Dr. W. C. Taylor
As diferenças entre presbiterianos e batistas são muito mais e maiores do que o prof. Oliveira indica. Iremos analisar algumas:
(E) No terreno da obediência a Cristo, a propaganda presbiteriana abra a censurável distinção entre mandamentos essenciais e não essenciais, como o romanismo sua distinção entre pecados mortais e veniais. O espírito leal é bom outro – obedecer a Jesus Cristo em tudo. Todo o mandamento é essencial ao fim visado. Os mandamentos evangélicos (arrependei-vos e crede) são essenciais a salvação. Os mandamentos morais são essenciais ao bem estar pessoal, domestico e social. Os mandamentos civis (Dai a César o que é de César) são da essência do patriotismo cristão. Os mandamentos eclesiásticas visam conservar e propagar igrejas bíblicas, obedientes á vontade de Cristo, órgãos bem adotados ao trabalho missionário e disciplinador da vida dos salvos. O batismo bíblico, a Ceia simbólica, a escolha de pastores, a disciplina democrática, a autonomia e cooperação das igrejas são doutrinas vitais ao propósito que Cristo teve na vida coletiva de seu povo, embora não sejam essenciais ao patriotismo, á felicidade domestica ou á vida eterna. Há vastos terrenos na experiência cristã alem da salvação e, nestes terrenos, a autoridade de Cristo merece tanto respeito como em qualquer outro. Muitos em a ousadia – a insolência – de pensar: “Bem, Senhor Jesus! Eu reconheço que tu mandaste a imersão, as igrejas autônomas, o ministério chamado pelo Espírito sem exigência de diplomas ou literatice, a Ceia simbólica – ‘em memória de ti’ –, a disciplina pelo voto da maioria, e todas estas praticas batistas. Mas tem paciência, Mestre! Estas coisas não são essenciais á salvação. Logo, não me importa obedecer-te. Prefiro obedecer aos meus pais, á minha mulher, ao meu noivo, á elite da cidade. Adeus, Jesus. Já te obedecia nas coisas vitais e consegui minha salvação. No demais, tu não mandas na minha vida. Obedecer-te não é essencial e é muito inconveniente, na minha família e nas minhas circunstanciais”.
Certamente, isto entristece o Salvador. Não é assim que ele quer seu povo. Ele não quer discípulos que sejam meros exploradores, chupando dele todas as vantagens, não dispostos a nenhum sacrifício para a obediência á sua santa vontade. A voz batista reafirma: “Eis que o obedecer é melhor do que o sacrifício, e o atender do que a gordura dos carneiros. Porque a rebelião é como o pecado da adivinhação, e a obstinação é como a idolatria e os teraphins”. E ouvimos a doce voz de Jesus acrescentar: “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos”. “Se alguém me amar, guardará a minha palavra...Quem me não ama, não guarda as minhas palavras”. “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor”. “—instruído-as a observar TODAS AS COISAS que vos tenho mandado”.
É neste terreno que surge toda a questão do que é um ato bíblico de obediência a Cristo no batismo. Os reformadores e lexicógrafos e comentadores dão um testemunho monotonamente uniforme de que a palavra usada por Jesus em mandar o batismo, significa imersão. Pois bem. Então, Jesus deu o exemplo, o mandamento e o simbolismo de imersão aos seus discípulos e nada menos do que ele exige é obediência.
Simples questão de fatos e de vontade de agradar ao Senhor.
Autor: Dr William Carey Taylor