Cap 11

VINTE TESTEMUNHAS DA ATUALIDADE

Dr. W. C. Taylor

Capítulo XI

O surto de nova propaganda aspersionista contra o batismo bíblico nos deu a idéia de por nossos leitores ao par do quase unânime testemunho dos sábios hodiernos ao fato de que o batismo de Jesus Cristo e do Novo Testamento é a imersão. Ouvi, pois, vinte testemunhas, escolhidas dentro das obras da nossa parca biblioteca, nenhuma delas batista.

1. A “Enciclopédia e Dicionário Internacional”, cujos colaboradores foram: Mário de Alencar, Constantino Alves, A. C. Ribeiro de Andrade, Altino Arantes, Antônio Araújo, Francisco Azeredo, Teófilo Braga, Conde Afonso Celso, Osvaldo Cruz, Ricardo Jorge, Oliveira Lima, Bernardino Machado, Pe. Júlio Maria, Domingos Ramos, José Pereira Sampaio (Bruno), José Veríssimo e uns quarenta outros eminentes Portugueses e Brasileiros. Seu testemunho é:

“Até ao Século XIV, os pintores representavam o batismo de Jesus por imersão.” (Vol. II, p. 1190).

2. A famosa “Revolução Literária”, a “História de Cristo”, pelo literato católico, Giovani Papini, tradução de Francisco Pati:

“João, o Batista, repreendia os pecadores que acorriam a si e os mergulhava na água do rio...”(p. 52).

“Mesmo assim, Jesus veio no meio da turba de pecadores imergir-se no Jordão.” (p. 60).

“Imergir-se na água revelava a vontade de morrer, mas ao mesmo tempo a certeza de ressurgir.” (p. 62).

3. O mais eminente teólogo da Irlanda é o Dr. David Smith, M. A., D. D. , professor num Seminário Teológico Presbiteriano, e redator do departamento de perguntas e respostas no “British Weekly”, o mais ilustre jornal evangélico do mundo. Na sua grande obra “The Life and Letters of St. Paul”, diz o seguinte:

“São Paulo claramente tinha em vista o ato de imersão quando, em resposta à acusação de que sua doutrina de justificação pela Fé sem obras implicou o antinomianismo, ele opôs a idéia da união mística dos crentes com Cristo (Rom. 6:3, 4; Col. 2:12).” (O professor testifica também que o verbo grego baptizo significa imergir, e que o antigo símbolo do peixe como sinal da fé cristã foi devido à imersão de crentes primitivos.O professor, com outros pedobatistas citados, defende a aspersão por outras considerações, mas salvaguarda sua erudição por estas francas declarações).

4. Ouçamos agora um eminente reitor anglicano, Rev. J. R. Cohu, autor de “St. Paul in the Light of Modern Research”:

O batismo era o rito pelo qual os conversos eram admitidos na igreja. Paulo toma por concedido que cada cristão é batizado (I Cor. 12:13).

1). A imersão total era a regra, e segundo Paulo nós assim ensaiamos – quais atores num drama – a morte de nosso Senhor quando baixamos nas águas, sua sepultura, quando, por enquanto, somos escondidos de vista, e sua ressurreição quando emergidos.

2). É um testemunho constante à unidade cristã, porque “Em um só espírito fomos batizados todos nós em um só corpo”(I Cor. 12:13); compare Ef. 4:5, “um batismo”.

5. Ouçamos, agora, um professor na grande Universidade de Yale, E. U. A. , Prof. G. B. Stevens. Ph. D., D. D., no seu livro sobre “The Pauline Theology” (p. 332):

“É provável que a imersão do corpo em água sugeriu à mente do apóstolo a analogia entre a significação moral do rito, e aqueles atos salvadores de Cristo – morte, sepultura e ressurreição – que eram a causa daquela transformação ética que o batismo simbolizava.”

6. Esta vez, vos apresento um dos mais eminentes pregadores ingleses, Frederico W. Robertson, Sermão 8 da série (p. 102) da edição de Harper:

“A ablução no Oriente é um dever religioso; a poeira e o calor pesam sobre o coração como uma chaga insuportável: remove-los é refresco e satisfação. E era impossível ver o ato significativo no qual o convertido, descendo para dentro da água, cansado de sua peregrinação e coberto de poeira, desapareceu por um momento, e então emergiu, puro e fresco – sem sentir que o símbolo correspondia e interpretava um anelo forte do coração humana”.

7. Aqui está a tradução de um livro que representa a primeira comunhão, entre a erudição germânica e a sabedoria britânica após a guerra. São preleções da primeira autoridade do mundo sobre os papiros gregos. Adolfo Deissmann, prof. Da Universidade de Berlim, doutor por muitas universidades de muitas terras e membro do “Instituto Arqueológico do Reich da Alemanha”. Na sua esfera de estudos, não há superior entre os vivos ou os mortos, pois é o criador desta fase da arqueologia. Em 1923 foi à Escócia para falar sobre “A Religião de Jesus e a fé de Paulo.” Página 240:

Da mesma forma, os cristãos antigos facilmente podiam compreender a referência mística das várias frases do ato do batismo, a morte, sepultura e ressurreição com Cristo, porque, tendo sido batizados como adultos, tinham memória indelevelmente vívida da cerimônia como realizada pela imersão.

8. Já vistes aqueles imensos Mosteiros dos Franciscanos na Bahia? Pois bem, ali possuem uma imprensa e, em 1915, deram ao mundo uma tradução anotada do Novo Testamento. Lede algumas das notas: Sobre Rom. 6:4 (Vol. II, p. 46).

“Alude aqui ao batismo (como se administrava naqueles tempos) por imersão...”

“Assim como Cristo foi sepultado para ressuscitar, assim no batismo somos nós sepultados misticamente, para renascer a uma vida nova.”

Sobre Rom. 16:1, definindo as funções da diaconisa primitiva: “serviam de porteiras dos lugares sagrados, na parte reservada às mulheres; no batismo destas, prestavam os serviços que em relação aos homens cabiam aos diáconos, por ser então o batismo administrado por imersão” (Vol. II, p. 100). E assim em muitos lugares. Eles traduzem Mat. 3:16: “E batizado que foi Jesus, logo saiu d’água”; e Marcos 1:8: “Eu vos tenho batizado em água, mas ele vos batizará no Espírito Santo.”

9. Morreu há pouco um dos mais sábios e úteis intérpretes da Bíblia deste século, o Rev. Sir W. Robertson Nicoll , M. A., LL. D. Sua obra prima é o “Expositor’s Greek Testament”. Sir Robertson Nicoll era ministro presbiteriano, e o comentador sobre os primeiros três evangelhos foi o eminente teólogo presbiteriano escocês, Dr. Alexandre Balmin Bruce. Ele cita um antigo escritor na explicação da palavra “logo”, em Mat. 3:16:

Mas por que dizer “saiu logo”? Euthy dá uma resposta que pode ser citada por interessante: “Dizem que João guardou o povo em água até o pescoço até confessar seus pecados, e que Jesus, nada tendo a confessar, saiu logo.” Fritzshe acha graça na explicação do bom monge, porém Schanz virtualmente adota a mesma opinião. E podia haver explicações piores.

Nos seus comentários sobre Marcos 1:9 salienta o fato de que a preposição eis significa a descida para dentro do rio (p. 342).

10. Nome igualmente conhecido no mundo evangélico e o comentador sobre o Evangelho de João, nesta série, o pranteado Marcus Dods, também teólogo presbiteriano. Falando sobre o batismo de João em Enon, ele diz que Enon dista duas léguas de Salim (no entanto, há quem pense que João batizando numa fonte duma vila, havia de tornar imundas as águas noutra vila). Ele continua:

A razão de escolher este local foi “porque havia ali muitas águas”, ou muita água; e portanto, mesmo no verão, o batismo por imersão podia ser continuado. Não é o refrigério do povo que ele tem em mira. Por que menciona tal assunto sem falar da maneira pela qual obtiveram sua comida?” (Vol. I, p. 719).

11. Na obra sobre Atos, nesta série de comentários, o Dr. R. J. Knowling, professor de King’s College, Londres, diz:

Eis to hudor mesmo sendo vertido nas palavras “á água” (Plumptre), o contexto “anebesan ek” indica que o batismo foi por imersão, e não pode haver dúvida de que este foi o costume da igreja primitiva.

Ele cita o dilúvio, a passagem do Mar Vermelho e a lavagem de Naamã como imersões típicas do Velho Testamento, embora se desculpando pela obra pós-apostólica do “Ensino dos Doze Apóstolos” para justificar uma atitude de indiferença à norma bíblica (p. 226).

Também dá interessante testemunho à hipótese de que a palavra “deserta” se refere, não ao caminho onde foi batizado o eunuco, mas à cidade de Gaza, “que é deserta”, como rezam as Versões de Figueiredo e Almeida. Ele cita, a favor desta teoria, Strabo, Calvino, Grotius e G. A. Smith. Ele, porém, opina que é o caminho que estava deserto, isto é, sem viajantes àquela hora do dia (meio dia, conforme alguns textos) de sorte que o viajante ia lendo em voz alta sua Bíblia (p. 221, 222).

12. A próxima testemunha é o eminente presbiteriano e teólogo escocês, James Denny, que diz nas páginas 632 e 633 da obra citada:

“Portanto, somos sepultados com ele (no ato de imersão) pelo batismo... visto que a pessoa emerge da água depois de ser imersa: é uma semelhança da ressurreição do mesmo modo que é da morte.”

13. Na mesma obra erudita no volume sobre I Cor., R. J. Knowling diz que a passagem do Mar Vermelho e o Dilúvio eram típicos da imersão que introduziu na igreja os crentes coríntios (p. 857 e 890).

14. Chegando ao volume sobre Colossenses, ouvimos o Prof. A. S. Peake dizer:

“O rito do batismo em que a pessoa batizada foi primeiramente sepultada debaixo da água e então levantada da mesma tipificou para Paulo a sepultura e ressurreição do crente com Cristo.” (p. 525).

15. Na vida de Spurgeon recentemente publicada por seu aluno e companheiro, W. Y. Fullerton, de Londres, encontramos este testemunho voluntário: “Um ano, em Mentone (França), Mr. Edward Jenkins, o autor de “Ginx’s Baby”, estava presente, e persistente e rudemente ridicularizou o batismo dos crentes. Diversas pessoas assistiam à conversão e olhavam para Mr. Spurgeon na expectativa de que respondesse, porém conservou-se silencioso. Antes de se separarem, ele convidou a todos para visitarem Ventimiglia, na Itália, no dia seguinte, e ficou assim combinado. Ao chegarem à Catedral, ali, Spurgeon, como quem conhecia bem o lugar, guiou-os para a cripta da igreja. Quando o grupo tinha cercado o batistério, virou-se para Mr. Jenkins e disse: ‘Vósmecê entende o italiano melhor do que nós. Tenha a bondade de nos interpretar o que o guia diz.’ Com boa vontade, e nada suspeitando, Mr. Jenkins consentiu: ‘Este é um batistério antigo’, começou, ‘e ele diz que na primitiva igreja cristã o batismo foi sempre a imersão.’” A cripta ressoou com risadas e o romancista confessou que a resposta não foi menos esmagadora por ser dada com demora de um dia.

16. Na cidade de Louisville, Kentucky, E. U. A., bem perto do maior Seminário Teológico Batista do mundo, existe um Seminário Presbiteriano em que cooperam tanto os presbiterianos do Norte como os do Sul. Seu lente de História Eclesiástica, por longos anos, foi o pranteado Prof. Henrique Elias Dosker, a cujos funerais assisti em 1928. Ele fez uma série de preleções no Seminário Teológico Presbiteriano de Princeton, 1918 – 1919, o maior centro de erudição presbiteriana no continente americano, sobre os “Anabatistas Holandeses”. Ouçamos seu testemunho:

Todo historiador sincero terá de confessar que os batistas levavam a palma, tanto do ponto de vista filológico como histórico, na discussão do modo do batismo que prevalecia antigamente. O vocábulo baptizo significa imersão tanto no grego clássico como no bíblico, a não ser onde está usado num sentido evidentemente figurado.

A História do Antipedobatismo do Dr. Newman é de alto valor para o estudante que procura informação definitiva sobre o assunto. De ainda maior valor são os estudos de um eminente presbiteriano e um menonita. O Dr. B. B. Warfield, do Seminário de Princeton, escreveu sobre a Arqueologia do Modo de Batismo na Biblioteca Sacra, de outubro de 1896. O Dr. De Hoope Scheffer, em 1882, publicou sua obra magistral, Revista da História do Batismo por Imersão. Eis três homens sábios de uma reputação estabelecida, um batista, um presbiteriano e um menonita, e todos permanecem absoluta e impassivamente objetivos em tratar do assunto e seu modo de trata-lo é maravilhosamente claro a iluminador. Os cristãos primitivos eram judeus, e, em adotar o rito do batismo para admitir seus conversos na igreja nascente, em obediência ao mandamento de seu Mestre, haviam de seguir a prática do batismo como lhes era conhecida. E semelhante prática realmente existia no batismo dos prosélitos do judaísmo. Foi administrado por imersão, e uma imersão tão completa, como nos informa o Dr. Warfield, que “um anel do dedo, uma fita segurando o cabelo, ou qualquer outra coisa que quebrasse o contínuo contato com a água foi julgada suficiente para invalidar o ato.”

Tanto parece certo, que a primitiva igreja imergiu, embora o Didache, que é colocado até na primeira metade do século segundo, adicione a afusão como permissível modo de batismo em caso de necessidade. Mas, ordinariamente, há de ser trina imersão em água corrente, pelo bispo. A posição eclesiástica, porém, dos “aspergidos” ficou por um longo período assunto de debate. Cipriano, no século terceiro, os conforta por dizer-lhes que a aspersão também servia de uma figura do banho de regeneração. Foi somente, porém, “in periculo mortis”, que tal batismo foi permitido. Crisóstomo, Ambrósio, Tertuliano e Gregório, o Grande, todos instavam pela imersão. O batismo infantil e adulto foi assim administrado, como a Igreja Grega pratica universalmente até ao dia de hoje. No século nono, o costume de por a criança em água até ao pescoço e então derramar água sobre a cabeça foi condenado pelo Concílio de celichyth, 25 de julho de 816, na Inglaterra: e esta admoestação foi repetida por Walifridius Strabo, antes de 850.

A mudança foi feita no Ocidente da França e Itália, no século XIII. Boaventura apoiou a aspersão em caso de necessidade, mas ainda chama a imersão o “costume comum da igreja”. Tomás de Aquino concorda com ele quanto à aspersão, porém julga “mais seguro imergir.”

Os concílios de Clermonte em 1286, Anjou em 1245 e de Nismes em 1284, ainda consideram a “Imersão” a regra e a “aspersão a exceção”.

Ora, o compromisso de imergir o corpo e aspergir a cabeça se tornou a ponte pela qual se passou para a mudança do modo de batismo. Ao fim do século, este costume ganhou muito terreno e no Concílio de Ravena, em 1311, foi invertida a ordem e a aspersão colocada primeira e a imersão segunda.

Somente a Inglaterra recusou considerar a mudança. O concílio de Exeter, em 1287, exigiu a imersão, mesmo “em caso de necessidade”, e João Duns Scotus, em 1300, insistiu na imersão trina. Por todo o Norte, um forte conservativo prevaleceu neste respeito. Quanto mais frio o clima, tanto mais devagar a mudança, provando que as condições climáticas não foram responsáveis, como se diz às vezes, pela abolição da imersão. Depois de um século em 1404, o Sínodo de Londres menciona somente a aspersão, mas o de Meaux diz ingenuamente: “Notai que o modo moderno não é a imersão, mas a aspersão ou a afusão.” Todo esforço para unir as Igrejas Ocidental e Oriental falhou, em Ferrara, em 1483-1289, pela diferença no modo do batismo.

Temos de admitir, portanto, que dos dias apostólicos até ao Sínodo de Ravena em 1311, virtualmente toda evidência documentária eclesiástica é a favor da imersão (ps. 176-179, “The Dutch Anabaptist”).

O autor, sua posição e o lugar destas preleções constituem evidência de primeira ordem, esmagadora de toda contradição. E o nome de Benjamim Warfield, citado por ele, é de um teólogo presbiteriano que era talvez a mente mais enciclopédica de sua geração.

17. Os presbiterianos da Escócia estão publicando uma série de livros de valor sobre a igreja. Este é o testemunho de ontem, do novo livro do Dr. W. M. Clow, figura eminente em um dos Seminários da Escócia. Ele testifica na página 122 (The Church and the Sacraments), que a Igreja Nestoriana, a Igreja Copta (egípcia) praticam, e as primitivas igrejas africanas praticaram, a imersão – as terras mais frias, e as terras mais secas.

As palavras do eunuco: “Eis aqui água” (Atos 8:36) certamente demonstram que o batismo num poço foi uma forma aceita. E, com mais certeza, as duas alusões de Paulo ao modo de batismo dão evidência clara da prática da imersão... sua figura é prova forte de que a imersão foi o modo apostólico usual.” (pgs. 127, 128).

18. O grande hebdomadário norte-americano, “The Literary Digest”, é publicado pela firma eminente de Funk e Wagnalls Lexicógrafo e autores do magistral “Standard Dictionary”.

Neste jornal, os lexicógrafos, cada semana, dão uma coluna ao estudo de vocábulos. Nesta coluna, no número de 7 de março de 1925, se lê o seguinte:

“A palavra baptize (inglês por batizar, N. da Red.) entrou no inglês, do velho francês baptiser, que, por sua vez, veio do velho latim baptizo, que, afinal de contas, é do grego baptizo que é de bapto, mergulhar. Portanto, a idéia de aspersão não se deve associar com este vocábulo.”

19. Um dos mais reverentes e eruditos comentadores que a Igreja Anglicana já produziu foi H. B. Swete, há pouco falecido. Foi professor na Universidade de Cambridge e capelão de Sua Magestade, o rei da Inglaterra. Na série magistral de comentários, “Internacional Critical Commentary”, ele sugere que o motivo por que João empregou a figura de ser indigno de tirar as alparcas dos pés de Jesus foi a necessidade de fazer este ato em prepara-lo para o batismo e adiciona:

Eis ton Iordanen (para dentro do Jordão – N. da R..) é igual a em to Iordane (no Jordão), porém, com o pensamento adicional da imersão, tornando vívida a cena (p. 8).

Falando do emprego figurado do vocábulo batismo pelo Senhor, em Marcos 8:38, diz na p. 237:

“O uso metafórico de batizar é comum no grego pós-clássico... e a figura é das mais comuns do Velho Testamento, o aflito é considerado como mergulhado e meio afogado nas suas dores e perdas (ps. 18:6; 42:7; 69:1; 124:4).”

Sobre Marcos 7:4 o eminente comentador aspersionista diz que se o texto tiver o verbo rantizo, temos de entender a aspersão na cerimônia de purificação depois do judeu voltar do mercado.

Se o original for baptizo, é necessário, traduzir mergulhar, e entender que as referidas purificações eram efetuadas por imersão.

Cita várias autoridades antigas para justificar a hipótese da imersão dos objetos mencionados (ps. 144, 145). O autor discerne que Marcos entendia os costumes dos seus patrícios e se ele nos afirma que as purificações exigidas pelos fariseus eram imersões, seu testemunho é cabal, e convém, aceita-lo em lugar de opor considerações dogmáticas de preconceitos modernos.

20. Terminamos dando o testemunho de outro nesta admirável série de comentários sobre as Escrituras, a obra sobre o Evangelho de Lucas, por A. Plummer, da University College, Durham, Inglaterra.

Este é o comentário sobre Lucas mais estimado nos círculos eruditos do estudo do Novo Testamento no grego original. O autor diz:

“João estava às vezes num lado do Jordão, às vezes no outro, porque lemos de seu trabalho na Peréia (João 19:40). Sua escolha do vale do Jordão para ser a esfera de sua atividade foi em parte determinada pela necessidade de água para a imersão.” (p. 86).

“O pleno significado do batismo é visto tão somente quando é administrado por imersão.” (p. 88).

Seria facílimo multiplicar estes testemunhos, dando centenas de outros iguais. São todos da lavra de aspersionistas, cuja veracidade e erudição os obrigam a confessar que a aspersão não é o batismo do Novo Testamento, mas que Cristo e seus apóstolos praticaram e mandaram praticar a imersão.

 

Autor: Dr William Carey Taylor
Fonte: www.palavraprudente.com.br

Digitação: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos - 23/08/05

Revisão: Luis Antonio dos Santos - 24/08/05