O estado original do homem será tratado num capítulo mais tarde, como será também a natureza do homem.

Criou Deus o homem por um ato direto? Ou foi por meio e pelo processo de evolução das formas mais baixas da vida? Afirmamos que foi por um ato direto. Para prova disto, notamos:

I. ARGUMENTOS DA EVOLUÇÃO REFUTADOS

1. O ARGUMENTO DA GEOLOGIA.

Dizem-nos que um exame de restos fossilizados mostra que as várias formas de vida na terra não se originaram todas de uma vez, mas sucessivamente e que, como regra, a sucessão procede das formas mais simples para as mais complexas.

Em resposta a este argumento, seja primeiro observado que a asserção supra, mesmo se verdadeira, não prova a evolução de uma espécie para outra na ausência do registro geológico de elos conectores entre as espécies. Mais tarde notaremos mais em minúcia a ausência de elos conectores no registro geológico. Em face a essa ausência, caso fosse verdadeiro tudo quanto se afirma sobre a sucessão dos fosseis, o registro geológico apenas provaria uma sucessão de espécies e não de evolução.

Mas, quanto à sucessão das espécies, ninguém menos que T. H. Huxley declara: "Na atual condição de nossos conhecimentos e de nossos métodos um veredicto - "não provado e não provável" - deve ser arquivado contra todas as grandes hipóteses dos paleontologistas a respeito da sucessão geral da vida no globo" (Lay Sermons, pág. 213, London, 1883). E George MacCreay Price, no seu livro "Os Fundamentos da Geologia" explodiu completamente esta "teoria casca de cebola", assim chamada, de épocas sucessivas quando apenas existiam certas formas de vida.

Eis aqui algumas das afirmações do Professor Price, achadas no seu notável "Q. E. D.": "É verdade que no princípio do século dezenove Sir Charles Lyell e outros tentaram dar de mão a esta herança não cientifica das cascas de cebola de Werner, mas a geologia moderna nunca se livrou ainda de sua idéia assencial e mais característica, pois todos os nossos compêndios falam de várias fases quando só certos tipos de vida prevaleceram sobre o globo. Daí é que Whewell, na sua "História das Ciências Indutivas" recusa reconhecer que qualquer avanço real se tenha feito na direção de uma ciência estável como a astronomia, física e química. "Custosamente sabemos", diz ele, "se o progresso começou. A história da astronomia física quase principia com Newton e poucas pessoas aventurar-se-ão a afirmar que o Newton da geologia tenha aparecido".

"A ciência da geologia, conforme se ensina comumente, está verdadeiramente numa espantosíssima condição e sem dúvida apresenta a mistura mais esquisita de fato e absurdo a encontrar-se no circulo todo de nosso conhecimento moderno ... Que gente educadíssima ainda creia na sua tese principal de uma época definida para cada espécie particular de fóssil é exemplo triste mas instrutivo dos efeitos da inércia mental".

"Mas a teoria de eras definitas e sucessivas, com as formas de vida aparecendo na terra numa ordem precisa e invariável, está morta em todo o tempo por vir e para cada homem que tenha bastante treino e métodos científicos para saber quando uma coisa está realmente provada".

E dos "Fundamentos da Geologia" do Professor Price disse Gilbert E. Bailey, primeiro professor de geologia na Universidade de Califórnia: "Foi preciso. Creio que descascastes completamente a teoria casca de cebola".

2. O ARGUMENTO DA EMBRIOLOGIA.

Alega-se, geralmente, entre os advogados da evolução, que o embrião humano, no seu desenvolvimento, passa pelas mesmas mudanças que eles supõem ter passado o homem na sua evolução da ameba, recapitulando assim a evolução da raça. Ou, para ser mais explícito, o argumento da embriologia, inclui as seguintes três asserções: Primeira, que os germes das plantas, dos animais e do homem são idênticos, não mostrando nenhuma diferença tanto na análise química como sob o microscópio; Segunda, que, no desenvolvimento do embrião achamos uma recapitulação da história antepassada do organismo particular a que pertence o embrião; Terceira, que, quando isto é comparado com outros achados da ciência, e a ordem das coisas vivas, segundo são classificadas pela ciência, apresenta uma sucessão completa de formas desde a ameba ao homem.

Em resposta a este argumento desejamos dizer:

(1) A semelhança entre o germe das plantas, dos animais e do homem é só aparente e superficial.

Isto é verdadeiro pelas seguintes razões:

A. O protoplasma de um dado germe não pode ser homogêneo, conquanto assim pareça.

Uma parte desse protoplasma sempre se desenvolve em sangue, outra em músculos, outra em células cerebrais. Se o protoplasma fosse homogêneo, então tudo que sabemos de causa e efeito compelir-nos-ia a crer que o ser dele desenvolvido seria exatamente homogêneo em todas as suas partes. Em vez de se formar uma conclusão que destrói a lei bem estabelecida de causa e efeito, muito melhor é concluir que o protoplasma de um germe parece homogêneo só porque não temos os meios necessários para descobrirmos sua heterogeneidade.

B. O mesmo argumento se aplica com força sempre maior à contenção que o germe do homem é exatamente igual aos das plantas e dos animais.

Se são exatamente iguais, porque o homem se desenvolve invariavelmente de um, um animal de outro e uma planta de outro sem jamais uma reversão? Desde que os cientistas empreenderam explicar os segredos da vida, expliquem-nos eles isto. E, até que o façam, pedir-lhes-emos que fiquem acusados de ensinar uma teoria não cientifica.

(2) É também verdadeiro que o embrião humano no seu desenvolvimento retraça a história antepassada da raça, mas por uma afirmação que paira somente num fundamento aparente e superficial.

A. O embrião da espécie humana nunca é realmente semelhante a um verme, a um peixe, a um réptil ou mesmo a um dos animais mais elevados.

Assim diz o Professor Thompson em "Outline of Zeology", pág. 64. Os invertebrados permanecem dobrados para trás e os vertebrados dobram em direção oposta em redor da gema do ovo. Tudo o que se pode afirmar verdadeiramente a respeito da similaridade embriológica está exposto pelo Professor Hegner, da Universidade de John Hopkins, nas palavras seguintes: "Certas fases neste desenvolvimento têm sido reconhecidas como comuns a todos os animais mais elevados" (College Zoology). Notai que ele inclui somente os animais mais elevados. E ele não afirma uma similaridade exata entre os embriões mesmo dos referidos animais, senão que somente em certas fases de desenvolvimento são comuns a todos eles.

Essas fases de desenvolvimentos que são comuns a todos os animais mais elevados são dadas pelo Professor Hergner como segue: (1) Fendagem ou a divisão da célula simples do ovo em outras células. (2) a formação de uma cavidade no centro do ovo. (3) Gastrulação ou o engraçamento das células num lado do ovo. (4) Introversão, por meio da qual se formam camadas de germe adicionais. Quando está completa aquela segunda fase em que se forma a cavidade do centro, o ovo é como uma bola de borracha oca e a cavidade do centro está rodeada por uma camada simples de células; mas o lado que está endurecido na terceira fase curva-se para dentro e assim o ovo assume grosseiramente o feitio de uma ferradura e vem a possuir uma dupla camada de células. E o Professor Hergner nos diz que "a maioria dos animais mais elevados tem uma terceira camada que aparece comumente entre as outras duas". (5) O desenvolvimento dessas camadas em órgãos. A camada mais externa desenvolve-se em pele do corpo, na coberta dos vários corpos e no sistema nervoso. A camada do meio desenvolve-se em músculos, tecidos de conexão e sustento, no sangue e nos vasos sanguíneos. A camada interna desenvolve-se na coberta do trato digestivo, na faringe e no trato respiratório.

Agora, se houvesse exata similaridade entre as fases de desenvolvimento em todos os animais mais elevados, isso nada provaria a favor da evolução; porque é só para ser esperado que o plano perfeito do Deus onisciente teria fases comuns na reprodução das formas mais elevadas da vida.

Mas não há exata similaridade entre as fases de desenvolvimento de todos os animais mais elevados. Topamos uma diferença importante logo na primeira fase do desenvolvimento do ovo ou germe. Há quatro tipos distintos de divisão da célula: (1) Divisão igual, onde o ovo se divide em duas partes iguais e estas em quatro, etc.; (2) Divisão desigual, onde se formam uma célula grande e outra pequena; (3) Divisão discoidal, onde o ovo inteiro não se divide, mas onde se formam na superfície células pequenas; (4) Divisão superficial, onde o núcleo do ovo se divide rapidamente e as novas células emigram para a superfície e formam uma camada simples de células.

Desde que um dado ovo não pode sotopor-se a cada tipo de divisão, é obrigatória uma divisão logo na primeira fase entre algumas das formas mais elevadas da vida.

Uma segunda diferença já então se apresentou na citação do Professor Hegner em que ele menciona o fato de na quarta fase só a maioria de os animais mais elevados desenvolverem uma terceira camada de células.

Não admira, pois, que o Professor Conn, em "Evolution of Today", admita que a embriologia muitas vezes dá uma história falsa e que o paralelo é grandemente uma grande ilusão.

3. O ARGUMENTO DA MORFOLOGIA.

Tem-se achado que há uma similaridade de plano entre a escama de um peixe, a barbatana de uma baleia, a perna de um animal e o braço de um homem; bem como uma medida de similaridade entre outras partes correspondentes. Por causa disto dizem os evolucionistas que todas estas espécies provêem de um antepassado comum.

Mas, em resposta a isto, Huxley, em "Study of Zoology", pág. 86, diz: "Nenhuma quantidade de evidência puramente morfológica pode bastar para provar que umas coisas vieram a existir de um modo mais do que de outro". E o Professor Quatrefages, do Museu de Ciência Naturais, de Paris, escreve o seguinte: "Sem deixar o domínio dos fatos e julgando somente do que conhecemos, podemos dizer que a morfologia em si mesma justifica a conclusão que uma espécie nunca produziu outra por derivação".

Nós, portanto, riscamos o argumento provindo da morfologia com o seguinte comentário de Alexandre Patterson:

"Esta parecença de partes é bem o que deveríamos esperar das coisas que se originam de um operador inteligente, seja criador, seja manufaturador. Encontra-se em qualquer fabrica. A roda é a mesma do carrinho de mão, na carroça, na carruagem, na locomotiva. De fato, a uniformidade de plano prova a unidade causal e não a diversidade de causas fortuitas reclamada pelos evolucionistas. Se a evolução fosse verdade, haveria tanta diversidade no meio dos órgãos como há no meio das formas dos órgãos. Se a operação de condições fortuitas resultará em mudanças radicais nas formas dos órgãos, por que então não há uma diversidade semelhante no meio dos próprios órgãos? A evolução não tem resposta. A criação tem tal resposta; um é Deus e o Seu plano é um. Porque não deveriam ser iguais as formas de todas as coisas, sendo que são para viver nos mesmos climas, comer o mesmo alimento e propagar-se da mesma maneira?" (O outro lado da Evolução, pág. 45).

4. O ARGUMENTO DAS PARTES RUDIMENTARES DO HOMEM.

Afirmam os evolucionistas que há certos órgãos e partes no homem que são inúteis e que os mesmos devem ser considerados como relíquias de órgãos e partes úteis em nossos antepassados supostamente inferiores na sua evolução. Dizem eles que os cabelos compridos de nossas sobrancelhas, as pontas e todo o exterior do nosso ouvido, os cinco dedos do pé, as reentrâncias nos pescoços dos embriões, o apêndice e, possivelmente, as amídalas, são tudo relíquias de nossa ascendência bruta.

A resposta a isto é simples. De fato, todo este argumento encarna tanta ignorância e tão pouca sã razão que é estranho que qualquer pessoa inteligente tivesse a temeridade de o apresentar.

Notai os seguintes pontos:

(1) Ainda que não se possa achar utilidade para certas partes no homem, todavia não é certo que sejam inúteis.

O homem ainda não avançou tão longe que possa estar certo de que não descobrirá novos fatos que lançarão luz sobre tais problemas como este.

(2) O apêndice talvez tenha tido um uso puramente humano nos primórdios de sua história, quando os seus hábitos foram diferentes.

Tem havido bastantes mudanças nos hábitos de vida do homem, particularmente quanto à sua dieta, para explicar-se a existência do apêndice sem o mesmo tempo assumir-se que ele foi herdado de uma suposta ascendência bruta. Tem sido afirmado, por exemplo, que o coelho, por causa de sua dieta exclusivamente vegetal, acha uso para o seu apêndice. Provavelmente o homem também o achou quando ele viveu mais de uma dieta vegetal. Assim, quando os homens assumem que tais coisas como as mencionadas são restos de uma ascendência bruta, fazem-no arbitrariamente.

(3) Nenhuma razão pode ser dada porque devêramos ter herdado sobrancelhas aparte de todo o cabelo que cobre a face de um antepassado macacoide.

O uso de roupa supre aos evolucionistas uma explicação plausível porque o manto comprido de pelo do macaco não continuou no homem. Não se proporciona, contudo, igual explicação para a ausência de cabelo sobre a testa nua. E a força do uso de roupa como razão para a ausência comparativa de cabelo comprido sobre o corpo humano está grandemente enfraquecida pela mesma ausência na testa humana.

(4) De que serviram aos nossos antepassados as pontas da orelha?

A menos que as mesmas foram úteis aos nossos antepassados de um modo que não para nós, nossa posse delas, então, não pode ser invocada como argumento para a evolução.

(5) A asserção que toda a orelha exterior é inútil é quase demasiada tola para merecer atenção.

Observai os comparativamente surdos quando levam a mão em concha através da orelha para facilitar a audição ... Nada mais é preciso dizer em resposta a esta ignorante noção.

(6) quando o pé está nu, são os dedos de valor perceptível em balançar o corpo.

Não há duvidas que, por bastante tempo, os sapatos foram pouco conhecidos após a criação do homem. Vemos assim a necessidade dos dedos.

(7) As reentrâncias são necessárias, não resta duvida, à própria manutenção do embrião.

Através delas o fluido circo-ambiente ganha acesso e, sem dúvida, preenche alguma necessidade no desenvolvimento dos órgãos internos.

5. O ARGUMENTO DE CARACTERISTICOS HUMANOS NOS ANIMAIS.

Um argumento da evolução se deduz do fato que se acham animais com memória, amor, ódio, ciúme e pelo fato que podem planear e usar de meios, admirar a beleza e, nalguns casos, combinar em esportes. Mas isto nada prova mais do que uma certa soma de similaridade na vida íntima dos animais e do homem. Como no argumento da morfologia, este argumento prova apenas um grau de unidade de plano por parte do Criador. Argüiramos da mesma maneira que os anjos evoluíram dos homens em vista do fato que o homem possui certas características em comum com os anjos; e, na mesma base, podíamos argumentar que o homem evoluiu do diabo.

6. ARGUMENTO DA DISTRIBUIÇÃO DE ANIMAIS.

Diz-se que certos animais se encontram em certas regiões, o que é tomado como evidencia que eles evoluíram de onde de encontram. A asserção supra é em parte falsa. Em uma das Ilhas Bermudas encontram-se lagartos iguais aos da Austrália; noutra iguais ao da América. Huxley afirmou que na vizinhança de Oxford, Inglaterra, acham-se restos de animais como os da Austrália. Mais: ele afirma que as Ilhas Britânicas estiveram uma vez ligadas à África. Se isto for verdade (e não há razão por que não deveria ser), essas ilhas estiveram indubitavelmente ligadas também com a Europa. E é também perfeitamente provável que a Ásia e a América do Norte estiveram ligadas no Estreito de Béring, se não em outros pontos. Assim é verossímil que, originalmente, todos os continentes estiveram visivelmente ligados e os animais destarte espalhados. Então morreram em regiões a eles não adequadas ou se tornaram extintas devido a inimigos predatórios. O fato de os restos de apenas certos animais poderem ser achados numa localidade dada não é prova que eles são os únicos que jamais existiram lá. As relíquias não podem de nenhum modo ser creditadas como darem um arquivo perfeito da vida animal.

II. FATOS CIENTÍFICOS OPOSTOS À EVOLUÇÃO

A evolução é uma teoria não sustentada por fatos imparciais. É uma cisma selvagem. A única causa de sua invenção é que ela ministra ao orgulho do homem natural e o auxilia a desfazer-se de concepção que lhe são desagradáveis ao coração ímpio e rebelde. Seus sentidos são obtusos ao máximo para perceberem coisas espirituais. Assim os milagres são-lhes repugnantes; portanto, ele busca uma explicação materialista da vida. Não há um só fato em prova da evolução, mas muitos fatos contra ela. Os seguintes fatos são alguns deles:

1. A IMPOSSIBILIDADE DE SE DAR CONTA DA LINGUAGEM NA BASE DA EVOLUÇÃO.

Diz o Professor Max Mueller: "Há uma barreira que ninguém ainda se aventurou tocar, - a barreira da linguagem. A linguagem é o nosso Rubicon e nenhum bruto jamais ousa transpô-lo ... Nenhum de seleção natural destilara jamais palavras significantes das notas de pássaros e animais". (Lesson on the Science of Language, pág. 23, 340, 370).

2. A IMPOSSIBILIDADE DE SE DAR CONTAS DE OUTRAS COISAS NA BASE DA EVOLUÇÃO.

As coisas seguintes de que a evolução não pode dar conta são tiradas de "Evolution at the Bar" (P. Mauro):

(1) As asas das Aves.

Segundo a evolução, as asas das aves "devem ter-se desenvolvido cada uma indepentende da outra do que no princípio era um calombo ou protuberância acidentais nas costas de um réptil implume. Mais ainda, devem ter-se perpetuado, com desenvolvimento firmemente progressivo, guardando passo uma com a outra, através da progênie de gerações sem conta, durante todo referido tempo essas excrescências inaturais seriam, não uma vantagem senão, decididamente, um entrave aos seus possuidores. Mas isto não podia prosseguir sob a "lei de Seleção Natural", porque essa "lei" tolera somente a promoção de variações úteis; logo, a Seleção Natural destruiria rapidamente tais variações. Mas, conversamente, as asas da ave destroem a Seleção Natural. A Evolução não pode dar conta das asas, quer por Seleção Natural, quer por qualquer outro método de operação. Muitos evolucionistas competentes têm admitido isto (entre eles Herbert Spencer); contudo, agarram-se à Evolução, não obstante a impossibilidade de proporem um método pelo qual ela pudesse operar".

(2) Os hábito da aranha aquática.

A aranha aquática respira o ar e contudo vive debaixo dágua. Ela constrói sua casa debaixo dágua e a enche de ar. Como chegou ela a tão estranhos hábitos? A evolução não tem resposta. A vida da aranha aquática exige uma equipamento muito complexo. Tudo dela não podia ter-se desenvolvido quer fora dágua, que na água, segundo os métodos evolucionários. Se ela viveu sempre na água, a evolução não tem explicação do fato de ela respirar o ar. Se ela primeiro viveu em seco, e evolução não pode explicar como ela desenvolveu a habilidade de viver debaixo dágua; porque isso teria sido impossível sem o seu equipamento altamente especializado, que consiste de - (1) Pelos protetivos para prevenirem-na de se molhar. (2) O órgão ou órgãos próprios para secreção de um material a prova de água. (3) A habilidade de formar esse material dentro de uma célula estanque. (4) O estranho aparelho para encher sua casa de ar. (5) Os vários instintos maravilhosos que causam a consecução dessas notáveis funções. Nenhuma delas seria de valor incompleto de desenvolvimento. Da aranha aquática requerer-se-ia viver dentro dágua por séculos sem conta para o desenvolvimento deste equipamento, mas ela não poderia viver dentro dágua sem o equipamento! Até aí para a evolução da aranha aquática.

(3) A habilidade produtora de seda de outras aranhas.

Para a produção de seda estão as aranhas munidas de - (1) Glândulas capazes de destilarem um fluido que se endurece instantaneamente e se cristaliza em seda quando exposto ao ar. (2) Fianderinhas (três) assemelhando-se a pernas, perfuradas nas pontas com miríades de tubos excessivamente delgados com o fim de enovelarem o fluido em fios tão pequenos que a união de milhares deles faz uma trança de seda escassamente visível a olho nu. (3) Pernas traseiras adaptadas à função altamente especializada de formar milhares desses filamentos microscópicos num fio. E, neste caso, assim como no primeiro, pode-se indicar que nenhuma destas seria de utilidade alguma sem as outras, nem todas elas juntas seriam de utilidade alguma, salvo no atual estado completo de desenvolvimento. Se as fianderinhas tivessem menos que o número de tubos que elas têm agora, não haveria a área de exposição ao ar para efetuar o endurecimento do fluido em seda. A Seleção Natural não teria tolerado nenhum desses órgãos num estado incompleto de desenvolvimento.

Não é necessário que continuemos com o tratamento minucioso dos órgãos e instintos das abelhas e hábitos do castor. Em ambos os casos a evolução colapsa numa tentativa de explicação muito no mesmo jeito como nos casos já mencionados.

(4). O fato que as características adquiridas e as variações fortuitas não são regularmente transmissíveis.

A evolução ensina que um calombo fortuito aparecendo no corpo de algum animal perpetuou-se e finalmente desenvolveu-se em pernas, que as manchas sensitivas fortuitas que deram uma sensação agradável quando viradas na direção do sol, fazendo assim o animal guarda-las na direção do sol, transmitiram-se, e, sob o estímulo da luz, desenvolveram-se em olhos. Todavia, todo esforço para provar a transmissibilidade de características adquiridas e variações fortuitas terminou em sombrio fracasso. Todas as venetas e esportes podem ocorrer, mas não se propagam regularmente em espécies iguais. Há sempre uma reversão ao tipo na vasta maioria das descendências. Uma criancinha pode nascer com seis dedos nas mãos, ou nos pés, e com alguém de sua progênie pode acontecer o mesmo, mas uma variação tal nunca torna permanente. Professor Coulter, da Universidade de Chicago, diz: "(1) É geralmente crido que os caracteres adquiridos não são herdados. (2) A mais leve variação usada pela teoria de seleção natural não pode ser continuada pela seleção contínua além dos limites das espécies. (3) As formas conservadas pela seleção artificial revertem. (4) A seleção entre tais variações leves é uma que pode ter nenhuma vantagem decidida". George McCready Price diz: "Algumas vezes a Lei de Mendel é chamada de lei de herança alternativa, assim incorporando no seu nome o pensamento que uma descendência possa mostrar caracteres possuídos por um dos pais ou pelo outro, mas ela não pode desenvolver quaisquer caracteres que sejam que não fossem manifestos ou latentes no ascendente. Mudanças no ambiente durante a fase embrionica, é verdade, parecem algumas vezes estar registradas na forma crescente; mas nunca se provou que essas mudanças induzidas possam em algum tempo avultar numa unidade de caráter ou fator genérico que se manterão e segregarão como um fator distinto depois da hibridização. A ascendência só fornece o material para o fator e nenhuma quantidade de mudança induzida consegue registrar-se no organismo de maneira a entrar nesse circulo encantado de caracteres ancestrais, único que parece estar transmitido à posteridade". (Q. E. D., pág. 91).

(5) A lei universal de retrogressão em vez de progressão.

O professor George McCready Price diz: "É uma lei universal das coisas vivas que todas as formas deixadas a si mesmas tendem a degenerar. A necessidade de seleção artificial contínua na beterraba, no algodão da Ilha do Mar, no milho, no gado Jersey e Holstein e nos cavalos de trote, prova esta tendência universal para degenerar" (Q. E. D., pág. 94). O Professor A. H. Sayce, esse eminente arqueologista de Oxford, diz: "Quanto mais antiga a cultura, mais perfeita se acha ser. Este fato é muito notável em vista de teorias modernas de desenvolvimento e de evolução da civilização dentre a barbárie. Seja qual for a razão, tais teorias não surgem pelas descobertas da arqueologia. Em vez do progresso que se devera esperar, achamos retrogressão e decadência." (Homiletic Review, June, 1902).

(6) O intervalo entre os vertebrados e invertebrados no reino animal.

A evolução não tem podido transpor este intervalo provadamente e demonstrar como os animais de espinha dorsal evolveram dos que a não tem. Prof. Hegner, da Universidade de John Hopkins, no seu "College Zoology", pág. 619, cita com aprovação Wilder, assim: "A origem dos vertebrados está perdida na obscuridade de formas a nós desconhecidas". Mas, se a ciência nalgum tempo o demonstra, haverá um consolo para nós: a demonstração pode monstrar-nos como remediar a falta de espinha de pregadores pés de lã e compromissórios.

(7) O intervalo entre as diferentes espécies de cada classe.

Cândidos estudantes de geologia dizem-nos que as espécies aparecem de repente no arquivo geológico sem formas intermediárias. E entre os incontáveis animais e insetos em existência não há um elo de ligação entre as espécies. Isto é a cruz da teoria evolucionista em geral e é aqui que a evolução está destituidissima de prova. Deixada está ela como um litigante num tribunal, com as suas testemunhas mais importantes dolorosa e ominosamente ausentes. Contudo, urge o litigante em que o tribunal decida a seu favor no pressuposto que a questão seria provada se ele pudesse apresentar as testemunhas que não pode e para cuja ausência não pode oferecer razão. O evolucionista é um indivíduo estranhamente crédulo. Ele está tão acostumado a vôos tontos da imaginação que não acha dificuldade em trepar de espécie em espécie tanto no registro geológico como entre as formas vivas sem se aborrecer com os intervalos escancarados entre as espécies.

Dizemos isto de nós mesmos, ou não dizem também o mesmo os cientistas? O Dr. Robert Watts diz: "O registro das rochas nada sabe da evolução de uma forma mais elevada vinda de uma mais baixa... Tanto a natureza como a revelação proclamam-se lei inviolável, que o igual produz igual". O Dr. J. B. Warren, da Universidade de Califórnia, disse: "Se a teoria de evolução for verdadeira, então, durante os muitos milhares de anos cobertos no todo ou em parte atual conhecimento humano, seriam certamente conhecidos alguns casos de evolução entre uma e outra espécie. Nenhum caso tal é conhecido". O Dr. David Brewster declara: "Temos prova absoluta da imutabilidade das espécies, quer a sondemos nas épocas históricas ou geológicas". Sir William Dawson, grande geólogo canadense, diz: "Não há evidencia direta que no curso de tempo geológico uma espécie mudou-se gradual ou repentinamente noutra" (Modern Ideas of Evolution, pág. 118). O Professor Winchell diz: "O grande fato obstinado que toda forma da teoria encontra logo de início é, que, não obstante as variações, estamos ignorantes de um só caso de derivação de uma boa espécie doutra. Vasculhado tem sido o mundo por um exemplo, e ocasionalmente pareceu por algum tempo como se um exemplo tivesse sido achado da originação de uma espécie genuína por agencias naturais assim chamadas, mas apenas damos expressão a admissão de todos os recentes advogados das teorias de derivação quando anunciamos que o há muito procurado calvário experimental não foi descoberto" (The Doctrine of Evolution, pág. 54). Diz o Professor Conn: "Será admitido de todos os lados que nenhum exemplo inquestionável foi observado de uma espécie ser derivada de outra." (Evolution of Today, pág. 23). O Dr. Etheridge, do Museu Britânico, perito em fossiologia, diz: "Em todo este grande museu não há uma partícula de evidência da transmutação das espécies. Nove décimos da prosa dos evolucionistas são escarrada tolice, não achada nas observações e totalmente desamparadas pelos fatos. Este museu está cheio de provas da completa falsidade de suas idéias." O Professor Lê Conte, da Universidade de Califórnia, diz: "A evidência da geologia hoje é que as espécies parecem vir à existência repentinamente e em completa perfeição, ficam substancialmente imudáveis durante o termo de sua existência e morrem em completa perfeição. Outras espécies tomam seus lugares por substituição, aparentemente, não por transmutação".

(8) O tremendo intervalo entre o animal mais elevado e o homem.

O Dr. Frederich Pfaff, professor de ciência natural na Universidade de Erlangen, diz: "Em nenhum lugar dos depósitos mais antigos se vê um macaco que se aproxima mais de perto do homem, ou homem que de perto mais se aproxima de um macaco, ou talvez de homem nenhum. O mesmo hiato que se acha hoje entre o homem e o macaco retrocede em indiminuidas largura e profundidade ao período terciário. Só este fato basta para fazer sua ininteligibilidade clara a quem quer que não esteja penetrado pela convicção da infalibilidade da teoria de transmutação gradual e desenvolvimento progressivo de todas as criaturas organizadas" (Age and Origin of Man, pág. 52). Lê Conte diz: "Os homens mais primitivos até agora achados não são em nenhum sentido elos conetivos entre o homem e o macaco. O crânio de Mentone é de tamanho médio ou mais que médio, enquanto o de Neanderthal, também muito antigo, é de tipo inferior, mas em nenhum respeito intermediário entre o homem e o macaco, sendo verdadeiramente homem". O Dr. Virchow, que foi a autoridade alemã mais alta em fisiologia e estilizado o "chimico dianteiro do globo", sendo o originador da teoria do germe, disse: "A forma intermediária é inimaginável, salvo num sonho". E outra vez: "É tudo asneira. Não pode ser provado pela ciência que o homem descendeu do macaco ou de outro animal. Desde o anúncio da teoria, todo o conhecimento científico real caminhou na direção oposta. A tentativa de achar a transição do animal ao homem acabou em fracasso total".

III. FATOS BÍBLICOS OPOSTOS À EVOLUÇÃO

Até aqui discutimos a evolução de um ponto de vista científico. Isto fizemos porque todo o estudante da Bíblia bem informado devera saber algo do aspecto científico deste assunto. Uma refutação inteligente da evolução pela Bíblia é impossível sem algum conhecimento correto do aspecto científico.

Viramos agora a notar o ensino da Bíblia em referência a evolução. Alguns eruditos da Bíblia acham que a Bíblia não está em antagonismo necessário com a teoria da evolução; mas está e, especialmente, com referência às seguintes matérias:

1. O MÉTODO DE CRIAÇÃO DO HOMEM.

A Bíblia declara que o homem foi criado do pó da terra (Gênesis 2:7; 3:19; 18:27; Jô 10:9; 34:15; Salmos 104:14; Eclesiastes 12:7), não de formas de vida previamente existentes, como seria o caso se a evolução fosse verdadeira.

2. O MÉTODO DE CRIAÇÃO DA PLANTA.

Refere a Bíblia que Deus criou "toda planta do campo antes que estivesse na terra e toda erva do campo antes de crescer" (Gênesis 2:5). Por outro lado, a evolução alega que as plantas se produzem por desenvolvimento gradual e evolução de uma para outra. A evolução afirma a produção por crescimento; a Bíblia ensina a produção antes do crescimento.

3. O ESTADO ORIGINAL DO HOMEM.

De acordo com a Bíblia, o homem foi criado santo e justo, caiu desse estado, trazendo o pecado ao mundo (Gênesis 1:27; Eclesiastes 7:29; Romanos 5:12-21; 1 Coríntios 15:22). Mas a evolução não tem lugar para um estado original santo do homem, nem para a entrada do pecado através de uma queda.

4. O COMEÇO DA RAÇA HUMANA.

Aprendemos da Bíblia que a raça humana começou com um homem, Adão. Mas, se a evolução fosse verdadeira, é certo que muitos seres humanos teriam sido produzidos simultaneamente e em várias partes da terra.

5. O MÉTODO E O TEMPO DA CRIAÇÃO DA MULHER.

O relato escriturístico da criação da mulher representa-a como sendo criada conforme o homem e de uma costela tirada do homem. Por outro lado, a evolução teria necessariamente produzido a fêmea com o macho, do contrário a procriação teria sido impossível.

6. A PERMANENCIA DAS ESPÉCIES.

Lemos que Deus prescreveu que cada espécie de animal produzisse "segundo sua espécie". Isto nega a hipótese evolucionária da transmutação das espécies.

IV. OS EFEITOS ESPIRITUAIS DA EVOLUÇÃO

O Professor Jonathan Rigdon, Ph. D., no seu "Ciência e Religião", diz que "tanto quanto à religião concerne, não faz diferença, absolutamente, se a hipótese da evolução é verdadeira ou falsa". Discordamos fortemente desta posição, não somente porque se opõe à Bíblia, mas também por causa dos seus pestilências efeitos espirituais. O Professor Virchow eminentíssimo entre os patologistas europeus, denunciou a evolução como ruinosa ao estado e disse que ela devera ser excluída das escolas. É ruinosa ao estado e a tudo de valor no reino secular, mas muito mais ruinoso no espiritual.

Alguns dos efeitos espirituais da evolução como segue:

1. LEVA A CONCLUSÃO QUE A RELIGIÃO NADA MAIS É QUE UM PRODUTO DE EVOLUÇÃO.

O Professor Rigdon, no livro previamente citado, diz: "Se a evolução provar-se verdadeira, então veremos que a religião mesma, crença em Deus e imortalidade, é o efeito mais alto da evolução. A religião então aparecerá como a suprema atitude mental que a luta pela existência desenvolveu para fazer a vida digna de se viver e para salvar a raça de extinção voluntária".

Isto tanto deixa a religião como mera crença na existência de Deus e no fato da vida após morte, ou, se por crença em Deus e na imortalidade quer-se dizer o que a Escritura significa pela fé e a esperança do crente, como a evolução despreza a obra regeneradora do Espírito Santo, pela qual estas são efetuadas. Ambas estas alternativas são falsas. A religião ensinada na Bíblia é mais do que crença na existência de Deus e no fato da vida depois da morte. A evolução podia produzir esta crença e contudo estar longe da fé e esperança do Cristão. A fé e a esperança do Cristão são confiança em Cristo para salvação e a expectação de uma imortalidade bem-aventurada na presença de Deus. Estas se produzem, não por quaisquer meios naturais senão pelo mesmo poder que levantou a Cristo dentre os mortos (Efésios 1:19,20).

2. FAZ DA BÍBLIA TAMBÉM UM DOS SEUS PRODUTOS.

E não basta dizer que a evolução foi o meio de Deus para dar-nos a Bíblia, e, portanto, que a Bíblia não está roubada de seu caráter sobrenatural. A Bíblia professa ter sido escrita, não por vontade do homem, como teria sido o caso se ela viesse pela evolução, mas pela ação sobrenatural do Espírito Santo. (2 Pedro 1:21).

3. DESTROI A REALIDADE DO PECADO E SUA ODIOSIDADE À VISTA DE DEUS.

Aos olhos dos evolucionistas o pecado é somente imaturidade humana. O pecado não entrou no mundo como escolha deliberada de um ser humano maduro que verificou algo de suas conseqüências e não é agora o resultado de inimizade contra Deus: é, meramente, um incidente no destino ascensional da raça.

4. SUBSTITUIU O TREINO E O BOM AMBIENTE NO LUGAR DE REGENERAÇÃO E DO SANGUE DE CRISTO.

Se o pecado é apenas de relíquias de imperfeição animal, não carecemos de nada como seu remédio a não ser de tais coisas que contribuem para promover a evolução da raça. Assim a regeneração e o sangue de Cristo são desnecessários.

5. SUBSTITUI A SALVAÇÃO INDIVIDUAL ACENTUADA NA BÍBLIA PELA SALVAÇÃO SOCIAL.

A evolução faz os homens interessados na raça como um todo para que ela atinja a mais elevada civilização, cultura e eficiência; Deus está preocupado com o cumprimento do Seu propósito através da salvação espiritual do indivíduo.

6. SUBSTITUI A LEI DE AMOR NA BÍBLIA PELA LEI DA SOBREVIVENCIA DO MAIS APTO.

A evolução não tem lugar para os fracos e incapazes; mas a Bíblia nos manda socorrer os fracos e os fortificar. A civilização, inteiramente imbuída de evolução e permeada pelo seu espírito, não faria nenhuma provisão pelos fracos.

7. AUMENTA O PREJUIZO NATURAL CONTRA OS MILAGRES.

Diz o Professor Rigdon: "A toda pessoa pensante os milagres são repugnantes". Isto diz ele, não como uma negação dos milagres senão para expressar a preferência da mente do homem por uma explicação natural. O homem tem uma tal preferência e a evolução encoraja esta preferência, agravando a repugnância do homem para com os milagres. Por essa razão achamos muitíssimo evolucionistas negando o nascimento virginal e a ressurreição corporal de Cristo, como negando também o elemento miraculoso na regeneração.

 

Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.
Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004
Revisão: Charity D. Gardner e Calvin G Gardner, 05/04
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br