A TODO AQUELE QUE DESEJA

“BATALHAR PELA FÉ QUE UMA VEZ FOI ENTREGUE AOS SANTOS”.

 (JUDAS 1:3)

 

Marcelo de Oliveira Lima

 

Hoje há um grande numero de crentes fiéis infelizes. Sua infelicidade não resulta de uma natural indiferença ou de descontentamento temperamental, e sim de sua insatisfação com aquilo que, em suas igrejas, lhes está sendo oferecido sob o nome de adoração e pregação, nas últimas décadas tem surgido tantos ventos de doutrinas, próprios do fim, soprando sobre as igrejas que tais ventos atingiram as proporções de um tufão satânico.

Mas o problema não se limita à doutrina. Estende-se a formas e estilos de adoração pública. Ao que parece metade das igrejas, que outrora eram saudáveis e evangélicas, estão com uma doença chamada: amnésia, que lhe sobreveio através do mundanismo e do secularismo e a fez entrar em uma segunda infância. Precisando novamente de leite quando teriam de estar recebendo alimento sólido.

Com freqüência, a única qualificação necessária para que os adoradores recebam aceitação de seus líderes é serem capazes de levantar as mãos e balançarem-nas assim como as folhas das palmeiras ao vento, baterem palmas como vendedores ambulantes e serem fluentes em falar palavras incompreensíveis. Possuir uma mente capaz de avaliar essas coisas é uma desvantagem positiva, visto que coloca a pessoa que a possui na indesejável posição de compreender quão ridícula e sem proveito é essa situação.

Devem existir diversos fatores que levaram igrejas evangélicas, no passado grandes e firmes, a decidirem-se por uma adoração infantil.

Um desses fatores é a necessidade que muitos sentiram quanto ao cuidado pêlos jovens, que sendo contaminados pelas musicas mundanas e influenciados pela televisão, não sentiam desejo de ir à igreja cultuar a Deus. Achavam os cultos monótonos e sem graça e isto levou muitas igrejas a se preocuparem intensamente a respeito de sua “imagem” aos olhos dos jovens.

E por causa da evasão diziam a culpa era da própria igreja, que permanecia “antiquada” e não proporcionava “empolgação” ou “atrativos”. Se os jovens deviam ser preservados do mundo, novos e mais estimulantes estilos de adoração precisavam ser introduzidos na igreja.   

Assim resolveram diverti-los e não alimenta-los com a palavra, e assim conseguiram atrair os JOVENS e trair JESUS.

Aviso Solene

Sendo a Bíblia de Deus, quando a negligenciamos estamos desprezando o próprio Deus. Quando aumentamos às Suas Palavras estamos admitindo que sabemos mais que Ele pois estamos colocando nossos pensamentos e entendimentos acima dos Seus. Quando subtraímos da Sua Palavra estamos admitindo que Ele erra e precisa ser corrigido.

Pouco apouco, a confusão se espalhou. Seriedade e ordem, antes sustentadas como virtudes elementares na adoração ao Todo-Poderoso, foram ridicularizadas como arque-inimigas da adoração espiritual. “Liberdade e espontaneidade” tornaram-se novas regras de adoração. Afinal de contas onde está o Espírito do Senhor, ai esta a liberdade; e não deveria a liberdade estar disponível a todos os crentes?

Acabemos com grilhões que prendiam as gerações anteriores! Finalmente, chegara a época da adoração. Homens, mulheres, crianças e jovens, todos deveriam ter liberdade de participarem ativa e audivelmente. Os frutos de uma anarquia geral de adoração são estes: o barulho suplanta a reverencia e a superficialidade substitui a maturidade espiritual enquanto outras coisas menos importantes reduzem o tempo da pregação da palavra. Como alguém tem dito, o adorador típico bem poderia deixar em casa a sua cabeça ao vir à igreja, porque essa parte de seu corpo é irrelevante enquanto participa desse tipo de culto.

Estamos vendo quão prejudicial eles são ao verdadeiro rebanho de cristo. Aqueles que desejam alimentar sua alma e vêm à igreja com esse interesse podem ficar alarmados e ofendidos diante dessa adoração superficial. Os filhos da graça sabem que Deus é glorioso em santidade. Eles vão à casa do Senhor com reverência, respeito e temor. O Espírito Santo lhes ensina que precisam ter uma atitude sublime e reverente em relação a qualquer coisa e a tudo que se refere a adoração a Deus. Anelam sentir a presença de Deus em seus corações, livres de emoções enganadoras e apelação a emotividade, e desejam muito que a verdade de Deus se torne poderosa e clara em suas mentes. Ficam indignados em seus corações, quando vêem outros crentes adorando motivados por coisas irrelevantes, quer na adoração, quer na pregação. Infelizmente isto é o que está acontecendo com nossa denominação que antes era ANABATISTA depois BAPTISTA depois BATISTA e agora MUNDISTA em muitos casos. Crentes sérios, que seriam capazes de dar a sua vida por Cristo, se fosse exigido, estão sendo levados a sentirem-se mal acolhido em suas próprias igrejas. Sua espiritualidade é considerada como indesejada e ultrapassada, como se isso fosse possível. Grande parte dos crentes maduros (espiritualmente) na igreja está sentindo-se isolados por seus companheiros, por não conseguirem entoar canções festivas, frenéticas, alucinadas com suas coreografias e aeróbicas descontroladas que outros utilizam em nome da “adoração”. E assim são taxados de quadrados, jurássicos, estraga-prezeres, antiquados, fanáticos etc. E este é o preço que pagam por serem fieis a Jesus nos dias de hoje, próprio dos dias penosos. Assim, existe uma situação em que o culto é frequentemente um teste de paciência, ao invés de ser um tempo de devoção para o povo de Deus. Os crentes maduros não querem criar problema, mas suas consciências fieis ao autêntico cristianismo não podem aprovar as novas musicas, cânticos, as gesticulações e a nova atmosfera nos lugares onde anteriormente nossos progenitores adoravam à Deus com santo temor.

Sem dúvida, essa não é uma simples questão de época ou de geração. Mais do que isso, é uma questão de espiritualidade, maturidade e conhecimento. Existem crentes velhos que se comportam como crianças. Mas graças a Deus, também existem crentes novos que têm feito bom uso das Escrituras, de livros evangélicos e confissões de fé ao ponto de serem crentes firmes e bem instruídos.       

Pessoas espirituais vêem à igreja para encontrar-se com Deus; não desejam que entretenimento lhes sejam oferecido. Dias destes estive presente em um culto onde pessoas chacoalhavam os braços feito pássaros parecia que queriam levantar vôo, e chamam isto de adoração.   O povo de Deus precisa tempo de sorrir, assim como as outras pessoas. Enquanto eles evitam formas de entretenimento mundanos, não se recusam a ocasionalmente desfrutarem de alegria e despreocupação. Mas o povo de Deus não vai a igreja em busca desse divertimento ou descontração. Na igreja não é lugar de descarrego. Não procura entretenimento, tampouco sente-se tranqüilo ao encontrá-lo na igreja. Adoração e entretenimento nunca andam juntos; adoração e leviandade jamais caminham lado a lado.

O que esta em jogo em tudo isso é aquela preciosa coisa que chamamos de espiritualidade. O homem espiritual teme diante da palavra de Deus e possui um elevado conceito sobre cada aspecto e elemento da adoração a Deus. Ele não apenas exige espiritualidade na pregação; também exige e espera vê-la na leitura da Bíblia, nas orações publicas e na mensagem e tonalidade de cânticos espirituais.

 Quantidade sem qualidade é o que importa, no entanto ter muitos membros apenas por amor à números em geral é traição a cristo. A liderança abaixa os padrões de santidade para atrair grandes número de pessoas, e assim aceitam coisas que Deus não aceita, estão agradando os homens e não o Senhor dos homens. Em um ponto critico desse processo de diluição, a adoração deixa completamente de ser reconhecida como adoração por aqueles que andam em intimidade com Deus. O número de crentes talvez aumente, mas é preciso que se sacrifique a Palavra de Deus. Mas existe o remanescente que por não permitir o “abrilhantar” da adoração a Deus, como ministros fieis que são, tem de abandonar suas igrejas. Não se leva em conta que eles passaram vinte ou trinta anos expondo com fidelidade e devoção a Palavra de Deus aos seus rebanhos. Seu crime é se manter fundamentado na Palavra, não aceitar praticas extra-Bíblicas e não serem como folhas secas. Portanto, esses homens bons têm de ceder lugar ao menu de aprimoramentos que pastores jovens e abertos ao carismatismo e líderes fracos insistem em oferecer na igreja. 

Graças a Deus ainda temos os sete mil que não se dobraram aos baalins do modernismo do liberalismo do permissivismo do pragmatismo do evangelho social do carismatismo.                 

Outro fruto agoureiro desse novo estilo de vida da igreja é o surgimento, em nossa época, da rejeição da lei de Deus na vida pratica. Alguém pode evitar referir-se a isso em detalhes; mas o fato evidente é que os novos membros de igreja têm se revelado menos felizes em resistir a tentação do que os crentes antigos costumavam ser. Nas igrejas do passado os crentes sentiam-se seguros, eles não brincavam com a tentação. Não apelavam para carne. As pessoas vinham à casa de Deus com roupas estritamente adequadas e decoro completo. Infelizmente, isso não se pode ser dito sobre muitos cultos modernos. Uma grande multidão diversificada na casa de Deus abaixa todo nível de adoração. Todos os pastores sabem que existem prejuízos morais resultantes dessa falta de santidade prática. Não deveria ser assim.

É uma consolação para as ovelhas de Cristo não pastoreadas saberem que nos céus elas têm um Pastor que contempla seu estado. Precisam recordar sua verdadeira posição, retratada pelo Pastor em passagens bíblica como Ezequiel 34. Estão solitários por causa da incompetência e inaptidão de seus líderes. Os outros crentes não as amam nem desejam sua companhia, porque são muito espirituais para sua geração.

Mas um dia Cristo exigirá de seus pastores negligentes uma explicação para essa negligencia. Além disso, o próprio Senhor Jesus tomará para Si mesmo seu povo solitário e desprezado, outorgando-lhe sua preciosa presença, nesta vida porvir.

Os crentes solitários de nossos dias devem meditar nessas palavras maravilhosas: “Estou contra os pastores; das suas mãos demandarei as minhas ovelhas” (Ezequiel 34:10); “Eis que eu, eu mesmo, procurarei pelas minhas ovelhas e as buscarei” (v.11); “livrá-las-ei de todos os lugares para onde foram espalhadas, no dia de nuvens e escuridão” (v.12) “em bons pastos as apascentar, e nos altos montes de Israel será o seu aprisco” (v.14); “Eis que julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes” (v.17); “E eu, o Senhor, lhes serei por Deus, e o meu servo Davi [Cristo] será príncipe no meio delas; eu, o SENHOR, o disse” (v.24).

Com tais promessas, quem não desejaria estar sozinho com Cristo por breve tempo neste mundo?

 

Marcelo de Oliveira Lima mardanvan@ig.com.br

 

 

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Fonte: http://geocities.yahoo.com.br/igbatistapp

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