Diferenças Doutrinarias entre Batistas e Presbiterianos - V

Dr. W. C. Taylor

As diferenças entre presbiterianos e batistas são muito mais e maiores do que o prof. Oliveira indica. Iremos analisar algumas:

(D) Alem de discordar sobre a relação entre os Testamentos, quando á vida cerimonial do cristianismo, e sobre a competência da alma em religião, sem batismo infantil ou solidariedade de família no terreno da consciência ou intromissão de pais ou padrinhos ou pastores ou o Estado no domínio da responsabilidade pessoal a Deus, e sobre a natureza apostólica das igrejas obedientes ao Novo Testamento e a espiritualidade da comunhão dos santos na igreja universal, independente de todas as considerações eclesiásticas ou sacramentais – além de tudo isto, divergimos radicalmente em nossas concepções do ministério.

O povo batista, como os crentes apostólicos, combinam as idéias do absolutismo divino e da democracia cristã no tocante ao ministério. Cremos que Deus chama a quem Ele quer e que as igrejas livremente escolhem seus pastores entres os chamados. Deus é absoluto na chamada do ministério. As igrejas são independentes de concílios humanos em escolher, sob o Espírito Santo, entre os chamados que lhes são conhecidos e accessíveis. Foi assim que a primeira igreja escolheu o sucessor de Judas Iscariotes.

Os presbiterianos constituem uma oligarquia aristocrática, por gosto. Os batistas são democráticos no seu ideal. Os presbiterianos recusam ter pastores não educados. Em geral, limitam seu ministério aos diplomados. Isto teria eliminado do ministério os doze apóstolos e o próprio Senhor Jesus Cristo; teria roubado ao cristianismo homens como Spurgeon, Carey, Bunyan e Waldo; torna o cristianismo uma religião das capitães favorecidas; e abandona, com honrosas exceções, a massa rural á sua sorte. O pres. Theodoro Roosevelt era presbiterianos, mas censurou esta tendência aristocrática de seu povo, testemunhando que, se não fossem os sacrificiais ministros batistas e metodistas, as multidões comuns na sua pátria, em grandes zonas, teriam ficado sem o Evangelho.

Nós cremos na educação, segundo nosso principio voluntário, mas não queremos mero ministério de literatos, nem recusamos os chamados pelo Espírito Santo que nunca tiveram o privilegio de se formar numa escola superior. Somos tão cegos ao espírito do Novo Testamento? O presbiterianismo sempre visa açambarcar as classes favorecidas. Os batistas visam evangelizar, batizar e ensinar a obediência a toda criatura até aos confins da terra, como Cristo mandou, sem nenhum espírito de classe, sem adulação, medo, favoritismo ou preconceito no tocante a classe alguma.

Outra vez, o espírito batista, e não o espírito presbiteriano, é o ideal apostólico.

 

Autor: Dr William Carey Taylor
Digitação: David C. Gardner 11/2008
Fonte: www.palavraprudente.com.br