Perguntas & RESPOSTAs

Essa página lista perguntas e respostas Bíblicas selecionadas daquelas que foram enviados por email através desse site.

A Salvação é pela graça somente

Diferência entre live agencia e o livre-arbítrio

Crê na eleição ... mas continuo não salvo! O que fazer?

O Dízimo é Para Hoje?

Rebatizar???

Uma Ceia Ultra-Restrita é Bíblica?

O crente Perde a Salvação?

uma igreja pode receber um membro excluido

Lucas 22.37-38, Porquê duas espadas? O que Jesus quis dizer quando disse: Basta?

Mateus 11:12 Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, os que se esforçam se apoderam dele

Pessoas com problemas mentais podem ser salvas?

Quando começou a Igreja de Jesus Cristo?

A eleição dos salvos

Os batistas começaram no século XVI?

O Que é "sexo em santidade? Sexo anal e oral estão permitidos entre casais?

Por que tantas palavras rudes para com os Pentecostais?

Se morrer agora, onde fica a minha alma?

deixe eu lhe dizer algumas coisas sobre o pentecostalismo

Em Gênesis 6:6 a Bíblia diz que Deus se arrependeu.....

No apocalipes tem alguma parte que diz sobre a eleição dos crentes?

É errado dizer que algum dia fomos batizados com o Espírito Santo?

Amado, por favor, eu necessito de dois estudos: Um sobre tatuagem - e outro sobre brincos, piercings

Na ceia do Senhor quando diz que aquele que participa indignamente come e bebe para a sua própria condenação....

Gostaria de receber maiores informações sobre Os Livros Apócrifos

o senhor é totalmente contra o pastorado das mulheres?

Levítico 15. As leis desse capítulo ainda valem para os dias de hoje?

A respeito do batismo e se ele lava os pecados.

Hebreus 6: 4-6, esse amigo insiste que o texto refere-se a "perda da salvação"

Declaração Doutrinária ... é apenas uma espécie de "guia de pensamento" de caráter mais genérico

é possivel o diabo possuir algum atributo de Deus?

os demónios são a causa da miséria, pobreza, doenças e outras desgraças nesta terra?

A conversão tem ser dramática, sofrida ?

Presbítero mostra que não crê que batismo salva!

é correcto alguém que é praticamente recém-convertido, ser Pastor!?

o que é uma Igreja Pentecostal, Tradicional

A IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM MARIA: OBJEÇÕES COMUNS

Qual é o sentido da palavra "coração" na Bíblia ?




Pergunta:

Missionário Calvin Gardner.

A folha universal, é uma publicação semanal, desta igreja.

Folha Universal,de 16 de fevereiro de 2014 do Bispo Guarancy Santos, da igreja universal do reino de Deus, que é uma refutação moderna e bem viva da segurança dos salvos, intitulada Graça ou desgraça. Transcrevi o texto e não alterei o texto, mas os grifos são meus destacados.

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Graça ou desgraça

Bispo Guarancy Santos, folha universal 16/02/2014

O diabo sabe que não precisa tira uma pessoa da igreja para tirá-la da presença de Deus. Basta convencê-la de que a qualquer esforço para manter a Salvação conquistada pela fé(não doada) é desnecessário, já que se afirma por aí que "uma vez salvo, salvo para sempre" e que "estamos na era da graça", com se fosse esse período fosse autorização para cometer todo tipo de sujeira e de imundícia.

Com isso, muitas pessoas já haviam decidido andar pelo caminho reto, santo e desviando-se do mal, começaram a relaxar em sua espiritualidade. E acabaram, assim, voltando ao mundo de perdição, de iniquidade, arremessando de volta sua alma no inferno-e sem precisar sair da igreja.

E qual é arma que o diabo usa a seu favor ? Esse discurso maldito de que a "Salvação é pela graça de Deus", feito por alguns pregadores que têm uma vida dissoluta e que buscam aliviar sua consciência pesada gerando outros caídos como eles.

Sutilmente, o diabo tem introduzido no meio evangélico a ideia de que estamos na graça e não na lei; que qualquer pensamento de fé do Antigo testamento foi cancelado pela "graça" de Jesus; que qualquer sacrifício pela fé é inútil por causa da "graça de Deus" não necessidade de "violentar" a própria vida para ser salvo.

Em outras palavras, os fariseus, saduceus evangélicos hipócritas esquecem dos textos de Jesus de Mateus 11:12:" E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele e Mateus 16:26: " Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?"e outros, para fixar a fé na doutrina facilidade de que a salvação é pela graça, ou seja, sem qualquer negação ao desejos da carne, em nada.

Como evitar a nossa queda ?

Não misturando os vinhos: não parando para ouvir a serpente; não se distraindo com outras propostas.

Vou ser sincero com vocês: se não houver uma programação nossa, da Universal, seja de rádio ou TV, e eu precisar decidir entre um programa religioso de outro segmento ou de esporte, ou então desligo, para blindar o maior patrimônio adquirido com Deus: minha salvação e minha fé.


RESPOSTA

Grato pelo contato e a pergunta!

A salvação é pela graça - completamente do começo até ao fim - mas é uma salvação que tem obras boas, não para manter a salvação, mas por cause de ter tal tipo da salvação.

Não é a salvação que é mantida pelas obras mossas, mas as nossas obras são mantidas por cause da salvação pela graça.

Romanos 11.5, "6 mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra."

Somos salvas pela graça somente e Deus nos é Quem nos preserva:

Judas 1.24, 25 " ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, 25 (BRP) ao único Deus sábio, salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém.

Mas nós perveremos-nos no Seu amor,ou seja, expressamos a salvação que temos pela graça pelas obras boas:

Judas 1.20-21, " mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no espírito santo, 21 (BRP) Conservai-vos a vós mesmos no amor de deus, esperando a misericórdia de nosso senhor Jesus Cristo para a vida eterna.

É Cristo pela graça só ou não há salvação nenhuma,

Pr Calvin

Pergunta: Por favor, eu gostaria de saber se a "livre agência" é diferente de Livre arbítrio.Os homens estão mortos em seus delitos e pecados.Um morto não tem livre arbítrio,certo? O impio pode decidir se vai a escola , tomar banho etc.Mas não pode decidir sobre o destino de sua alma?Abraço

RESPOSTA

Grato pelo contato e a pergunta!

Está certo, há uma diferença entre os dois termos. A livre agência, ou seja, o agente livre, não é influênciada pela morte da sua natureza em seus delitos e pecados. A livre agência não influência, e não faz que alguém seja a favor ou contra de um determinado assunto. Podemos dizer que essa pessoa, ou o sua agencia livre, está indiferente.

Mas, o arbítrio do homem é diferente. Este faz decisões baseadas na condição da natureza da pessoa. Se a pessoa tem uma natureza que esteja morta em pecados e ofensas para com Deus, esta natureza vai desejar tudo que uma natureza caída deseja, ou seja, tudo que lhe apraz. Então, o arbítrio (que é um fiel servo da vontade deste homem) faz a escolha que a vontade deseja deste homem. O arbítrio está livre a escolher somente aquilo que a natureza da pessoa pede. Na verdade, o arbítrio não é livre para pedir algo diferente que a natureza deseja. Nessa maneira se entenda que não existe livre arbítrio. Ele é escravo à vontade da natureza das pessoas.

Essa pessoa sempre deseja a fazer tudo conforme à essa vontade caída da sua natureza. Quer dizer, não fará decisões contrária à sua própria natureza, e portanto, o arbítrio não é livre como é livre o agente.

Boa pergunta essa. Espero que respondi adequadamente para esclarecer.

Em termos, nem Deus tem livre arbítrio mas com certeza, tem agência livre, ou seja, é agente live. Deus não está livre para fazer além daquilo que é conforme à sua natureza. Ele não está livre para pecar, mudar, etc. pois a Sua natureza é contra tudo disso. Porém Ele é livre para fazer o que deseja, assim mostrando que é agente livre.

Sal 135.6, "Tudo o que o SENHOR quis, fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos."

2Tm 2:13, "Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo."

Tt 1:2, "Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos;"

1Jo 3:9, "Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus."

Em Cristo pela graça com qual moveu-me a decidir por Ele,

Pastor Calvin

Pergunta: Bom...Eu entendo a eleição e sei que é real.....

Mas parece ser algo tão determinado que se torna inutil eu clamar e procurar ser salva...

Eu nasci num lar "cristão" e há meses tenho pedido para que o Senhor me salve...

E agora nao se nem se continuo... Por que se não importa o que eu faça....

Se minhas orações nao O movem e nada pode move-Lo e faze-Lo vir me salvar....

Então chega a ser um pouco cruel...Por que eu sei que a Palavra de Deus é verdade e sei o meu destino se Ele nao me salvar....

E Ele me fez saber de antemão do evangelho e ai nao posso ser salva..

Que joia, queria ter nascido uma barata, mas nao um ser humano....

Sou escrava do pecado e nao posso me livrar e Ele tb nao esta disposto a salvar...

Talves entao fosse melhor que eu nem soubesse disso ...

Que faço então? vivo minha vida e espero pelo dia da condenação?


RESPOSTA

Amada,

Ninguem vai ao inferno por causa da eleição, ou a falta da eleição. Somente vão ao inferno os que insistem nos seus pecados. Estes não se arrependem dos seus muitos pecados e rebeldia, e deixam de crer, confiarem ou descansam pela fé somente na obra completa de Cristo Jesus. É a justiça de Deus que estes faltam e é justo que todos destes sejam lançados no inferno.

Todos que se arrependem dos seus muitos pecados e rebeldia, e creem, mesmo fracamente, confiando, ou seja, descansando pela fé somente na obra completa de Cristo Jesus nunca será abandonado ou deixado sem a salvação completa. É a graça de Deus que estes têm e faz que estes venham a crer. Deus é gracioso em levar estes ao céu.

A eleição não salva ninguém, nem a falta de conhecer essa doutrina pode amaldiçoar qualquer pecador. Jesus Cristo é o Salvador, não a doutrina da eleição ou outra doutrina qualquer. Nao conhecer o Evangelho amaldiçoá o pecador, não a falta de conhecer a doutrina da eleição.

Como é a sua posição em Jesus Cristo? Corra pela fé em Jesus Cristo, arrependo-se dos seus muitos pecados. Peça a Deus que Ele seja misericordioso em perdoar e salvar mais um pecador! Assim conhecerá a Sua graça.

A eleição escolha mas não atua.

A eleição determina, mas não causa.

Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo! Jesus é o Salvador.

Em Cristo Jesus,

Pr Calvin

Pergunta:

A pergunta e sobre o dízimo ..... tenho algumas duvidas, devo dar o dizimo?

Quem instituiu o dizimo? Não fora Abraão dando apenas uma vez? Gn. 14:18 ou Hb. 7:2.

Gn. 28:20 Jacó faz um voto de dar o dizimo de tudo que ganhar (tudo é tudo?)

O dizimo faz parte da lei? E se devemos seguir a lei, o recolhimento do dizimo e somente feito pelos levitas instituídos por deus para receber? Hebreus 7:5 (sendo assim um pastor que não venha da tribo de Levi não tem autoridade para receber?)

Em At. 5:27, 28 alguns cristão judeus queriam impor a observância e a pratica da lei aos gentios (nós) e isso resultou em discussão entre os apóstolos ate que chegaram a conclusão no verso 28 (pois pareceu bem o espirito santo e a nós não impor maior encargo além destas cousas essenciais: verso 29 que vos abstenhais das cousas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações ilícitas; destas coisas fareis bem se vos guardardes.) Pastor Calvin não tenho tanto conhecimento quanto o senhor mas aqui entendo que para o gentios (nós) fica isento a lei (circuncisão, dízimos e outros)

A circuncisão foi atribuída por Deus a Abraão, o dizimo pelo homem Abrão. Porque se dermos o dizimo devemos também nos circuncidar? Pois a circuncisão é maior que o dizimo?

Alegro o meu coração em ter achado este site, no qual em minha casa me pré-dispus a estudar incessantemente a palavra de Deus.

Obrigado

RESPOSTA:

Muito obrigado pelo seu contato. Espero que este contato seja para a edificação mútua. A questão sobre o dizimo é sempre polemica mas também é válida.

Quem instituiu o dizimo? Eu reconheço que a palavra “dízimo” foi usada pela primeira vez no caso de Abraão. Mas, será que essa era quando o dízimo foi instituído? Pode ser que Deus ensinou Abraão do dizimo neste instante. Mas, pode ser que Abraão já sabia do dizimo bem antes deste instante e Deus não incluiu por escrito o assunto na Palavra de Deus antes por razões dEle (Dt. 29.29)

Usando a mesma lógica podemos perguntar: Quando e de quem Caim e Abel aprenderam a fazer o sacrifício correto? Vejamos eles fazendo o sacrifício mas não encontramos nas Escrituras ninguém ensinando-os a fazer o sacrifício. É logico que os seus pais os ensinaram o como e o porquê que deviam fazer sacrifícios. Sabemos que Deus falou ao Caim que o pecado “jaz a porta” Gn. 4.7. Para ser pecado tem que ser contra uma lei pois, o pecado é isso, ou seja, iniquidade, ou melhor, transgressão da lei (1 Jo. 3.4). Não encontramos ninguém os ensinando mas, por não o fazer corretamente foi pecado.

Desta mesma maneira pode ser que Abraão praticava e sabia do dízimo antes de praticar o dízimo para com Melquisedeque. Pode ser que o dizimo era conhecimento e prática comum. Por isso eu não digo que o dízimo foi instituído por Abraão. Bem pode ser que ele deu o dizimo por que já tinha a prática existente, antes dele e antes da lei.

Abraão deu o dízimo pelo menos uma vez ao Melquisedeque. Pode ser que ele deu mais vezes. Essa vez foi relatada para ensinar-nos que Deus tem direito ser honrado e reconhecido pelas bênçãos dadas. O dízimo reconhece o fato que tudo recebido pelo homem vem de Deus (Gn. 28.20-22). Depois da lei será que Deus ainda é digno de ser relembrado, honrado, e reconhecido pelas bênçãos dadas? Se o dízimo era da lei, e sabemos que de fato era antes dela, mas, se era dela, será que os da época da graça não teriam mais razão a regozijar pelas bênçãos recebidas de Deus e para ser generosos muito mais do que os do tempo da lei? Pensa disso.

A lei cerimonial apontava a Cristo bem como o tabernáculo apontava a Cristo e, como toda parte da lei, apontava a Cristo. O dízimo, que era antes da lei, foi usado para reconhecer a soberania de Deus sobre o homem e tudo que o homem tem (Gn. 28.20-22; Sl. 24.1). Quando Cristo veio Ele cumpriu todas as figuras e tipos que apontavam a Ele. Seguimos Ele agora usando a lei com os princípios eternos para sabemos o que Ele deseja. Sabemos que Ele quer que o Seu povo seja um povo separado em dieta, saúde, governo, e adoração. Mas o dizimo continua como uma lei pois o princípio dele é eterno. É sempre certo reconhecer o Senhor como fonte de todas as bênçãos.

No livro de Atos quando as quatro partes da lei eram mencionadas, não devemos concluir mais além que a Bíblia nos ensina. Não devemos concluir que somente essas quatro partes da lei continuaram. As quatro partes foram mencionadas porque o gentio ofendeu o judeu cristão nessas quatro áreas. O dízimo não era mencionado por não ser uma pratica que precisava atenção especial entre judeu ou gentio.

Em Mateus 23.23 Cristo não condenou o dizimo.

Devemos a Deus as primícias ainda (Rm. 13.7; Por favor leia bem 1 Co. 9.1-14).

Espero que foram edificantes esses pensamentos,

Em Cristo,

Pr Calvin

Pergunta:

10/10/2012

Pastor,sou cristão por mais de 12 anos cresci numa igreja petecostal e cerca de 3 meses comessei a ir em uma igreja batista.

Aonde diz que tenho que me batizar novamente mais a biblia não fala que a um só batismo "há um só Senhor, uma só fé, um só batismo" (Efésios 4:5)?

Meu batismo foi por imersão em um rio.

Pastor gostaria que o senhor esclarecesse minha dúvida.

RESPOSTA:

Amado,

Prazer em ter esta oportunidade lhe responder.

Como diz o versiculo citado pelo irmão "há um só Senhor, uma só fé, um só batismo" (Efésios 4:5). Disso não há duvida. Porém existem muitas fés diferentes neste mundo como há muitos senhores. Mas, a verdade é que existem uma só fé verdadeira, um só Senhor verdadeiro. Segue que haja um só batismo verdadeiro também.

O que faz um batismo ser verdadeiro não é somente se fosse pela imersão, num rio, com sinceridade, etc. A imersão é importante sim, entre outros fatores, mas não é a unica coisa que qualifica o batismo ser correto e verdadeiro.

Para ter um batismo correto e verdadeiro também é necessário a autoridade correta. Para ter a autoridade correta é necessário que a igreja que lhe batizou tenha a mesma doutrina e prática quanta aquela que Cristo começou. Jesus perguntou aos religiosos sobre o batismo de João o Batista. Era do céu ou era do homem? - Mt 21:25.

A resposta é: era do céu - Jo 1.6 “Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. “Enquanto Jesus não comissionava a igreja dEle, rejeitar este batismo de João era igual a rejeitar Deus. Então entendo que a autoridade é importante para ter um batismo correto e verdadeiro.

Essa autoridade está com Jesus depois que Ele começou o Seu ministério. Posteriormente, no fim do Seu ministério, Ele passou essa autoridade à Sua igreja local (Mt. 28.18-20). O batismo de João o Batista perdeu a sua autoridade para os novos convertidos depois que Jesus começou o Seu ministério. O ministério de João o Batista era para preparar o material que Jesus usaria para começar o Seu ministério e a Sua igreja.

Se alguém continuava a batizar conforme João batizava depois que Cristo começou o Seu ministério, aquele batismo seria sem efeito pois estava sem autoridade . Para ser um batismo correto e verdadeiro era necessário que estes 12 homens fossem batizados novamente, só que essa vez fosse com autoridade:

At. 19: 1-5 “E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali alguns discípulos,

2 Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo.

3 Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João.

4 Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo.

5 E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus.”

Se percebe? Os homens em Éfeso eram rebatizados pois o primeiro era sem autoridade correta, ou seja, administrado por uma igreja com a doutrina e prática igual àquela que Jesus Cristo organizou e comissionou.

Conforme à sua testemunha, a igreja pentecostal não é uma igreja como àquela que Jesus começou. Suponho que era por isso que o irmão deixou ela e mudou para a batista.

A igreja pentecostal não tem a doutrina e pratica da igreja que Jesus Cristo organizou e autorizou . Entre outras responsabilidades que essa igreja que Jesus Cristo organizou e comissionou é a responsabilidade de batizar.

A igreja pentecostal nenhuma tem essa autoridade pois não foi comissionada a batizar por Jesus. As igrejas pentecostais não existiram antes do ano e 1900. Jesus comissionou a igreja local dEle já no primeiro século –

Mt. 28:18-20, 18 “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.

19 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

20 Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.”

Em Cristo,

Pr Calvin

Uma Carta Resposta à pergunta: Uma Ceia Ultra-Restrita é Bíblica?

26 de Agosto de 2011

Caros Pastores, Irmãos e Colegas do Pr. Vxxxxxx Axxxxx,

Peço-lhes perdão pela demora em responder à essa carta pois tenho tido múltiplas viagens, visitas em casa, problemas de saúde, etc. Creio que agora posso colocar as correspondências em ordem.

Em abril desse ano recebi um e-mail do Pr. VXXXXX Axxxx refutando a posição que tenho sobre a Ceia do Senhor sendo ultra restrita. Por eu manter uma posição tal sobre essa ordenança ele duvida da minha salvação, taxa-me de batista mal informado, e a minha defesa das Escrituras uma perversão.

Não desejo defender a minha pessoa pois em assuntos de doutrina não importa o que uma ou outra pensa de mim, mas apenas o que O Salvador pensa. Não creio que preciso defender a bíblia pois a verdade somente necessita ser declarada e assim ela defende-se a si mesma. É com este propósito venho lhe apresentar estas palavras que seguem e oro que podemos todos ser edificados na Verdade. Se teremos comunhão verdadeira será com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo.

Faço questão enfatizar que o uso da palavra “igreja” nesse estudo é da posição “igreja local”. É pena que é necessário mencionar tal fato fundamental num estudo direcionado aos que têm a responsabilidade de instruir a Palavra de Deus aos outros. Creio que esse fato deve ser de conhecimento comum, mas não é. Dizer que a igreja é local é uma redundância como é a expressão “batismo por imersão” desde que a palavra “batismo” já vem com o significado inato de “cobrir completo, engolfar, mergulhar”. Se for batismo é imersão naturalmente. A palavra “igreja” significa “reunião, assembleia, ajuntamento, congregação, agrupamento, aglomerar”. Desde que esse ajuntamento esteja de pessoas comuns com massa corporal, tal ajuntamento por necessidade tem que significar um ajuntamento visível e local.

Se outros não são da linhagem daquele tipo de igreja que Cristo ajuntou durante o Seu ministério publico na Terra antes de Pentecostes posso imaginar o motivo que querem minimizar os que são. Não são os batistas que têm que ter vergonha por praticar as ordenanças como Cristo as instituiu e mandou o Seu ajuntamento as praticar continuamente. Os que não as praticam assim devem ser envergonhados.

Os meus comentários em vermelho seguem no corpo da carta que Pr. Vxxxxx Axxxx enviou aos irmãos e a mim.

Em Cristo Jesus pela Sua Graça.

Pr. Calvin Gardner

Eis a Carta do Pastor VA junto com as respostas minhas,

Amados, Eis abaixo, na matéria escrita pelo Pr. Calvin Gardner, o mal que faz a tradição em meio aos cristãos e, neste caso, particularmente aos batistas.

Resposta do Pr Calvin: Há tradições que devemos seguir e não deixar! Conforme Paulo ensina a igreja dos tessalonicenses devemos seguir as tradições ensinadas pelos apóstolos.

2Ts 2:15  Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.

2Ts 3:6  Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu.

Não há vergonha nenhuma seguir as tradições ensinadas pelos apóstolos, esses apóstolos que Deus primeiramente colocou na igreja (I Co. 12.28). Não há vergonha nenhuma ser batista. Se Jesus chamou João “O Batista” pela pratica e doutrina correta dele, como pode eu ter vergonha carregar esse nome bíblico! Creio que os que não carregam tal honra devem ter vergonha.

O texto bíblico é pervertido pelo autor, Pr. Calvin Gardner, para tentar embasar uma opinião e opção particular suas, a ceia restrita.

1) É verdade que Jesus instituiu a Ceia num momento privado, entre os discípulos, todos batizados, a maioria - mas nem todos! - convertidos e obedientes.

Resposta do Pr Calvin: É verdade que nem todos os discípulos, chamados apóstolos, eram convertidos ou obedientes na ocasião de Jesus instituir a Sua ceia no término da Ceia da Páscoa. Tinha um só que não era. Judas era apóstolo único não convertido pela graça de Deus e aquele que não era obediente a Cristo. Creio particularmente que ele não era presente nessa instituição da Ceia do Senhor por ter saído logo, ou seja, imediatamente depois de tomar a bocada na mão de Jesus, algo que foi feito ainda durante a ceia da páscoa. Intendo que muitos creem que ele não saiu. Se estivesse presente a sua presença ensinaria que presenciar e até tomar a Ceia do Senhor não salva ninguém. De fato tal ação condena os que indevidamente a comem (Jo. 13.25-30; I Co. 11.27-30)        

E nem podia ser um ato público e aberto, visto que Jesus celebrava a sua última páscoa. Era um momento de intimidade e despedida.

Resposta do Pr Calvin: É boa a sua observação! Jesus de fato celebrou a Sua ultima ceia da páscoa intimamente com os Seus discípulos. Somos mandados a praticar e ensinar tudo que Jesus tinha mandado (Mt. 28.20). Isso inclui o que observamos da Sua vida, das Suas ações e exemplos. O Pr. VA está instruído pela observação dele que a instituição da Ceia do Senhor era somente com os apóstolos, MEMBROS da igreja e NÃO pastores dela.

Sabemos muito da primeira ordenança, não somente da ordem dado na comissão mas juntamente pelos exemplos de Jesus. Ele andou uns dois dias para ser batizado pelo homem enviado por Deus. Nisso, Ele mostra a importância à autoridade do administrador da ordenança. Não foi o ensino verbal que testificava primeiramente dessa importância à autoridade. Foi o Seu exemplo.

Na Ceia do Senhor aprendemos alguns dos ensinos importantes pelo exemplo de Cristo também. Por Ele estar com os que Deus primeiramente colocou na igreja (I Co. 12.28), e apenas eles, podemos entender melhor o ensino de Paulo mais tarde quando repetiu varias vezes que a Ceia do Senhor é para ser observada quando a igreja (local) se ajuntar (I Co. 11.18, 20, 33, 34). Não é para festejar ou ser com dissenções, mas quando a igreja ajuntou, ou seja, quando a igreja (local) estaria reunida em amor uns com os outros, assim corretamente fazendo em memoria a morte de Jesus Cristo que deu para a sua salvação. Sim, é uma ordenança intima e solene, e importantíssima. Não deve ter participação com aquele que “diz ser irmão” mas for devasso, avarento, idolatra, maldizente, beberão, roubador. Com estes nem devemos comer. Estes que dizem ser irmãos da igreja (local), os que estão dentro, a igreja (local) tem tanto o direito quanto dever de julgar, ou seja, os membros daquele ajuntamento. Por ser tão solene, intima, sombria, e por ser a Sua mesa, há responsabilidade pesada que a igreja (local) faça como e com quem Ele exemplificou e ensinou (I Co 5.11-13).

Uma palavra sobre o fato que Jesus, e outros, ensinam pelo exemplo das suas vidas. A bíblia usa o exemplo de Deus em dar o Seu Filho para mostrar o grande amor para com os seus. O exemplo de como Jesus amou a igreja é dado como padrão para o homem amar a sua esposa. Seguindo o Seu exemplo fazemos o que é correto. Nessa mesma maneira como Jesus era junto somente com os apóstolos fieis – MEMBROS daquela primeira igreja qual Jesus era pastor – quando instituiu a Ceia do Senhor com eles, pelo Seu exemplo aprendemos, entre outras verdades, que a Ceia do Senhor deve ser somente com os membros da igreja que está a administrando.

Entretanto, em nenhum momento Jesus determinou ou sequer orientou que tal celebração ocorresse em ambiente restrito ou aberto. Nem que a participação seria restrita aos crentes em Jesus.

Resposta do Pr Calvin: A participação da Ceia do Senhor é diferente que o “ambiente”. A mesa é dEle. Ele que determinou ser uma ordenança da igreja (local). Se uma ordenança foi entregue pelo Senhor a igreja (local), com certeza é para a igreja administrar segundo a regra que Ele exemplificou e ensinou.

A igreja não é uma instituição legislativa, apenas executiva, ela deve fazer conforme aquilo que Jesus legislou. O que Paulo ensina à igreja que estava em Corinto é o que ele recebeu do Senhor (I Co. 11.23). Se um ajuntamento hoje se julgar pelas Escrituras ser um ajuntamento neotestamentário, tal ajuntamento fará conforme o que Jesus o ensinou. Ele é o Cabeça daquele ajuntamento, a igreja local é o seu Corpo (Ef. 1.22,23). Ele morreu por ela (At. 20.28). Ele pessoalmente ensinou-a pelo Seu exemplo e através de princípios que a Ceia do Senhor deve ser apenas entre os membros daquela igreja que está administrando-a.

 2) Outro perverso uso da Bíblia por parte do autor alude a At. 2.42. O texto não informa que "o partir do pão" era a Ceia. Aqueles crentes viviam comunitariamente, conforme narram os versículos seguintes. Tinham tudo em comum.

Resposta do Pr Calvin: Somente peço-lhe lembrar que “aqueles crentes” em contexto eram os mesmos que se ajuntaram pelo batismo à igreja. A igreja em Jerusalém cresceu neste dia de uns 120 para quase 3.000 (At. 1.15; 2.41). Os batizados, os agregados a igreja, perseveram na doutrina dos apóstolos ... no partir do pão ... Estes que faziam parte da igreja não eram todos “aqueles crentes” que viviam comunitariamente, mas parte deles.

O Pastor VA diz que o texto não informa que “o partir do pão” era a Ceia. Seria util se alguém o instruísse que cada vez que uma frase repete-se na bíblia não é necessária provar que aquela frase significa o mesmo que a maioria dos usos dela declara.

Poderia ser util a ele também saber que o contexto fala alto nesses casos e ajudam o aluno das Escrituras a determinar como a frase deve ser tomada. Veja no fim do estudo a lista de todas as vezes que tal frase é usada no Novo Testamento. Entenderia o porquê é mais coerente entender que o ‘partir do pão’ é a Ceia do Senhor do que uma refeição no contexto de Atos 2.37-47.    

3) Mais uma perversão, na verdade uma omissão do autor, está em 1Cor. 11, em 2 aspectos:

3.1) O primeiro é que a Ceia, muito provavelmente, ocorria em meio à Festa do Amor. Se era uma festa, certamente, havia pessoas não convertidas, amigos e familiares dos crentes. Nada mais natural.

Resposta do Pr Calvin: Se a Ceia do Senhor fosse “em meio da Festa de Amor” não seria a Ceia do Senhor como o Senhor instituiu. Por ter dissenções a “Ceia” que promoveram e pensaram que era a do Senhor, “não é para comer a Ceia do Senhor” (I Co. 11.20). A mesma instrução valeria se fosse “em meio à Festa do Amor”. Não seria a Ceia do Senhor. Esse ensino de Jesus era para a Ceia do Senhor ser solene e sombria, lembrando a Sua morte pelos pecados daqueles salvos, batizados e membros obedientes do ajuntamento (local).

Se tivesse outras pessoas não convertidas, amigos e familiares dos crentes presentes, isso não sabemos. Mesmo que tivessem essas outras pessoas, o que parece “natural” ao homem (não poderia negar a Ceia a estas), tal conclusão humana não influenciaria em nada o ensino de Jesus sobre a restrição que deseja ter quanto a observação da Sua Ceia. O ensino de Jesus ao Apóstolo Paulo era restrito aos membros como foi restrito quando instituiu a Ceia do Senhor na noite em que Ele foi traído (I Co. 11.23-25). O que é “natural” aos homens não é natural a Deus ou ao Seu Filho Jesus Cristo. Melhor o Pr. VA limitar-se aos exemplos da bíblia para ilustrar os pontos dele.

3.2) O segundo é que Paulo, inspirado pelo Espírito, ao caráter memorial da celebração, acrescentou o caráter "proclamação" - "Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes este cálice, proclamais a volta do Senhor até que volte." (v.26).

Resposta do Pr Calvin: quer dizer que antes de Paulo ensinar à igreja em Corinto sobre a Ceia do Senhor a mesma não proclamava a volta do Senhor?

Pode ser?

Creio que a segunda vinda era proclamada na Ceia do Senhor que Jesus instituiu pessoalmente. De outra maneira como entenderíamos “não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino do Meu Pai” (Mt. 26.29; Mc. 14.25; Lc. 22.18)?

Será que alguém já notou que as duas ordenanças são forte pregações do Evangelho, digo, de Cristo em toda da Sua obra de Redenção, Sua vida, Sua morte, Sua sepultamento e ressurreição, Sua Ascenção ao Pai e a volta dEle para os Seus?

Ora, a morte do Senhor somente ser proclamada se entre os presentes à celebração houver pessoas incrédulas, certamente convidadas. Logo, segundo a orientação de Paulo, o ambiente não era ou não deveria ser restrito aos crentes.

Resposta do Pr Calvin: Creio que o Evangelho pode e deve ser proclamado mesmo se tivesse apenas os membros presentes. Sem ter os visitantes incrédulos presentes nem o pastor ou o Evangelho sofrem nada por isso. Tal Evangelho o Apóstolo Paulo pregou aos salvos em Corinto e estes em capacidade de membros daquela igreja. Paulo notificou o Evangelho os IRMÃOS da igreja em Corinto. Mesmo já sendo salvos, e com Paulo sabendo disso, chamando-lhes “irmãos”, ele ainda notificou-lhes o Evangelho. Aquela mesma mensagem da morte de Jesus “por nossos pecados segundo as Escrituras”, que já tinha anunciado a estes, ele, mesmo assim, declarou a mesma ainda a eles outra vez. Paulo fez eles a conhecer o Evangelho mesmo que eles já o receberam e também estavam permanecendo (I Co. 15.1-8).

Desde que nada impede que o Evangelho seja pregado, mesmo quando somente estejam presentes os salvos, nada impede que o Evangelho esteja pregado pela Ceia do Senhor somente quando estejam presentes os salvos. Devemos lembrar que a primeira vez que a Ceia do Senhor foi observada foi somente os apóstolos presentes. Jesus não poupou de pregar o Evangelho naquela ocasião. Quando a Ceia do Senhor foi instituída por Jesus nem Ele nem o Evangelho nada sofreu.

Pode perguntar qual razão há em notificar o Evangelho aos salvos. Creio que existem muitas razões para isso, mas agora este assunto não está em pauta.

O Pastor VA usou a sua lógica para dizer que o ensino da Ceia do Senhor ser ultra restrita é uma perversão. Creio que a doutrina bíblica muitas vezes é além da lógica do homem. Todavia a lógica deve ser exercitada somente usando os fatos comprovados pelas Escrituras. A doutrina deve ser aceita pela fé, pois a Palavra de Deus é para ser discernida espiritualmente (I Co. 2.14-16; Jo. 6.63). A lógica não aceita o que a fé abraça. Melhor que o Pr. VA deixa a sua lógica ao lado e entender as Escrituras pela fé que agrada Deus.

Se eu convido alguém para vir à minha casa na hora da refeição é, no mínimo, falta de educação não permitir que o visitante convidado não participe da mesa.

Resposta do Pr Calvin: O exemplo dado pelo Pr. VA é descartado e não merece resposta pois o que este ou qualquer outro faz com o feijão da sua mesa não é base nenhuma da nossa fé nem da nossa pratica para com as ordenanças da igreja. Cristo instituiu a Sua Ceia e os fieis a Ele estão limitados a obedecer: 1) o que Ele ensinou pela Palavra dEle, 2) o exemplo dEle, e 3) o que o Espírito Santo inspirou ser escrito pelos homens santos de Deus.

É o mesmo caso da Ceia, até porque o pão e o vinho são apenas simbólicos e não trazem graça ou desgraça para quem deles toma.

Resposta do Pr Calvin: Não sei como o Pr. VA pode afirmar que “o pão e o vinho são apenas simbólicos e não trazem graça ou desgraça para quem deles toma” quando há sérias advertências – sim, CONDENAÇÃO – quando comido ou bebido erradamente (I Co. 11.29-30). Mesmo que as ordenanças não trazem graça, comer indevidamente desgraça traz!

De certo os não salvos não têm como comer ou beber a Ceia do Senhor dignamente pois como vão fazer “em memoria” a morte dAquele que eles rejeitam? Cuja morte é escândalo ou loucura para eles?

Todavia, o Pr. VA afirma contrário ao que a bíblia afirma em I Co. 11.29-30, evidentemente por não conhecer as Escrituras. Estou começando a pensar que é uma honra que aquilo que eu ensino ser taxado como perversão por ele. Creio que concordância com o que ele ensina deve ser considerada oposta (uma perversão) daquilo que a bíblia ensina.

4) Portanto, não há na Bíblia qualquer orientação ou restrição à presença e participação de pessoas não crentes na celebração da Ceia.

Resposta do Pr Calvin: Pelo ensino da Ceia do Senhor em I Cor 5 e I Co. 11 ser dirigido “à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados ...” (I Co. 1.2) não há dúvida nenhuma que podemos enfatizar que tais ensinos da Ceia do Senhor são para os santos, aos santos em Cristo Jesus, aos que são qualificados para ser membros da “igreja de Deus que está em Corinto”.

Como pode o Pr. VA não notar essa orientação? Essa clara restrição é evidente. Certamente qualquer aluno da bíblia deve manifestar-se contra a participação destes incrédulos na Ceia do Senhor! Mesmo que podem ser presentes.

O que não se pode perder de vista são os 2 aspectos que caracterizam a Ceia - Memorial e Proclamação.

Quanto à participação de não crentes, se a Bíblia nada define,

Resposta do Pr Calvin: Mas ela define bem e claramente! Ela 1) define bem que a Ceia do Senhor é uma ceia ultra restrita por ser uma ordenança da igreja (local), 2) ela define bem a prática da ceia ultra restrita pelo exemplo de Cristo quando instituiu-a, e 3) ela define a ceia ultra restrita pelo ensino do Apóstolo Paulo.

Portanto não cabe a cada grupo decidir o que Jesus já definiu.

cabe a cada grupo (igreja local) decidir. O que não vale é tentar usar a Bíblia para tentar embasar a sua opinião particular ou a tradição à qual está apegado. Isto até pode ser atitude de batista, mas não é de cristão.

Resposta do Pr Calvin: Se a tradição ou a atitude for batista é por serem embasadas nas Escrituras e portanto é Cristão. 

Recebam o meu carinho,

pr vxxxxxx axxxxx

sjcampos sp

As Sete Características Distintivas dos Batistas

Pr. Calvin Gardner

2. Ceia

A ceia também é uma ordenança da igreja, e como batismo, simbólica. Ela mostra de maneiras específicas o sacrifício de Cristo pelo pecado. A ordem bíblica é clara.

 

Cristo instituiu a ceia somente após Ele, o cabeça da igreja (Efés 5:23), ser batizado (Mateus 3:13-17; 26:26-30) e obediente, pois foi instituída no fim do Seu ministério. Os participantes da ceia, os discípulos (Mateus 26:20), também já eram batizados e obedientes. Temos também a ordem que a igreja praticou e que também era essa (Atos 2:42). Pensando bem, a Bíblia não registra nenhum caso de um descrente ou um não batizado ter tomado a ceia. 

Em resumo, o corpo de Cristo foi partido pelos Seus (I Coríntios 11:24). Os participantes da ceia são aqueles que podem ter em memória o sacrifício de Cristo. 

A ordem é clara. A salvação se dá pelo arrependimento dos pecados e a fé no Senhor Jesus Cristo. Os salvos podem e devem ser batizados biblicamente. Os batizados e obedientes à Palavra de Deus têm direito a participar da ceia como membros fieis da igreja local.

Se rejeitamos a ordem que Deus estabeleceu, rejeitamos Aquele que estabeleceu a ordem.

Conhece o arrependimento evangélico? A sua fé está no que? Já foi batizado por uma igreja igual aquela que Cristo fundou e é a cabeça? Se observássemos a ceia hoje, poderia toma-la tendo em sua memória o sacrifício de Cristo por você?

 http://solascriptura-tt.org/EclesiologiaEBatistas/index.htm

O Partir do Pão

Quando ao Novo Testamento usa a expressão “partir” com a palavra “pão” às vezes se refere a uma refeição normal e às vezes indica A Ceia do Senhor. Para um entendimento melhor todos os usos estão apresentados e classificados com um “R” (refeição) ou “O” (ordenança). Um caso é classificado com um “F” pois o uso é figurativo.

Todos os usos do Partir o Pão no Novo Testamento:

“O” Mt 26:26  E, quando comiam, Jesus tomou o pão, e abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo.

“O” Mc 14:22  E, comendo eles, tomou Jesus pão e, abençoando-o, o partiu e deu-lho, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo.

“O” Lc 22:19  E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim.

“R” Lc 24:30  E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lho deu.

“R” Lc 24:35  E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles fora conhecido no partir do pão.

“O” At 2:42  E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.

“R” At 2:46  E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,

“O” At 20:7  E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite.

“O” At 20:11  E subindo, e partindo o pão, e comendo, ainda lhes falou largamente até à alvorada; e assim partiu.

“R” At 27:35  E, havendo dito isto, tomando o pão, deu graças a Deus na presença de todos; e, partindo-o, começou a comer.

“O” 1Co 10:16  Porventura o cálice de bênção, que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo?

“F” 1Co 10:17  Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão.

Das 17 vezes que a expressão “partir o pão” é usada no Novo Testamento claramente sete delas são usadas em contexto da Ceia do Senhor.

 



Pergunta:

Bom dia Pr Calvin!Pastor gostaria de saber qual a sua posição interpretativa de Rm 8.13, e Gl 5.21. Tenho feito uma ampla pesquisa nos sites calvinistas sobre estes textos, mas não tenho visto muita clareza!Em Rm é como se a nossa salvação dependesse da nossa presevação... Em Gl. Paulo escreveu esta carta para à igreja. depois de citar uma lista de pecado, ele faz essa advertência... No aguardo, obrigado

RESPOSTA:

Amado

Muito obrigado pelo contato e pelas perguntas.

O salvo é salvo eternamente, disso não devemos ter dúvida nenhuma: Jo 6.37 Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.

Porém, nem todos que pensam que são salvos, são verdadeiramente salvos. Por causa do engano dos nossos corações, do engano nos corações dos outros, o engano de Satanás e seus ministros que parecem ser da luz, há muitos enganados. Revelar esse engano, e solucionar o problema tanto Jesus e Paulo como Pedro e João alertam todos que pensam que são salvos, a verificar, a se examinar, fazer prova da sua salvação.

Sl 26:2 Examina-me, SENHOR, e prova-me; esquadrinha os meus rins e o meu coração.

Mt 7.22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?

23 E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.

2Co 13:5 Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.

Tg 2:17 Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.

Os apóstolos ensinaram que os verdadeiros têm características que sem dúvida nenhuma manifestam tanto a si mesmos quanto aos outros que sejam verdadeiramente salvos. Rm 8.13 serve para esse. Se alguém vive segundo a carne - seja dominado pelo pecado - regozije na carne constantemente como estilo de vida - essa vai morrer e não devemos pensar que tal é salvo. Mas, se alguem vive segundo O Espírito - controlado, dominado - em submissão crescente - este vai mortificar as obras da carne - que são manifestadas pela maneira de viver, ou seja, no seu corpo - este tem marca de um verdadeiro nisso.

Paulo em Gl 5.21 diz a mesma coisa, mas não pela mesma razão. Na região de Galácia Paulo está confrontando heresias. Teve uns que ensinaram que era necessário ser circuncidados para serem salvos. Paulo ensina que as obras da carne, tais como circuncisão, nunca podem produzir a salvação verdadeira nem a santidade verdadeira. Quem dependem na carne para a salvação,de qualquer forma pequena que seja, não podem esperar ser salvos pois as obras da carne - na lista de Gl 5.21 - trazem nada para agradar a Deus. Portanto não podem estes herdar o reino dos céus. Mas, os que produzem o fruto do Espírito, sim, estes têm as características do salvo verdadeiro.

O crente verdadeiro persevera na fé por ser preservado na fé por Cristo. Essas duas posições ora mencionada uma sozinha ora outra sozinha mencionada são testemunhas claras dos verdadeiros. Sabendo disso é mais distinto o significado de versículos que dizem frases mais ou menos assim: aquele que persevera até o fim será salvo.

Espero que estes pensamentos ajudem o amado.

Em Cristo,

Pr Calvin

Pergunta:

gostaria de saber se uma igreja pode receber um membro excluido de outra igreja,com bases biblicas

RESPOSTA:

Amado,

Quando um membro é excluída de uma igreja geralmente é por causa de algo grave. Aceitando essa pessoa disciplinada em outra igreja pode dá lugar para a repetição do pecado que causa a separação anterior.

Desde que a igreja é a congregação dos santos, a assembleia onde Deus deseja ser glorificado por Jesus Cristo (Ef 3.20-21), o ajuntamento dos lavados pelo sangue de Cristo (At 20.28) convém vigiar quem é aceita como membro e como vivem os que são membros.

Desde que as duas ordenanças da igreja requerem uma testemunha de conversão (batismo - Mt 3.6-8; Ceia do Senhor - I Co 5.11) convém que haja cuidado sério diante aqueles que venham de outras igrejas, e, especialmente se venham disciplinados de uma igreja.

Creio é possível acontecer que uma pessoa esteja disciplinada por motivos políticos, pessoais, calúnia, etc. que certamente são motivos errados. Nessas condições, se o erro for averiguado, posso imaginar uma igreja aceitando uma pessoa disciplinada.

A irmandade entre igrejas da mesma fé e ordem pede consulta entre elas para a constatação de erro eclesiástico ou não antes de admitir um disciplinado como membro pelas razões e provas bíblicas já anotadas.

Em Cristo,

Pr Calvin

Pergunta:

Caro Calvin.

A Paz. Algum tempo não temos contato tudo bem, posso lhe fazer uma pergunta? Em lucas 22:35/38 praticamente no versículo 38 quando os dicípulos falaram para o Senhor que tinham duas espadas e ele respondeu Basta, o que ele quis dizer com esta palavra e o que significaria as duas espadas?

A Paz.

Rxxxxxxxx)

RESPOSTA:

Caro Rxxxxxx,

A sua pergunta me pega de surpresa, pois, mesmo contemplando a passagem e eu mesmo querendo saber o porquê, nunca procurei a razão. A sua pergunta me força a entender melhor essa passagem.

Os discípulos não eram exemplos de homens que entenderam logo o lado espiritual das obras e palavras de Cristo. Jesus Cristo já veio e Se manifestou aos discípulos, estes viram Ele, ouviram Ele, contemplaram Ele e tocaram nEle depois a Sua ressurreição, mas mesmo assim, não entenderam os propósitos dEle e perguntaram ainda sobre o reino de Deus (At. 1.6, “Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?”) Isso depois de três anos e meio de ministério publico e abundantes obras e sermões sobre o Reino de Deus.

Por serem homens de pouca fé, na hora da entrega de Jesus aos que buscaram Ele para levar-lO para ser julgado, creio que eles não pensaram do lado espiritual do assunto. Eles não procuraram o entendimento espiritual nos acontecimentos no jardim naquele momento e reagiram na carne para ‘proteger’ Cristo. Parece que eles pensaram em primeiro momento a impedir que Jesus fosse tomado. Na realidade se eles tivessem conseguidos impedir isso tudo que era necessário para Jesus Cristo ser o substituto nosso para gozarmos a salvação seria impedido também.

Jesus os ensinou repetidamente que deviam carregar a Sua cruz e seguir Ele. Como então buscaram espadas de ferro? Difícil determinar se eles acharam duas espadas suficientes ou insuficientes quando disseram que tinha duas. Mas, de qualquer jeito, eram estúpidos por não pensar do inimigo espiritual em primeira instancia (comentário de J. Calvino). Em verdade, Jesus entendeu que tinham pouca fé para entender a realidade da situação, e, para colocar um fim à conversa, disse: “Basta”. Eles não entenderam que naquela hora era a espada do Espírito que precisaram. “Eles entenderam que necessitavam uma defesa daquela hora, mas a resposta dEle revelou que Ele entendeu outra verdade” (Comentário de Jamisson, Faucet e Brown.)

O contexto revela que Jesus Cristo estava preparando os seus discípulos para uma grande mudança. Até agora, quando Jesus os enviou, o mando sem bolsa e sem espada. Mas agora, toma a bolsa e espada. A perseguição está prestes a ser mais aguda e os seus amigos que lhes acolheram, agora não vão ser tão bons amigos. Quando a Sua vida estava pronta para ser entregue, eles pensaram que literalmente precisavam espadas, tanto para eles como para Ele também. Porém, em vez de explicar ou repreender os seus discípulos, falou que estas duas bastavam (comentário de Matthew Henry).

Em Cristo,

Pr Calvin




Pergunta:

16/01/2011

Mateus 11:12 "Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, os que se esforçam se apoderam dele"

Missionário Calvin. Esse versiculo, não diz que a entrada do reino do céus é por esforço ? E também tem que se apoderam dele ?Se a salvação é sem esforço, mas como fica essa citação biblica ?Pessoas com demência leve, moderada,alta, retardadas mentais de vários niveis, pode expermentar a experiencia do novo nascimento?

Axxxx Fxxxxxxx

RESPOSTA:

Existem os que se esforcem nas suas próprias justiças, na carne, e os que se esforcem para terem as justiças de Deus, em Cristo, pela graça de Deus.

Os que se esforçam para conhecer a graça de Deus em Cristo para morrerem aos pecados (At 17.30), para buscarem o Senhor (Is 55.6-7), para clamarem pela Sua misericórdia (Pv 2.1-5), estes encontram a salvação que buscam.

Os que se esforcem para limparem-se a si mesmos pelos seus próprios atos de caridade, de religião, de moral, de ética, nunca apoderam-se do que buscam, pois esforcem apenas na carne.

Comparem estes dois de Lucas 18:

10 Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.

11 O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.

12 Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.

13 O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador!

14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.

Os dois se-esforçaram mas somente um apoderou-se do reino de Deus pois buscou pela graça de Deus as justiças que estão em Cristo.

Está em Cristo? Buscou a graça de Deus?

Pr Calvin

Pergunta:

04/01/2011

Prezado Pastor Calvin Gardner

Pessoas com demência leve, moderada,alta, retardadas mentais de vários niveis, pode expermentar a experiencia do novo nascimento?

Axxxx Fxxxxxxx

RESPOSTA:

Não sei se a Bíblia nos informa disso, por isso, não sei exatamente como responder. O que faço é pregar a todos e Deus, que conhece os corações, cuida do resto.

I Co 3.6 Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento.

7 Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.

Em Cristo,

Pr Calvin

Pergunta:

25/11/2010

Prezado Pastor Calvin Gardner

Muito obrigado pela sua atenção e paciência.Poderia me tirar mais uma dúvida?

Quando começou a Igreja de Cristo?

1)Em joão 1:37?

2) Mateus 16:18?

3)Atos 2:38?

4)Mateus 10:1-4?

Muito obrigado

Lxxxx

RESPOSTA:

Como é bom corresponder contigo!

A bíblia não dá uma data exata desse início. Todavia, desde que a palavra "igreja" dignifica 'ajuntamento, assembleia, reunião, congregação', podemos dizer que Jesus começou a Sua igreja quando Ele reuniu com Seus discípulos durante a sua peregrinação aqui na terra ANTES da Sua crucificação.. Se fosse eu forçado em escolher um versículo dos que o irmão deu para eu escolher, escolheria a referencia em Mat 10. Porque não escolhei os outros?

1)Em joão 1:37? poderia ser, mas não diz que reuniram

2)Mateus 16:18? "edificarei a minha igreja" - dizem que o verbo "edificar" está dizendo "continuarei edificando". Então, já estava edificada, antes dessa referencia.

3)Atos 2:38? - Antes de pentecostes, Jesus reuniu com os Seus, praticou as ordenanças e a disciplina, já tinha uma reunião de negócios para escolher alguém tomar o lugar de Judas, e foi comissionada ANTES do dia de Pentecostes.

4)Mateus 10:1-4? Mais provável

Em Cristo,

Pr Calvin

Pergunta:

07/05/2010

Caro Irmão Gardner

Interesso-me em ouvi-lo acerca da eleição dos salvos.

Abraço em Cristo.

Exxxxxx

RESPOSTA:

Amado Exxxxxxx, discipulo do Senhor,

Obrigado pela oportunidade lhe servir.

Na política quando há oportunidade de eleger o povo mostra uma escolha, uma preferência, uma opção do povo para com um candidato. Como a politica Deus elege pecadores para a salvação. Ele mostra uma escolha, uma preferência, uma opção dEle.

Na politica numa eleição os candidatos mostram os seus desejos positivos para serem escolhidos a uma posição, cargo ou atividade. NÃO como a politica Deus escolha quem não deseja ser salvo.

Na politica os candidatos são escolhidos pelo povo baseado em suas qualidades. Na salvação Deus escolha segundo a Sua graça e amor quem não tem qualificação positiva.

Na politica, o homem é destacado. Na salvação, Deus é glorificado.

A justiça do homem é exercitada na politica. Na salvação, a graça de Deus é manifestada.

Na politica os resultados são conhecidos somente no fim da eleição. Na salvação os resultados são por Deus conhecidos desde o começo.

Rm 9.21 Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?

Um estudo meu sobre a eleição: A Escolha de Deus na Salvação

Em Cristo,

Pr Calvin

Pergunta:

28/04/2010

Prezado,

Tomei conhecimento do SITE www.palavraprudente.com.br numa pesquisa sobre as crenças batistas e devido a isto, tomei a liberdade de enviar ao senhor perguntas sobre o movimento Batista e personalidades que marcaram o seu surgimento (ou ressurgimento) no século XVII.

O senhor pode informar alguns autores do século mencionado, que se consideravam batistas e marcaram este movimento por meio dos seus atos e idéias? Estes autores possuem obras editadas no Brasil? O senhor pode informar também, se for possível, que editora(s) publica(m) estes textos no Brasil?

Através da minha na pesquisa encontrei os nomes de algumas pessoas que tiveram, ao que parece, importância na história do movimento Batista, como John Smyth, Thomas Helwys, John Bunyan, John Clark e Roger Williams, os dois últimos parece que fundaram as primeiras igrejas batistas nos Estados Unidos no século XVII.

Posso considerá-los como aqueles que plantaram (ou replantaram) as sementes da fé batista?

Agradeço de antemão sua atenção a esta mensagem!

Atenciosamente, Mxxxxxxxxxx Cxxxxxxxx

RESPOSTA:

Amado Mxxxxxxxx

Estou contente por ser achado na internet como uma página que zela pela fé batista.

Desde que o senhor tenha interesse sério em saber a história batista quero lhe orientar um pouco na visão que temos sobre este assunto.

Creio que Jesus começou o encontro, a assembléia, o ajuntamento, a reunião, ou seja, a Sua igreja durante o Seu ministério publico em Palestina. Ele determinou a sua doutrina, prática e ordenanças. Nessa altura, ANTES do dia de Pentecostes tinha a comissão e ofícios. Tinha até uma reunião de negócios para escolher quem tomaria o lugar de Judas Iscariotes. Tudo disso antes de Pentecostes.

Esse ajuntamento, ou seja, eclessia, traduzida corretamente pela palavra "igreja", além de uma comissão com autoridade divina de ir, pregar, batizar e ensinar ela também tinha uma promessa. Essa promessa garantiu que tal agrupamento, congregação, assembléia, ou seja, igreja, sempre existiria na terra.

Por causa dessa promessa divina, é descartada qualquer conversa sobre "replantamento", "ressurgimento", reinicio, começo, instituição, fundação, etc. dessa igreja.

Esse fato é importante para aquele agrupamento, reunião, eclessia, igreja, que Cristo instituiu pois nos ensina hoje podemos identificar essa que Cristo plantou e chamou "a minha igreja" séculos atras no primeiro seculo pelas suas doutrinas e práticas.

Achando hoje esse tipo de reunião, congregação, eclessia, acha aquela com linhagem que segue de Cristo até hoje. Essa instituição tem tido outros nomes dados pelos seus inimigos pelos seculos. Nomes como "Cristões", "Waldenses,", "Anabatistas" e "batistas".

O nome "batista" pode ter uso desde o seculo XVI, mas a sua existência, doutrina, autoridade e pratica não é tao recente.

Quero que leia um livro de renome:Rasto de Sangue

Em Cristo,

Pr Calvin

PS: Além de João Bunyan, não conheço as obras em português dos autores mencionados. Porem, se leia inglês pode verificar o seguinte site: Reformed Reader.org

Pergunta:

07/02/2010

me fale como deve ser as relaçoes sexuais dentro do casamento baseadas na biblia e com citaçoes

sexo oral é pecado?

o prazer é pecado?

o que é sexo em santidade?

sexo anal é pecado?

RESPOSTA:

Grato sou pela oportunidade de lhe servir! Farei o possível com a graça que Deus me dá.

Creio que sexo no casamento tem o aval de Deus.

Hb 13.4 Venerado seja entre todos o matrimónio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará.

Creio que Deus fez o corpo humano como lhe agradou. No corpo tem varias partes que fornecem prazer: a lingua tem os sensores de doce, algo que é prazeroso; a massagem do pescoso, costas também dão prazer. Sem dúvida nenhuma o prazer em sexo é uma dádiva de Deus.

A resposta sobre o que é sexo em santidade responderá as outras perguntas sobre se é permitido formas outras de sexo.

O sexo em santidade seria um relacionamento em amor verdadeiro. Aquele amor que visa o bem do outro. A amor ágape. Se estiver interessado em servir o conjuge/a conjuge, fazer aquilo que ele/ela deseja, isso creio é sexo em santidade. É dito "em santidade" por não ser carnal, ou seja, buscando o próprio bem com toda a concupiscencia da carne. O sexo NÃO em santidade seria o sexo carnal que é somente erótico e egoistico.

Em Cristo,

Pr Calvin

Nota adicional: Creio que cada casal determinará o que é aceitável no seu leito matrimonial. Se tiver respeito um para o outro, no temor de Deus, serão orientados adequadamente.

Pergunta:

17/09/2008

Sou salvo por Jesus Cristo.Se morrer agora,onde fica minha alma até o juízo final? Outra pergunta: ...hoje estarás comigo no paraíso - disse Jesus na cruz ao malfeitor. A alma do ladrãonão aguardaria o juízo final? A RESPOSTA não abriria "brechas" para os católicos falarem em purgatório e os espíritas em aperfeiçoamento da alma? Grato por me responderem. Rxxxxxxxxx Cxxxxxx

RESPOSTA: Obrigado pelo contato e pela pergunta. Espero que a Bíblia nos edifica neste assunto.

Quando o corpo separa-se da alma, o corpo volta ao pó - Jó 10.9, “Peço-te que te lembres de que como barro me formaste e me farás voltar ao pó.”

Todavia a alma dos salvos vai à presença de Deus - 2Co 5.8, “Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor.” Isso é o que Jesus quis dizer ao ladrão na cruz que era arrependimento e crente em Jesus. A alma do ladrão foi aquele mesmo dia para a presença de Deus. Não ficou aguardando num lugar intermediário fora da presença graciosa de Deus. A alma dele não ficou se aperfeiçoando pois já foi lavada com o sangue de Jesus e, assim, já foi aperfeiçoada (Ap. 1.5; Hb. 12.23). Quer dizer, se Cristo é seu substituto, você já é um justo e o espírito já é aperfeiçoado. Verdadeiramente, os que crêem em Jesus têm a vida eterna e não entrarão em condenação nunca (Jo. 3.16; Rm. 5.1; 8.1).

A alma dos salvos fica na presença de Deus até o dia da primeira ressurreição. Naquela ocasião os corpos dos salvos são ressurrectos para serem glorificados e reunidos com a alma para voltar com Jesus, não para um juízo final, mas à terra para reinar com Ele aqui para mil anos - Ap 20.6, “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.”

Depois destes mil anos, o juízo final acontecerá. Este juízo não é para os salvos, pois as obras destes já foram julgadas em Cristo, mas o juízo final é para os não salvos. Eles serão julgados pelas suas obras pois não confiaram não obra redentora de Cristo. Estes serão lançados no lago de fogo onde estarão para sempre – Ap. 20.11-15, “E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. 12 E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. 13 E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. 14 E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. 15 E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.”

Jesus Cristo é o Salvador! Os em Cristo serão ressurrectos como Ele ressurgiu. Os em Cristo pela fé antes de morrerem serão com Ele na presença do Seu Pai pela eternidade. Os em Cristo tem uma bendita esperança mas os fora dEle somente conhecerão a ira de Deus pela eternidade (Jo. 3.36). Deus nos dá uma gloriosa e grandiosa salvação em Cristo Jesus.

Pastor Calvin

Pergunta:

30/06/2008

Caro amigo, pelo que vejo você anda um tanto quanto preocupado com o pentecostalismo e seu crecimento, não quero te desanimar, mas deixe eu lhe dizer algumas coisas sobre o pentecostalismo, vamos por partes:

1-os texto que você forneceu para combater o pentecostalismo não serve como refutação, sendo que eles fortalecem e muito o tal movimento "...porquê a promessa vos diz respeito a vós e a todos quantos estão longe".

2- se nos tivermos que prender todos esses textos ao inicio da igreja cristã juntamente com seus (fatos), então teremos que tambem limitar todo o evangelho e a salvação a nós dada por Cristo ao inicio da era cristã, perceba que é bastante complicado o seu raciocinio de dividir os fatos da era cristã em duas partes.

3- a sua interpretação sobre pentecostalismo esta totalmente equivocada, o que você citou não é pentecostalismo, pois a igreja pentecostal não se reuni para contar suas experiências milagrosas como você mesmo disse, o pentecostalismo crê em milagres, ele não se resume a milagres, isso não é a base da sustentação da igreja pentecostal, a igreja se reuni pra adorar ao Deus Todo Poderoso e prestar um culto racional a Ele, os milagres e dons é uma consequencia disso, e existe sim um sermão sistemático paltado na Palavra de Deus nos cultos.

04- o dia em que você me apresentar um versículo cabal que o pentecostalismo foi limitado aos dias da igreja primitiva, eu serei o primeiro a adotar sua doutrina anti-pentecostal, não estou aqui como seu oponente, mas como um pensador como você, quero lhe dizer que estou a sua disposição para uma tréplica.

5-felizmente seu antídoto para cessar o pentecostalismo nunca vai funcionar, o pentecostalismo superou todas as épocas dificeis da igreja, lembra? você acha que Wesley, Vingren e tantos outros não foram usados por Deus para fortalecer a igreja nos tempos difíceis da mesma, esse é um dos propositos do pentecostalismo meu irmão, fortalecer a igreja.

Um abraço, Axxxx Mxxxx Cxxx

RESPOSTA: 01/08/2008

Caro amigo, pelo que vejo você anda um tanto quanto preocupado com o pentecostalismo e seu crecimento, não quero te desanimar, mas deixe eu lhe dizer algumas coisas sobre o pentecostalismo, vamos por partes: 1-os texto que você forneceu para combater o pentecostalismo não serve como refutação, sendo que eles fortalecem e muito o tal movimento "...porquê a promessa vos diz respeito a vós e a todos quantos estão longe".

RESPOSTA do Pastor Calvin: Quando diz que a promessa diz respeito a vós e a todos quantos estão longe, deve entender que a promessa é que o Espírito Santo é para todo. A promessa não diz que os sinais são para todos.

I Cor. 12.23-30 "E os que reputamos serem menos honrosos no corpo, a esses honramos muito mais; e aos que em nós são menos decorosos damos muito mais honra.

24 Porque os que em nós são mais nobres não têm necessidade disso, mas Deus assim formou o corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta dela;

25 Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros.

26 De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele.

27 ¶ Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular.

28 E a uns pós Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.

29 Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos doutores? são todos operadores de milagres?

30 Têm todos o dom de curar? falam todos diversas línguas? interpretam todos?"

2- se nos tivermos que prender todos esses textos ao inicio da igreja cristã juntamente com seus (fatos), então teremos que tambem limitar todo o evangelho e a salvação a nós dada por Cristo ao inicio da era cristã, perceba que é bastante complicado o seu raciocinio de dividir os fatos da era cristã em duas partes.

RESPOSTA do Pastor Calvin: Os sinais do dia de Pentecostes vieram para confirmar que tais servos eram de Deus. Podemos deixar para trás os sinais e ainda aplicar os fatos a nossa vida. Por exemplo, houve sinais na entrega da Lei de Moisés. Os sinais não repetiram, mas a Lei continua em efeito até hoje. Cristo foi provado que é de Deus pelos milagres, sinais, etc. Somos salvos pela fé na Sua obra. Não é necessário repetir os milagres e sinais que provaram que Ele é de Deus. Separando os sinais dos fatos que Ele fez não faz dano nenhuma à Bíblia, à historia, ou à fé.

3- a sua interpretação sobre pentecostalismo esta totalmente equivocada, o que você citou não é pentecostalismo, pois a igreja pentecostal não se reuni para contar suas experiências milagrosas como você mesmo disse, o pentecostalismo crê em milagres, ele não se resume a milagres, isso não é a base da sustentação da igreja pentecostal, a igreja se reuni pra adorar ao Deus Todo Poderoso e prestar um culto racional a Ele, os milagres e dons é uma consequencia disso, e existe sim um sermão sistemático paltado na Palavra de Deus nos cultos.

RESPOSTA do Pastor Calvin: Eu estranho ouvir da sua afirmação que a igreja pentecostal não se reuni para contar suas experiências milagrosas. Tenho ficado tedioso em ouvir dos cultos pentecostais dos próprios pentecostais cheios de explicações das experiências milagrosas na igreja.

Quando o senhor afirma "a igreja se reuni pra adorar ao Deus Todo Poderoso e prestar um culto racional a Ele", eu pergunto: Como pode ser racional quando nem sabe o que está sendo dito pelas línguas estranhas?

O senhor afirma "os milagres e dons são uma conseqüência" do culto racional. A conseqüência da adoração não deve ser milagres e dons, mas: Deus agradado pela obediência da Tua Palavra (Jo. 4.24), crescimento na fé, santificação (Jo. 17.17); exortação, correção (II Tm. 3.16,17); salvação (Rm. 1.16).

04- o dia em que você me apresentar um versículo cabal que o pentecostalismo foi limitado aos dias da igreja primitiva, eu serei o primeiro a adotar sua doutrina anti-pentecostal, não estou aqui como seu oponente, mas como um pensador como você, quero lhe dizer que estou a sua disposição para uma tréplica.

RESPOSTA do Pastor Calvin: Repito: A verdade de Cristo que foi confirmada pelos apóstolos através dos sinais continua. Os sinais que Deus usou para confirmar a Palavra não continua, pois não são necessárias (Hb. 1.1; 2.1-4).

Quando a igreja era na sua fase de formação, tinha características únicas daquela epoca. Sendo crescida não é necessário mais as coisas da Sua formação. Para avançar, é necessário deixar as coisas que acabaram (I Co. 13.11)

5-felizmente seu antídoto para cessar o pentecostalismo nunca vai funcionar, o pentecostalismo superou todas as épocas dificeis da igreja, lembra? você acha que Wesley, Vingren e tantos outros não foram usados por Deus para fortalecer a igreja nos tempos difíceis da mesma, esse é um dos propositos do pentecostalismo meu irmão, fortalecer a igreja.

RESPOSTA do Pastor Calvin: Não creio que a divisão fortalece a igreja, mas sim que a verdade de Cristo fortalece a igreja. Estas pessoas citadas saíram por não serem da verdade (I Jo. 2.19).

Cristo é o Espirito da profecia (Ap. 19.10); o rolo do Livro fala dEle (Sl. 40.7; Hb. 10.7). Não é necessário dons dos apóstolos para pregar Cristo hoje. É necessário a obra do Espírito Santo sim, mas essa obra é feita pela Palavra de Deus, não pelos dons extra-ordinários. A confirmação da obra do Espírito Santo é uma nova criatura, frutos dignos de arrependimento, não qualquer don extra-ordinário.

Aquilo que engrandece o homem não provém da verdade. Os dons extraordinários hoje incham , fazendo-se soberbos, fazendo um ter algo para gabar sobre um que não tem. Os dons extra-ordinários da era apostólica nunca fizeram qualquer Cristão mais espiritual do que outro.

Não pode pregar melhor do que pregar Cristo. Quando prega dons, o homem é exaltado. Isto é uma observação pessoal e foi o erro do Simão o Mago.

Um abraço, Axxx Mxxxx Cxxxxx

Pelo convite do Pastor Calvin, Um amado ex-pentecostal deu as suas observações desta carta citada acima:

Aqui segue umas observações sobre a sua posição por alguém que saiu de Pentecostalismo depois de 30 anos.

1). O que o irmão citou sobre o Pentecostalismo realmente não é tudo. Porque o que acontece lá dentro é muito, muito pior. Eu (Nxxxxxxx) estive mais de trinta (30) anos dentro daquele movimento. Vi quase tudo o que ocorre lá dentro. É de arrepiar. Hoje, depois que o bom Deus abriu os meus olhos, vejo o quanto eu estava enganado. Sair do Pentecostalismo, para mim, foi uma das maiores bênçãos da minha vida. Nesses anos todos em que estive lá dentro a única coisa boa que posso falar de lá é que há forte motivação e entusiasmo para fazer as coisas. Os pentecostais são muito dedicados. Mas, diga-se de passagem, os Mórmons, Testemunhas de Jeová e Maometanos também o são. Muitos dos pentecostais também são muito sinceros e realmente querem agradar a Deus, mas estão cegos. Têm um zelo sem entendimento (Rom. 10.2).

2). Eu comecei a conhecer o Evangelho numa igreja pentecostal. Eles não davam ênfase na leitura da Bíblia, mas eu queria conhecer a Palavra de Deus. Fui ensinado que os demais crentes, evangélicos não tinham o Espírito Santo. Também fui ensinado que os pastores são ungidos de Deus, quase infalíveis. Ninguém podia julgar o que diziam. Ai daquele que tocasse o 'ungido de Deus'. Seria amaldiçoado. Aliás, amaldiçoar as pessoas que discordam deles é uma prática comum no meio pentecostal. Eu mesmo fui 'vítima' dessa 'maldição' algumas vezes. Dois líderes que mais considerava me 'amaldiçoaram'.

3). Línguas estranhas. Aqui foi onde tudo começou. O movimento pentecostal começou com a chamada 'segunda bênção', que tinha como sinal ou evidência o 'falar em línguas'. Todos ali são quase que obrigados a falar em 'línguas'. Durante todo esse tempo que estive ali eu nunca ouvi uma língua estrangeira ou um dialeto. O que ouvia eram algaravias, sons incompreensíveis que não diziam nada e que cada um interpreta como quer. As 'profecias' eram sempre em torno que coisa óbvias, ou coisas que ninguém podia provar, e até bobagens como 'profecias' sobre a vida dos outros, relacionamentos, vestimentas, etc. As 'revelações' nunca podiam ser comprovadas. Se era sobre alguma enfermidade, geralmente nem a própria pessoa tinha conhecimento da enfermidade. Assim por diante.

4). Mais tarde alguns setores do movimento pentecostal não enfatizavam tanto a necessidade de falar em 'línguas', mas o ensino sobre uma 'segunda benção', uma experiência após a conversão, continuou sendo ensinado. Essa 'segunda benção', não é de graça ou por graça. Você tem que 'pagar o preço'. Oração, jejuns, santificação, busca, busca e mais busca. E mesmo assim, nem todos a recebiam. Eu ficava desesperado. Achava que não era crente. Pensava que Deus não me amava. Após anos de angustiante luta pela 'benção' que nunca vinha, fui ensinado a tentar emitir alguns sons com a boca. Qualquer coisa servia – glo-glo-glo-glo... umama-umama-umama... alabas-alabas-alabas... ripalá...balalá... etc. De repente você está 'falando em outras línguas'. Quando não lhe vem nada a mente você fica observando como os outros falam e você os imita. Quem está fora do movimento vê o absurdo, mas quem está lá dentro acha aquilo normal. Fui ensinado a não pensar mas apenas sentir. Se alguém não consegue 'falar em línguas' é porque tal pessoa é muito racional. "Não pense" diziam "apenas flua, deixe o espírito fluir". É verdade que há também os que 'fluíram' a coisa sem muito esforço, mas a maioria pena para consegui-lo.

5). Depois que você 'aprendeu' a balbuciar as algaravias, você fica dependente delas e não consegue mais orar sem que aquela coisa lhe encha a mente. É maligno! Todos que 'oram em línguas' (algaravias) precisam de libertação. Precisam desaprender aquilo que aprenderam. As algaravias atrapalham você de orar, porque a oração deve ser pensada e quando você pronuncia as tais algaravias não precisa pensar em nada, ou pior pode pensar em qualquer coisa, menos no que está falando. É ridículo!

6). Quando numa reunião todos começam a dançar e falar algaravias, uma 'alegria' geral toma conta do ambiente e vira uma 'farra'. Um solta gargalhadas, outro cai ao chão, outro pula, treme, etc... Claro que isso não acontece em todas as reuniões. Mas acontece demais por lá. Os pentecostais são ávidos por 'novidades', e não pelas "antigas veredas" (Jer. 6.16).

7). Espiritualidade de fato, nunca vi ali dentro. Vi, isso sim, muita carnalidade. As pessoas 'falavam línguas' mas mentiam, roubavam, adulteravam, brigavam, agiam com brutalidade, faziam negócios escusos, enganavam os irmãos, eram insensíveis, deselegantes, etc. Isso tudo eu vi, e não uma só vez, mais muitas vezes. Eu poderia falar indefinidamente, por horas. De modo que o tal 'enchimento' do Espírito não adiantava nada.

8). O que fez sair de lá? Primeiro é Deus quem nos abre os olhos. É exatamente como na conversão ou como para alguém sair de uma seita. Só Deus. Mas por outro lado, vários fatores me motivaram a sair daquele movimento. Primeiro eu via que, embora nos dissessem que conosco acontecia exatamente igual como no primeiro século da Igreja, eu nunca vi, nem as línguas, nem os sinais apostólicos, nem as maravilhas que aconteceram no primeiro século. Em mais de 30 anos eu nunca vi algo que realmente me reportasse aos tempos apostólicos. Nunca. Nada. A falsificação é bem ruim. Havia uma preocupação dos pastores com o 'falso', isto é, crê-se que muito do que acontece no meio pentecostal é falso, mas que existe o verdadeiro. Mas enquanto se está atrás do suposto 'verdadeiro' todos acabam envolvendo-se com o falso.

9). Eu via que na Bíblia era muito diferente. E ficava deprimido por não ver acontecendo aquilo em nosso meio. Claro, nem podia ser diferente, pois a época dos milagres apostólicos já passou. Os apóstolos passaram. Os sinais dados por Deus para autenticar a mensagem apostólica também ficaram no passado. Demorei para entender isso, mas entendi a tempo. Li muitos livros antigos, dos homens sérios do passado. Então vi que algo estava errado. Ou com eles ou conosco.

10). Eu aprendi a observar a história da Igreja. Temos muito a aprender com a história. A Igreja de Cristo existiu na terra por 1900 anos sem o movimento pentecostal. Irmãos e irmãs, enfrentaram Roma, os Césares, os Papas; encararam as feras, as arenas, as fogueiras, escreveram livros que nos abençoam até hoje, e tudo isso fizeram 'sem o Espírito'??? Será que aqueles irmãos não foram cheios do Espírito??? Segundo os pentecostais, só eles têm o Espírito e essa bênção foi 'descoberta' só pelo final do século XIX e século XX. Teria Deus deixado Sua Igreja na terra por 19 séculos sem uma bênção tão especial e necessária??? E se aqueles irmãos do passado não tinham essa bênção, como conseguiram enfrentar o que enfrentaram? Vencer e trazer a 'chama do Evangelho' até nossa geração? E mais, se eles não receberam o Espírito Santo porque não buscaram, então eles cometeram um grande erro. O fato é que eles foram muito diferentes dos crentes das últimas gerações. Então ou eles erraram lá ou nós erramos cá. Os dois grupos não podem estar certos. Um dos dois está errado. E eu prefiro crer os irmãos (remanescentes) daqueles 19 séculos estavam certos, e os pentecostais estão errados.

11). Há alguns anos fizemos um estudo sobre os efeitos do movimento pentecostal sobre a Igreja, seus principais expoentes, e vimos que esse movimento dividiu, criou inimizades, e seus principais lideres se envolveram com falsos ensinos, heresias, escândalos morais, crimes, etc. Por esse estudo eu vi onde desembocou esse movimento. Toda heresia, toda irreverência, toda adulteração nos cultos, todo mundanismo dentro das igrejas, todo comércio vergonhoso do evangelho que vemos hoje, tudo isso teve sua origem no movimento pentecostal. Se não tudo, pelo menos 99%. Disso estou certo. Outra coisa que chamou-me a atenção foi que todos os livros profundos sobre teologia, comentários bíblicos, etc, foram escritos por não-pentecostais. Dos escritores e teólogos pentecostais só li coisas superficiais e de pouca utilidade.

12). A experiência (negativa) também ajudou bastante em minha decisão de abandonar o pentecostalismo. Eu havia sido ensinado a não aceitar nenhuma doença. Contudo eu tenho enxaqueca e nunca fui curado. Deus tem orientado o tratamento e hoje estou muito melhor. Deus me ensinou que ninguém tem o dom de curar hoje. Ele cura, quando assim deseja, mas se não, Ele irá sustentar nossa vida com Sua graça. E esse é o melhor para nós. Contudo, vi pessoas declarando que estavam saudáveis, confessando que não estavam doentes, que não aceitavam nem mesmo o diagnóstico médico, as vi morrerem doentes e 'brigando' com Deus e revoltadas com Ele. Minha esposa é médica. Ela me conta que atende inúmeras pessoas evangélicas, principalmente das igrejas pentecostais, que estão doentes, deprimidas, agitadas, perturbadas emocionalmente, desequilibradas. Muitas dessas pessoas são líderes em suas igrejas (pastores, presbíteros, líderes de célula, líderes coral, integrantes de bandas, etc. Hoje eu sei que o pentecostalismo faz muito mal à saúde das pessoas.

13). Se você falar com um pentecostal, talvez ele aceite que existe muita coisa falsa por lá – línguas falsas, curas falsas, revelações falsas – mas ele continua crendo que existe o verdadeiro. Agora, eu nunca vi nada ali que fosse digno de ser testemunhado. De fato, tenho é muita vergonha do meu tempo no pentecostalismo. Mas creio que o Deus Soberano usa todas as coisa para nos ensinar.

14). Outra observação que me fez aborrecer o pentecostalismo foi quando comprovei que não éramos os únicos que 'falávamos em línguas' (algaravias), mas que isso era também 'privilégio' dos Católicos Carismáticos, adoradores da 'Virgem Maria' (ou melhor, da Deusa-Mãe), também dos Espíritas, invocadores de estranhas entidades, e também dos Mórmons que seguem o falso profeta Joseph Smith e seu 'anjo' Moroni, e que até os Hindus e Maometanos 'falam línguas' (algaravias). Quando vi que os pentecostais estavam na mesma categoria dessas seitas, isso me enjoou. E não apenas eles manifestam as 'algaravias', mas também fazem 'curas e milagres' muito parecidos com os curandeiros pentecostais.

15). O crescimento espantoso do movimento pentecostal também me 'incucou'. O Senhor Jesus disse que a porta é estreita e o caminho apertado e são poucos os que acertam-nos. Então, multidões não entram pela porta estreita e sim pela larga. Elas não andam no caminho restrito e sim no espaçoso e liberal. Quando os pentecostais proclamam que estamos vivendo um grande avivamento, caem num ridículo porque nunca tivemos uma geração de crentes 'incrédulos', desobedientes, mundanos, imorais. Políticos evangélicos são corruptos, cantores gospel são verdadeiros mercadores, pastores, ou bispos, bispas, apóstolos e apóstolas são 'trambiqueiros'. Nunca se barateou tanto a mensagem do evangelho, nunca se vulgarizou tanto a mensagem da cruz do Calvário, nunca as coisas estiveram tão vergonhosas. Avivamento? Onde? O que vemos, isto sim, é um 'reavivamento' do paganismo, do espiritualismo, do misticismo, da fé metafísica. Mas não um avivamento da Igreja de Cristo. Ainda não.

16). Quem está fora do pentecostalismo percebe que eles dão uma ênfase no Espírito Santo em detrimento de Jesus Cristo. Mas o que ocorre é pior que isso. Nem mesmo o Espírito Santo recebe qualquer honra ali. Quando eles enfatizam o Espírito Santo é só por causa do Seu poder. Tudo o que querem é o poder do Espírito para fazerem maravilhas. Então, de fato, nem mesmo é a Pessoa do Espírito que enfatizam, mas o poder dele. E não querem o poder do Espírito para serem bons esposos, bons pais, bons cidadãos, bons políticos, bons ministros de Cristo, mas querem ser 'poderosos' para serem adorados como pequenos deuses. É só por isso que falam muito no Espírito Santo.

17). Li sobre os 'antídotos' que vocês sugeriram para resguardar as igrejas sadias (batistas) do veneno do pentecostalismo. Achei-os bons, mas temos que ser absolutamente radicais. Não podemos ceder nem num milímetro. Se abrirmos um milímetro o mal entra e aí não há limites. Vejo que muitos batistas e outros crentes históricos pensam que a coisa não é tão grave. Digo que é muito pior do que se pode imaginar. Por isso precisamos nos humilhar debaixo das mãos de Deus e lhe pedir misericórdia.

Nxxxxxxxx Nxxxxxxxx
Em Cristo,
Pr Calvin



Pergunta: "Em Gênesis 6:6 a Bíblia diz que Deus se arrependeu de ter feito o homem e em Números 23:19 diz que Deus não é filho do Homem para que se arrependa.Outros textos falam acerca de arrependimento da parte de Deus em outras situações.Gostaria de saber qual é a tradução do texto de Gênesis 6:6 no hebraico ou original pois as traduções mais comuns dizem que Deus se arrependeu e nós sabemos que isso não é possível."

RESPOSTA: Quando a Bíblia diz que Deus se arrependeu em Gn 6.6, a tradução da Bíblia não está sendo defeituosa pois a mesma palavra hebraica está usada para Gn 6.6 e Nm 23.19.
 Porém, o modo de falar está diferente em Gn 6.6 do que em Nm 23.19.
 É verdade que Gênesis 6.6 parece ser em contraste com Números 23.19. Sim, parece ser em oposição, ou uma contradição. A liberdade de Deus parece estar em colisão com a Sua imutabilidade. Porém, o homem é um ser finito e ele vive com uma limitação tremenda que faz que ele não conheça tudo nem entender tudo que Deus explica a ele. Deus é Espírito e tem personalidade e características de liberdade e santidade e essa passagem de Gênesis 6.6 tem o propósito de contrastar a liberdade da mente eterna de Deus com a simplicidade e limitação aguda do homem. Essa passagem de Gênesis 6.6 também representa procedimentos de Deus numa linguagem similar daquela que o homem usa, não para estabelecer uma contradição mas para ajudar o homem entender a visão de Deus diante o pecado do homem. O pecado causa tristeza tremenda no Deus Santo.
 Devemos também entender que a linguagem do homem é limitada em expressar tudo de Deus e nesse caso Deus está usando frases simples que o homem pode entender para poder perceber um pouco da atitude de Deus diante o pecado do homem.
 A liberdade de Deus em agir não está em conflito com os Seus atributos divinos de imutabilidade. A passagem parece entrar em contradição com Números 23.19. Todavia, é a limitação da mente do homem que é o problema. Se Deus expressasse os Seus pensamentos na Sua totalidade não poderíamos entender nem um pouco.
Em Cristo,
Pr Calvin



Pergunta: No apocalipes tem alguma parte que diz sobre a eleição dos crentes?

RESPOSTA: Será que os 144.000 judeus é pela eleição? Ap 7
Vê também Ap 17:14 ¶ Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis.
Abraços,
Pr Calvin



Pergunta: Querido irmão Calvin, Graça e Paz.
Tenho lido vários assuntos em seu site, o qual é muito rico e edificante. Sou aquele ex-pentecostal (graças ao bom Deus). Fiquei mais de trinta anos no Pentecostalismo. Estou aprendendo muitas coisas e "desaprendendo" muitas outras.
   Li em seu site sobre o Batismo com o Espírito Santo. Hoje eu sei que recebemos o Espírito Santo quando cremos em Cristo e somos regenerados. Sei que não há tal coisa como a "Segunda Benção". A salvação que Cristo nos dá é completa. Mas fiquei com dúvida quando li em seu site:
["Reza a escritura: Num Espírito fomos todos batizados num corpo. Sustentam alguns que esta passagem se refere ao batismo no Espírito Santo. Não há fundamento escrituristico para tal noção. Não há na escritura indicio algum que cada crente receba o batismo do Espírito na ou depois da regeneração. Isto é uma presunção pura e simples.
  Esta passagem dignifica que estar no ou sob o poder do Espírito Santo fomos todos trazidos pelo Senhor ao batismo e assim fomos feitos membros de seu corpo, a igreja local. Assim o batismo é a porta cerimonial para a Igreja"
],

Então é errado eu dizer que somos Batizados com o Espírito Santo" quando Ele vem a nós para nos regenerar? É errado dizer que algum dia fomos batizados com o Espírito Santo? Desculpe-me incomodá-lo. Se não puder responder não tem problema. Continuarei lendo seus estudos e aprendendo. Grande abraço.

RESPOSTA: Amado, Grato sou pelo seu contato! É bom receber as suas noticias.
Sendo um ex-pentecostal, o podia ajudar-me na formação de RESPOSTAs às perguntas e afirmações de um pentecostal?

  É verdade que pelo Espírito Santo somos regenerados, e trazidos a sermos batizados e feitos a reunir com os da fé na igreja. Se há um só batismo, e esse é batismo seja pela água, não há espaço para ter outro batismo, mesmo que seja do Espírito Santo. Usar a terminologia "batizado pelo Espírito Santo" para referir-nos à regeneração, não é linguagem das Escrituras. O Espírito Santo é operante na regeneração, mas não creio que esteja determinado como um batismo. Somos salvos, regenerados, guiados, confortados, etc. pelo Espírito Santo mas somos agregados à igreja pelo batismo na água.
  Creio que gera confusão usar a frase "batizados com o Espírito Santo" para referir à regeneração. O batismo com ou do Espírito Santo refere-se a uma outra coisa nas Escrituras. Desde que a manifestação extra-ordinária do Espírito Santo aos quatro grupos distintos (Judeus em Jerusalém, Gentios, Judeus místicos e os longes de Jerusalém) é caracterizada no Novo Testamento como batismo com o Espírito Santo, uma manifestação que cumpriu a profecia de Joel, não convém usar a frase "batizado com o Espírito Santo" para indicar qualquer ação de Deus pelo Espírito Santo nas nossas vidas hoje.
  Pode usar a frase "batizado com o Espírito Santo" hoje se deseja apontar ao fato que fomos incluídos em um dos quatro grupos mencionados acima quando Deus manifestou visivelmente com o Espírito Santo que a Sua salvação foi para todos os povos.
  Creio que há uma prova histórica que a regeneração não deve ser estipulada como "batismo com o Espírito Santo" pois o uso de tal termo em conexão à regeneração é relativamente recente e não usado pelos séculos logo depois o término do Novo Testamento até o século XVIII.
  Se continuar a dúvida, estou à sua disposição para dar maiores esclarecimentos.
Em Cristo pela Graça,
Pastor Calvin


Pergunta: Amado, por favor, eu necessito de dois estudos:
Um sobre tatuagem - porque não fazer e outro sobre brincos, piercings - porque não fazer.
Vieram me perguntar sobre estes temas, sei que não se pode fazer marcas no corpo, ele é templo do Espirito Santo!
Mas preciso de algumas referencias Biblicas para desbancar essa ideia de meus amados irmãos, e o outro estudo sobre brincos e piercings é porque um irmaozinho que anda desviado.
O pastor por acaso teria alguma coisa??
Desde ja agredecido.

RESPOSTA: Não tenho estudo ou esboço sobre os assuntos pedidos. Todavia, o que eu achei numa pesquisa rápida foi isso:
Na Bíblia temos casos as mulheres usando brincos – Gên. 24
Na Bíblia temos casos de filhos usando brincos, filhos rebeldes contra Deus por sinal – Gên. 32:2
Na Bíblia temos casos de pagãos usando brincos – Juízes 8:24
Na Bíblia temos o caso de Deus, para corrigir o seu povo, tirar os brincos e outros ornamentos, provavelmente usados em adoração falsa – Isaías 3:18-26; veja também Oséias 2:13
Tatuagem é similar ao que foi proibido pela lei – Lev 19:28; 21:5; Deut 14:1. Nota a razão que não: “Eu sou o SENHOR” Tatuagem mostra uma adoração ao corpo, amigos, etc. e não à Deus Quem deve receber toda a glória: Romanos 11:36; I Cor. 1:31; 10:31, “Portanto, quer comais ou bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.”
Veja quem faziam marcas na sua carne: I Reis 18:28; Marcos 5:5; Apoc 13:16,17; 14:9
Na Bíblia temos o Senhor Deus colocando um anzol no nariz e um freio nos lábios dos rebeldes e desobedientes – II Reis 19:28; Isaías 37:29. Pode ser uma linguagem figurativo ou pode ser literal. Em qualquer caso não é algo que deve ser procurado pelos tementes a Deus. Um anzol no nariz é indicação de humilhação.
Na Bíblia temos vejamos jóias do nariz que foram tirados dos rebeldes – Isaías 3:21
O ornamento que Deus quer das suas mulheres é um espírito manso e quieto, da manifestação do homem do coração – I Pedro 3:3-6. Os homens podem fazer muito melhor do que disso?

Cristo é o exemplo dos homens em tudo. Ele usou brinco? Piercings como adorno? No caso de Cristo, o piercing dEle foi honroso?
Espero que isso ajuda um pouco
Abraços, Pastor Calvin


Pergunta: Meus irmãos creio na segurança da salvação, mas gostaria de saber o sentido da expressão do Ap. Paulo na ceia do Senhor que diz que aquele que participa indignamente come e bebe para a sua própria condenação. O que ele quis afirmar com esta expressão.

RESPOSTA: Muito obrigado pelo contato. Estamos felizes em saber que os estudos no site podem ser de uma ajuda.
Quando temos uma dúvida de uma passagem, e há muitas que venham a surgir, uma prática importante é lembrar-se das doutrinas fundamentais da Palavra de Deus. As doutrinas fundamentais da Palavra de Deus são como Deus: imutáveis. Por exemplo, se é estabelecido que a salvação é segura e uma outra passagem usa uma expressão que pode ser interpretada contra essa doutrina da segurança da salvação, devemos procurar um entendimento maior sobre a passagem em questão.
Esse entendimento maior, eu creio, é assim: Mesmo que a salvação do santo é segura, o santo ainda é responsável pelas suas ações na carne. Por exemplo: Jonas foi condenado por tentar fugir do Senhor, Davi foi condenado por adultério, Pedro por negar o Senhor, Abraão por mentir, etc. Essa condenações não foram na eternidade mas no seu atual tempo no mundo.
Assim, os irmãos em Corinto, que indignamente tomaram a ceia colocaram-se prestes para receber a condenação do castigo em vida, algo que Heb 12:5-11 nos explica.

Espero que esses pensamentos ajudam o amado a entender a passagem. Estes dias colocamos um estudo sobre O PECADO NA VIDA DO CRENTE que espero que seja uma ajuda nesse respeito.
Abraços fraternais,
Pr. Calvin


Pergunta:Gostaria de receber maiores informações sobre Os Livros Apócrifos.

RESPOSTA:  Os livros Apócrifos são uma coleção de lendas, contos, e relatórios históricos judaicos não considerados inspirados por Jesus, apóstolos ou os primeiros pastores da igreja primitiva. Foram escritos entre 250 a. C. e os primeiros séculos da era Cristã. Jesus nem os apóstolos sequer mencionaram como inspirados qualquer um dos livros Apócrifos durante os seus ministérios ou pelos seus escritos. Contrariamente, os outros livros do Velho Testamento não apócrifos foram todos citados como inspirados por Jesus e/ou os apóstolos. Os historiadores antigos, Philo e Josephus, mesmo conhecendo os Livros Apócrifos, nunca citaram eles como sendo inspirados. Nisso estão em concordância todos os pais da igreja, os primeiros pastores da igreja primitiva. Não há nada nova ensinada a nós pelos Livros Apócrifos, e, por tal falta, não convém ser incluídos com o que é proveitoso (Romanos 15:4; II Tim 3:16,17). Somente a igreja Católica Romana considera-os inspirados.
 Os pais da igreja: Melito de Sardis, Cyril de Jerusalém e Jerome mostram uma distinção entre os escritos Hebraicos inspirados e os Livros Apócrifos.
 Somente com o Concilio da Trent (1546 d. C.) foram incluídos os livros Apócrifos: Tobit, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiasticus, Baruque (que inclui a carta de Jeremias), I e II Macabeues, mais adições aos livros de Ester, Daniel (por exemplo: Susanna, Cântico dos Três Mancebos, e Bel e o Dragão).
Espero que isso lhe ajude,
Pastor Calvin


Pergunta: Confesso que eu fiquei perturbada com a sua posição sobre o ministerio das mulheres. Então quer dizer que o senhor é totalmente contra o pastorado das mulheres? O senhor é da Convenção Batista? Ou é independente? Me esclareça: a Convenção Batista é favor, não é? Eu sei que às vezes, alguma igreja assume uma posição que não é a posição da denominação em si. Talvez seja isso que aconteceu.
Pr. Calvin, estou também com uma dúvida. Pelo senhor acreditar na Predestinação, o senhor acha certo fazer apelo no culto? Apelo sem o lado humano forçar a decisão? As igrejas presbiterianas mais radicais não fazem. Todas as Batistas aqui de Natal, mesmo com seus pastores Calvinistas, também, fazem apelo.

RESPOSTA: Sim, eu sou Batista independente e não vejo nenhuma indicação de mulheres no pastoreado na Palavra de Deus. A irmã vê? Pode me ajudar a ver a sua opinião pelo lado bíblico? Não estou a par da posição oficial da Convenção neste assunto. Não ficarei surpreso se ela apoiaria o pastoreado das mulheres.
Creio sim na predestinação, mas isso não quer dizer que creio que Deus efetua o Seu decreto eterno sem o emprego de meios, tanto espirituais quanto humanos. Eu creio que Deus use meios para fazer a Sua vontade. Penso eu que a Palavra de Deus é claríssima em enfatizar o princípio de Romanos 10:14, “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de que não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?”. Verdadeiramente, com o ponto de visto dos meios que Deus emprega, “... se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto.” (II Cor. 4:3).
 Dizem meus colegas que o Evangelho é um apelo e eles usam as passagens de Mat. 11:28-30; Isaías 55:1-5 e Apoc. 21:17 como prova disso. Podem ser corretos, mas prefiro encarar essas passagens como mandamentos que mostram a responsabilidade dos homens a arrepender e crer em Cristo Jesus. O próprio Atos 17:30 usa até o imperativo nesse assunto. Creio que o Evangelho é um mandamento ao todo homem pecador a se arrepender e crer em Cristo o Salvador. Não vejo como um convite mas o soberano Deus mandando o rebelde homem pecador a vir a Ele por Jesus Cristo.
 Creio também, por falta de provas bíblicos, que um apelo no fim do culto, para qualquer razão, é extra-bíblico. Usualmente os apelos são usados para manifestações de fé. Creio eu que o batismo serve para manifestar a fé e portanto, no fim da minha pregações, que já chamaram os pecadores à obediência ao Evangelho, informo a necessidade de todos que creiam em Cristo a submeterem-se ao batismo neotestamentário. Com estes procuro um estudo da Bíblia nos lares sobre o assunto para que não tenham dúvidas do que estão fazendo. Depois da pregação temos um hino, e depois falo com a congregação pedindo qualquer a nos procurar por qualquer razão. Coloco-me na porta para receber todos. Assim fazemos mas não por isso condenamos ninguém que usa apelos a não ser os que declaradamente são para manipular os ouvintes à uma ação qualquer.
 Espero que esses pensamentos da Palavra de Deus têm sido úteis no seu crescimento na graça e no conhecimento de Cristo Jesus.
Nele,
Pr. Calvin


Pergunta:Se existe um capítulo na Bíblia do qual eu tenho muitas dúvidas, é sem dúvida Levítico 15. As leis desse capítulo ainda valem para os dias de hoje? Por que tudo o que o sêmem tocava era considerado impuro? Essa regra ainda vale nos dias de hoje? O que há de errado com o sêmem? E, hoje em dia, constitui-se pecado ou proibido o homem ter relações sexuais durante o período de menstruação da mulher? Quanto ao sexo oral: constitui-se pecado ou proibição a mulher ingerir o sêmem? Por que o homem era considerado impuro depois que ele tinha uma emissão de sêmem? O sêmem tem algum valor ou importância especial para Deus? Por que? O sêmem só torna-se de fato um ser quando fecunda o óvulo, então sêmem desperdiçado não constitui assassinato, conseqüentemente a masturbação não constitui pecado, ou constitui? Que capítulo complicado!! Levítico 15:16,18 faz parecer que o sexo é pecado. Se o Pr. já estudou tantra (eu estudei, mas muito pouco), a eucarestia deles (dos tantristas) é uma mistura de sêmem e menstruação, que é ingerida! Coisa estranha!! E um pequeno detalhe muito interessante: o Pr. já notou que não existe punição na Bíblia contra as mulheres lésbicas? Só existe punição (apedrejamento, se não me engano) para os homens homossexuais! Estou ansioso pelo e-mail RESPOSTA do Pr.!!
E por último: Será que as mulheres não sentem-se oprimidas pelo fato de engravidarem e ficarem 9 meses com uma criança no ventre? Pr., o que as mulheres querem em um homem?

RESPOSTA:A lei de Moisés é composta do decálogo e as leis cerimoniais sobre higiene, política, alimentação, vestimenta, agricultura, pecuária, e a saúde. Pode ver pelas leis que Deus cuidou do Seu povo que escolheu com um amor peculiar e fez do Seu povo um povo separado de todos os demais. Levítico 15 entra na parte desses leis cerimoniais que tratam da saúde. Eu creio que as leis concernente ao sêmen não só tocam as leis que concerne a saúde mas morais e virtudes.
  Eu vejo pela Palavra que tudo sobre o sexo é tratado com um zelo a mais mostrando-nos que esta área deve ser tratada com uma consideração cuidadosa além de coisas corriqueiras. O apóstolo Paulo disse que todos os pecados são fora do corpo mas que a fornicação era contra o corpo (1 Coríntios 6:18 "Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo."). Ele também nos ensina que Deus julgará com um julgamento mais criterioso os que são dados a prostituição e adultério (Hb 13.4). Por isso eu creio que a emissão do homem tem uma importância especial para com Deus. Se Deus cuida especialmente este assunto, não é porque esse assunto é pecado ou feio, devemos também.
  Eu não creio que as mulheres sentem-se oprimidas por engravidarem e ficarem 9 meses com uma criança no ventre. Deus dá às mulheres virtuosas um interesse, cuidado, e amor, pelos seus filhos e sentem abençoadas em poderem ter filhos. As dores que venham não são tão bem-vindas mas pelo privilégio de trazer a herança do Senhor à família as dores são logo esquecidas.
  O irmão perguntou o que as mulheres querem em um homem. Eu respondo que uma esposa piedosa e virtuosa temente a Deus pede um marido ao mesmo nível. A mãe de Rei Lemuel ensinou ele sobre o casamento em ensinar-lhe da mulher virtuosa. Nessa maneira ela ensinou-lhe o que ele deve ser para poder lidar-se com tal tipo de mulher.
Em Cristo,
Pr. Calvin


Pergunta: A respeito do batismo e se ele lava os pecados.

RESPOSTA: O batismo não lava os nossos pecados. A Palavra de Deus é simbolizada pela água e como um agente que purifica, santifica ou que gera vida:

  • Efés.5:26,27, “Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.”
  • João 15:3, “Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado.”
  • João 17:17, “Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.”
  • Tiago 1:18, “Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas.”
  • I Pedro 1:23, “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.” (v. 25)
Podemos ver a natureza da regeneração pelas palavras usadas para representá-la pela Palavra de Deus. Em nenhuma instancia a regeneração é simbolizada por batismo

1. Criação – Efés. 2:10
2. Novo nascimento – João 3:3
3. Renovação – Col. 3:10
4. Nova natureza – II Cor. 5:17
5. Novo coração – Ezequiel 36:26
6. Ressurreição – Efés. 2:1,5
7. Uma árvore boa – Mat. 7:17
8. Resplendor com luz – II Cor. 4:6
9. As Leis de Cristo escritas no coração – Heb 8:10
10. Translado – Col. 1:13

Veja essas referências pela Palavra de Deus que podem ser usadas por alguns para ensinar que o batismo salva:
Ezequiel 16:9, “Então, te lavei com água e te enxuguei do teu sangue, e te ungi com óleo.” - a lavagem foi com água (a Palavra de Deus) para salva-la da sua situação deplorável.
Ezequiel 36:25, “Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícies e de todos os vossos ídolos os purificarei.” - a aspersão representa o sangue de Cristo sendo aplicado no coração do eleito, e não o ato do batismo (I Pedro 1:2, “aspersão do sangue de Jesus Cristo”; Hebreus 9:11-28).
Zacarias 13:1, Naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi, e para os habitantes de Jerusalém, para purificação do pecado e da imundícia.” - a fonte aberta é a pregação da Palavra de Deus; de Cristo e o seu sacrifício na cruz (João 4:14, “a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de algo que salte para a vida eterna”).
João 3:5, “Jesus respondeu,: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de deus.” - Deus usa a Palavra de Deus na mão do Espírito Santo para trazer os seus a Ele.
Atos 22:16, “E agora porque o te deténs? Levanta-te, e batiza-te, e lava os teus pecados, invocando o nome do senhor.” - quem deve ser batizado são os que têm os seus pecados lavados pelo sangue. O batismo (imersão) representa a obra de Cristo lavado o pecado pelo sangue dele.
Hebreus 10:22, “Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé a, tendo os corações purificado da má consciência, e o corpo lavado com água limpa,” - essa não refere-se a aspersão, pois pela aspersão o corpo não é lavado. O “corpo lavado” significa a vida do cristão sendo lavada pela Palavra de Deus (santificação – João 17:17). O “corpo lavado” é o ajuntamento sendo purificado pela lavragem da Palavra de Deus.
I Pedro 3:21, “Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, o batismo, não do despojamento da imundície da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com deus, pela ressurreição de Jesus Cristo;” - nota a palavra “figura”. A figura do batismo, nos salva, não o próprio batismo. O batismo simboliza a obra de Cristo no lugar do pecador arrependido. Essa obra é o que salva o pecador. Como os que entraram na arca nos dias de Noé, foram salvos da condenação pela água que ergueu eles acima da destruição, também os que entram em Cristo pela fé são salvos da condenação pela sua obra da salvação.
I João 5:6, “Este é aquele que veio por água e sangue, e isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade.” - Cristo cumpriu a profecia da Palavra de Deus. Ele veio segundo a Palavra de Deus (por água), e morreu a morte de cruz (“por sangue”). O Espírito Santo testifica desses fatos nos corações dos verdadeiros.


Pergunta:Olá Pr. Calvin, meu nome é Fxxxxxx, sou um crente batista de uma igreja tradicional e costumo navegar pelas páginas do site obreiro aprovado [agora:PalavraPrudente.com.br] com certa freqüência e gostaria de dizer que gosto bastante dos estudos tratados.

Embora sendo um batista, como já disse, crendo plenamente na segurança da salvação fui questionado por um amigo de uma Igreja Assembléia de Deus sobre um texto, que confesso, encontrei certa dificuldade de explicá-lo, trata-se de Hebreus 6: 4-6, esse amigo insiste que o texto refere-se a "perda da salvação", já demonstrei vários outros textos a ele mas ele insiste nesse. O sr, por um acaso, teria uma explicação específica a respeito do referido texto?

Se o sr puder me ajudar ficarei bastante agradecido se não, fico agradecido pela atenção.

RESPOSTA:Amado Irmão Fxxxxxx

Grato sou pelo contato e a pergunta. A passagem de Hebreus 6.1-9 deve ser considerada em conjunto com que o resto da Bíblia nos diz. Isso devemos sempre fazer e também devemos interpretar qualquer passagem com o contexto imediato, ou seja, com o contexto do capitulo e livro onde se encontra. A passagem Hb. 6.4-6 não é isolada dos versículos antes e os depois dela, mas parte dela. Ela também não é a única passagem da Bíblia que trata do assunto de pessoas perto da fé que a deixa.

Primeiramente, é útil determinar para quem está escrito o livro? Aos hebreus é claro. Não somente aos hebreus salvos, mas também aos hebreus não salvos. O autor deste livro está mostrando que Cristo é superior da lei, de Moises, das tradições, anjos e outros, pois os hebreus religiosos mantiveram essas crenças como muito importantes. O autor ensina: Se ignorar Cristo como o único salvador, não há mais oblação pelo pecado. Pois, Ele não virá outra vez para se dar em sacrifício (Hb. 10.10-18).

Na passagem em Hb. 6.4-6 alguma coisa é impossível. Esse algo é a mesma de Hb. 10.10-18. Simplesmente dizendo, esse algo impossível é: Se Cristo não basta para tudo na salvação, é impossível ser salvo. Os judeus em geral eram iluminados com sinais, mensageiros ungidos por Deus e ensinos divinos como nenhuma outra nação foi. Deus se manifestou (iluminou) à nação de Israel em especial. Também eles “provaram o dom celestial”, ou seja, comeram o maná, o pão dos anjos (Sl. 78.25), pois esse pão veio dos céus todos os dias: Sl 105:40 “Oraram, e ele fez vir codornizes, e os fartou de pão do céu.”

Também os hebreus em geral “tornaram participantes do Espírito Santo”. Isso quer dizer que o Espírito Santo veio sobre os juízes e patriarcas dos judeus capacitando-os em zelo, coragem e sabedoria como Ele não veio sobre outras nações.

Deus tratou os hebreus em geral com a Palavra de Deus de forma especial, falando carinhosamente para instruí-los o Seu caminho e dá-los a Verdade do Messias e as grandezas das Suas intenções para com eles no Seu reino eterno.

Bem, se rejeitar esse Deus misericordioso, que se manifestou em tantas maneiras por tanto tempo; se rejeitar o Messias revelado a eles será mesmo impossível que estes sejam salvos. O autor está avisando os hebreus daquela época do primeiro século que se rejeitam tudo que Deus especialmente mostrou à nação de Israel, não há como ser salvo. O autor está enfatizando que a salvação seria especialmente impossível para os que rejeitam a Verdade depois o cuidado atencioso dado tão carinhosamente (Dt 7.7-8).

O autor continua ensinando-os nos versículos 7-8 que o fim daqueles que rejeitam a Verdade terão um fim drástico. O autor compara a nação de Israel à terra que recebe as bênçãos da chuva. Se submetem à Verdade de Cristo serão uma benção para com Deus como a terra é uma benção aquele que a lavra quando ela produz ervas proveitosas. Porém, como é reprovada a terra quando produz espinhos e abrolhos, os da nação de Israel que rejeitam a Verdade serão também reprovados e destruídos no ultimo julgamento.

Resumindo, o aviso está dado: Rejeitar Cristo, especialmente depois de Ele manifestar-se tantas vezes a eles, é de tratar com uma impossibilidade, ou seja, a salvação. Mas, os que acham em Cristo suficiência para tudo, estes serão salvos.

Espero que esses comentários ajudem.

Mas, saiba isso: essa passagem de Hb. 6.4-6 é de difícil entendimento quando está separada do resto da Bíblia. Mas levando o resto da Bíblia a ajudar na interpretação dela, ela é de fácil interpretação. Quero aconselha-lhe a nunca interpretar uma passagem difícil separadamente do resto da Bíblia. Se o fato que o salvo não perde a salvação é claramente ensinado por centenas de outras passagens, não devemos deixar essa passagem alimentar dúvidas sobre essa verdade. A regra é: Use as passagens claras para interpretar as passagens difíceis.

Em Cristo,

Pastor Calvin

Pergunta:Olá, pastor

Graça e paz

Gostaria de tirar uma dúvida sobre a visão batista diante de coisas que um batista anda dizendo numa comunidade Orkut.

Ele alega que os batistas têm a independência para pensar livremente, tal como a independência congregacional, assim as Confissões de Fé ou a Declaração Doutrinária batista podem ser desconsideradas em algum princípio de que as pessoas discordem.

Ou seja, a atual Declaração Doutrinária para ele é apenas uma espécie de "guia de pensamento" de caráter mais genérico, não sendo específica quanto a doutrina e prática. Eu acho esquisito, pois daí seria uma "Declaração de Sugestões Doutrinárias". . .

O que tem a me dizer sobre isso? Afinal, os princípios exarados na Declaração Doutrinária da CBB (ou da CBN) é para serem acatados por todos quantos se identifiquem como batistas, ou podem-se admitir exceções àqueles princípios, novas interpretações ou atitudes de práticas ali indicadas?

Fico na expectativa de uma RESPOSTA esclarecedora.

Abraços e que Deus o abençoe

Axxxxxxx Gxxxxxxxxx

RESPOSTA:Amado Axxxxxxxxxx Gxxxxxxxxxxx

Historicamente os batistas não gostam de pensar que são "confessionais", mas biblistas. Muitos sentem presos ao que uma Confissão de Fé pode expressar e optam para dizer que as Declarações de Fé expressam o que crêem tanto quanto concordam com as Escrituras. Talvez seja esse o significado deste batista quando disse é independente das confissões. As Escrituras sao inspiradas e não as confissões. As confissões são confiáveis somente quando expressam corretamente as Escrituras.

As Confissões geralmente refletem a era em que foram escritas. Por exemplo hoje as confissões com qual eu uso mencionam a nossa posição quanto o louvor, pentecostalismo, nova-era, etc. Essas coisas não eram eventos no passado e por isso não foram incluídos nas confissões do passado. Se alguém disse no passado que as confissões eram completas, equivocariam pois cada era traz a tona uma necessidade de incluir outras particulares.

Eu uso uma confissão para ajudar os outros saber o que creio sobre pontos importantes mas eu corrijo a Confissão com as Escrituras, não vice-versa.

Abraços,

Pr Calvin

Pergunta: Prezados, é possivel o diabo possuir algum atributo de Deus, tais como Onipresença, oniciencia ou onipotencia? Haja visto que na tentação de Jesus o diabo disse, Tudo isto me foi dado, eu te darei se prostradio me adorares.
RESPOSTA:Amado Jxxxx

As qualidades de Divindade são eclusivas para diedade. Satanás é um ser criado, portanto não divino. Se não for divino, não pode possuir atributos divinas nenhuma.

Creio que mentia sobre possuir todas os reinos também.

Sim o diabo disse que dará tudo, mas ele estava mentindo (Jo 8:44 Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.).

Em Cristo,

Pr Calvin

Saudações!

Caro Pastor, que a paz de Cristo esteja consigo!

Já tenho um certo conhecimento acerca da origem da igreja neopentecostal, como a IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS!

Razão pela qual,estou a ler um livro do fundador desta congregação, e encontrei muita coisa interessante, realmente!!

Mas surgiram-me questões que praticamente não encontro RESPOSTA; ou talvez tenha a RESPOSTA mas sem a certeza absoluta!

Deu para perceber que de acordo com o que eu li (não sei se estou a interpretar direito),os demónios são a causa da miséria, pobreza, doenças e outras desgraças nesta terra;e que uma das bases principais da igreja neopentecostal consiste na expulsão dos demónios na vida das pessoas, para que aceitem Cristo nas suas vidas e vivam em comunhão com Deus, o Pai!

Numa das partes do livro " Orixás Caboclos & Guias (deuses ou demónios)?", cujo autor é precisamente o fundador da igreja neopentecostal (UNIVERSAL DO REINO DE DEUS), diz: " Podemos considerar uma igreja forte se ela estiver alistada na luta contra todas as potestades infernais.... Se na igreja o Poder de Deus sobre os demónios não for exercitado, ela se transformará em um clube ou uma escola bíblica." E tem mais, segundo ele: " Evangelho é poder, e poder tem de ser exercido para a derrota de satanás e a glória de Deus."

Agora eu pergunto:

1. Qual a opinião franca do Sr. Pastor, respeito a esta parte do livro que eu citei?

2. Por acaso, a doutrina da igreja batista tem se baseado também em algum culto de libertação dos crentes, praticando exorcismo ou expulsando demónios?

Como sempre, espero por RESPOSTAs urgentes!!

Paz de Crsito.

RESPOSTA:

Amado Oxxxxxxxxxxx

Estou muito grato pelo seu contato. Espero que o tempo e o assunto sejam para a nossa edificação.

1. Qual a opinião franca do Sr. Pastor, respeito a esta parte do livro que eu citei?

Eu creio que o autor está equivocado sobre a origem de todo o mal. Pecado é a razão da maldição da terra que produz abrolhos, etc (Gn 3.17-19, "E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.")

O pecado no coração do homem é a fonte de todo tipo de mal que o homem comete (Mt 15.1-20, "Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem.")

É fato que Satanás inflama essa maldade no coração do homem com seus dardos inflamados. É fato que Satanás acusa-nos de dia e de noite diante do Senhor e sempre procura a nossa derrota. É fato que a nossa guerra é espiritual e não contra as pessoas, mas o pecado ocasionou a morte espiritual nos homens e é essa morte espiritual que é o problema: Gl 5.16-17, " Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis."

2. Por acaso, a doutrina da igreja batista tem se baseado também em algum culto de libertação dos crentes, praticando exorcismo ou expulsando demônios?

O culto das igrejas verdadeiras visam cumprir a sua comissão que resume em:

1. Ide

2. Pregue o evangelho

3. Batizar os discipulos feitos pela pregação do Evangelho.

4. Ensine estes tudo que Jesus ensinou.

Mais dúvidas?

Pr Calvin

18 Janeiro 2009

Missionário Calvin.

A conversão tem ser dramática, sofrida ?

RESPOSTA:

Quando Deus ilumina o coração para o pecador reconhecer o seu estado de ser um pecador condenado, e depois manifesta o Salvador pela Palavra de Deus dando a fé para arrepender-se dos pecados e crer em Cristo pela fé sempre há salvação. Muitas vezes quando o Evangelho é primeiramente encontrado há uma tendência de relutar contra essa verdade, mas isso é diferente para cada um.

Deus não mandou que sejamos dramáticos, mas arrependidos.

Deus não mandou que sejamos levados em extasia ao terceiro céu ou em completa agonia descendo ao mais profundo inferno, mas crentes em Cristo pela fé, de coração.

Creio que cada conversão é particular e diferente.

A conversão de Zaqueu era diferente da de Lídia, a de Natanael diferente da de Pedro, a do carcereiro diferente da de Paulo, etc.

O importante é ser convertido, não um ator de teatro.

Em Cristo,

Pr Calvin

05 Jan 2009

Prezado Pr Calvin,

Entendo a sua pergunta, vou manisfestar nossa posição doutrinária mas não com o sentido de travar um duelo sobre o assunto. Entretanto, como respeitamos o que entendemos que existem desvios doutinários pelos batistas (por ex. Santa Seia restrita, a não aceitação do batismo não imersionista de outras denominações), e os temos como irmãos em Cristo, entendendo que a fé em Cristo Jesus que compartilhamos ser o mais importante, entendendo que compartilhamos da mesma ordenança: " Ide e pregai o evangelho a toda criatura", e ainda que há um só Espírito, um só Reino, um só Senhor e que tanto batistas e presbiterianos estão debaixo da Graça de nosso senhor Jesus Cristo; que as divergências que sempre existiram na Igreja Cristã sejam respeitadas, e nunca colocadas como ação humana, papal ou demoníaca. Infelizmente, essas divergências tem criado uma Igreja Evangélica separatista, isolacionista e abrindo debates inócuos para o crescimento do Reino de Deus. As Igrejas históricas e sérias das quais nos incluo (batistas e presbiterianos) permitiram pela sua pouca influência na sociedade com ensino sério da palavra de Deus, o surgimento e propagação de aberrações doutrinárias, que estas sim compromentem a Vida cristã e a salvação humana.

E estamos nós nos acusando mutuamente se as crianças devem ou não ser batizadas! Mas vamos lá:

O batismo é um sacramento do novo testamento, instituído por Jesus Cristo, não só para solenemente admitir na igreja a pessoa batizada, mas também para servir-lhe de SINAL e selo do pacto da graça, de sua união com cristo, da regeneração, da remissão dos pecados e também da sua consagração a Deus por Jesus Cristo a fim de andar em novidade de vida. Este é o sentido espiritual: SINAL DA REGENERAÇÃO E SELO DO PACTO DA GRAÇA (aplicado aos santos de Deus, separados e escolhidos - por isso o uso do termo sacramento), não que o batismo purifique naquele momento, mas quando um adulto resolve ser batizado ele já teve o seu encontro com Cristo e seu pecados já foram perdoados no sangue do cordeiro derramado na cruz. O batismo é o sinal e o selo da nova Aliança com Cristo Jesus, o novo pacto estabelecido entre Deus e o homem. O sinal da regeneração (ele não regenera) Somente o precioso sangue de Jesus é capaz de regenerar o homem do pecado e dar-lhe a Salvação (PARA AQUELE QUE CRÊ NO SENHOR JESUS). Por isso fiquei muito triste com a errônea interpretação da confissão de fé de Westminster, quase (percebi isso, me perdoe se estiver errado) associando o batismo aplicado pela Igreja Presbiteriana ao batismo aplicado pela Igreja Católica Apostólica Romana, que este sim tem segundo eles ação purificadora e espiritual, mas é bem diferente do que as Igrejas reformadas creêm. Não vejo muita diferença no que os batistas defendem quanto ao batismo e os presbiterianos. Os batistas entendem como ordenança e não usam o termo sacramento. Nós entendemos também como ordenança e que é um ato sacro (santo). Sei que a Igreja católica também usa esse termo para o batismo (crisma), mas as vezes na tentativa de nos distanciarmos da Igreja católica não pensamos bem nos significados das palavras, quanto a sua etimologia e significado real.

Este sacramento, segundo a ordenação de cristo, há de continuar em sua igreja até ao fim do mundo. ref. mat. 28:19; i,cor. 12:13; rom. 4:11; col. 2:11-12; gal. 3:27; tito 3:5; mar. 1:4; at. 2:38; rom. 6:3-4; mat. 28:19-20.

Quanto ao batismo infantil: Não batizamos crianças por que descendemos da Igreja Católica. Uma vez ouvi que a Igreja Presbiteriana era uma Igreja Católica disfarçada. Isso não é verdade! A igreja Católica batiza crianças entendendo exatamente a ação regeneradora e purificadora do batismo. Antes do batismo pagão e depois salvo e regenerado. Não cremos nisso!! Por favor isso é uma heresia!

Entendemos que o povo de Deus é formado por adultos e crianças (as crianças não são o futuro da Igreja, elas são o presente). São filhos de Deus e pertencem ao Senhor (Disse Jesus: deixai vir os pequeninos por que dos tais é o reino dos Céus). As crianças são herdeiras espirituais de seus pais. Há promessas bíblicas específicas para as crianças: "Ensina a criança no caminho que devem andar e quando crescer NÃO se desviará dele". Entendemos que a ordenança do Batismo é o sinal do novo pacto. No antigo pacto as crianças não eram deixadas de fora, entendemos que no novo pacto também não. Deixar de batiza-las é excluí-las dessa herança bendita. (ver circuncisão e batismo em Cl 2: 11-12)

Como o batismo não salva, (elas não estão salvas pelo batismo) os pais no momento do batismo infantil assumem a responsabilidade perante Cristo e a Igreja para ensiná-las no caminho que devem andar, a educá-las formalmente, instruí-las no caminho do Senhor, confiando na promessa Bíblica.

Na Igreja batista isso é feito de maneira semelhante, mas sem a água (portanto não é batismo), utiliza-se o termo apresentação da criança ao Senhor (somente filhos dos crentes).

Mas elas ainda (muitas delas) não tem consciência! É verdade! São acompanhadas pelos pais e pela liderança da Igreja, e quando puderem, na Idade da razão (isso varia de criança para criança) fazem a Pública Profissão de fé. Professam com a sua própria boca, diante da Igreja e dos homens Jesus Cristo como único e verdadeiro salvador (ninguem pode fugir disso). Agora em diante, são participantes plenamente do corpo de Cristo e podem fazer parte da Ceia do Senhor (examine-se o homem a si mesmo ...).

Não atrelamos o batismo ao arrependimento como os batistas (no caso das crianças).

Vc pode perguntar: mas aonde está escrito na bíblia que as crianças devem ser batizadas. Não está explicitamente! crianças e mulheres tinham uma posição diminuída na cultura judáica. Seria muito difícil mesmo um texto: batizai as crianças e as mulheres!

Mas temos textos que implicita isso! o batismo de famílias inteiras Lídia e sua casa (Atos 16:15), o carcereiro e todos os seus (Atos 16;33). Ver nos dois textos uma diferença bastante interessante. No caso de Lídia o texto fala apenas de sua conversão, mas afirma que todos os seus foram batizados. Será que Paulo batizou adultos não conversos! acho que Paulo não faria isso, nem as escrituras ensinariam isso! Quem seriam todos os seus se não fossem adultos?

Bem quanto ao texto "arrependei-vos e sede batizados", é claro que se refere-se aos adultos para quem a palavra era dirigida! Tinham mesmo que se arrepender eram adultos!

Há ainda os registros históricos de que a Igreja primitiva batizava crianças de Origenes (ano 185) em suas homilias em Lucas, seus sermões em levítico e em seus comentários em Romanos, Hipólito (sec II) em sua obra Tradição Apostólica e Tertuliano sua obra Baptismo (200-206) embora tenha cometido alguns desvios doutrinários sérios, também afirma isso.

Mas amado irmão (ou deveria chamar de primo! brincadeirinha :-) entendo que isso não é relevante no plano de Salvação humana, e pregação da palavra de Deus que é função da Igreja estabelecida pelo próprio Senhor Jesus Cristo. Mas como vistes, não batizamos como os católicos, nem como significado nem como forma!

Sei que é tradição dos Batistas (o batismo do arrependimento), e mesmo que compreenda o nosso ponto de vista (por favor, não papal) do nosso batismo, não queremos que rompam tradições, mas que respeitem nossas doutrinas, como respeitamos as dos batistas.

Na Igreja Batista o batismo é uma ordenança que simboliza a morte do velho homem e o nascimento de uma nova criatura. Nova criatura em Cristo Jesus, participante do novo pacto, da nova aliança! Sei que vocês não acreditam que o velho se fez novo (novo homem) no momento do batismo, isso, como para nós também ocorreu antes, quando houve uma decisão dele por Cristo Jesus (somente o Sacrifício de Jesus purifica o homem do pecado). Portanto tanto para batistas, como para presbiteianos a água, nem o batismo tem ação purificadora dos pecados.

Temos então um estreito laço de entendimento real quanto ao batismo apesar de nomenclaturas e designações diferentes para expressá-lo (Sacramento, ordenança, símbolo, etc).

Agora, por falta de conhecimento, muitos tentam nos aproximar da Igreja Católica. Isso não posso admitir como liderança de uma Igreja séria como a Igreja Presbiteriana.

Outro aspecto inportante: João Calvino não fundou a Igreja Presbiteriana, Calvino fundou a Igreja Reformada na Suíça e o uso do nome Igreja Presbiteriana foi usado na Escócia por John knox (discípulo de Calvino) pela primeira vez, numa referêcia a o seu sistema de governo local. Posteriormente foi para os EUA e depois em 1858 com Simontom Green Ashbel missionário americano chega ao Brasil de forma definitiva.

Entendemos que Calvino através de suas obras (As institutas, principal delas) foi um grande sistematizador doutrinário do novo testamento, na qual as Igrejas presbiterianas aceitam. A Igreja Reformada (fundada por Calvino) existe até hoje na Europa com este nome (também com a mesma forma de governo, com algumas particularidades). Também não cremos na infalibilidade de Calvino, nem de qualquer outro humano, mas como uma pessoa importante naquele momento histórico para as Igrejas reformadas.

Estamos falando então de duas Igrejas sérias (batista e presbiteriana), mas por que tanta divergência? Penso que o que foi posto aqui não impede que sejamos um só corpo, num só Espírito!

Por que Jesus Cristo é o nosso cabeça!

Que Deus o abençoe!

Pb Xxxxxxxxxxxx Xxxxxxxxxx

15 de janeiro de 2009

Prezado Pb. Xxxxxxxxxxxxx Xxxxx,

Espero que as nossas comunicações continuem sendo sobre a doutrina e prática das igrejas e nunca tornam ataques pessoais. Agradeço-lhe pelas suas RESPOSTAs e vejo quanto a nossa orientação Bíblica e eclesiástica nos influi em nossas RESPOSTAs. De certo, Deus é o Juiz final. Continuo não procurando a comentar da salvação do amado mas querendo declarar a posição correta da Bíblia sobre questões eclesiásticas especialmente sobre a existência ou não da veracidade e legitimidade da Igreja Presbiteriana. Depois da palavra RESPOSTA vai as minhas anotações no corpo da sua carta.

Em Cristo,

Pastor Calvin

Presbítero: Prezado Pr Calvin,

Entendo a sua pergunta, vou manisfestar nossa posição doutrinária mas não com o sentido de travar um duelo sobre o assunto. Entretanto, como respeitamos o que entendemos que existem desvios doutinários pelos batistas (por ex. Santa Seia restrita, a não aceitação do batismo não imersionista de outras denominações), e os temos como irmãos em Cristo, entendendo que a fé em Cristo Jesus que compartilhamos ser o mais importante, entendendo que compartilhamos da mesma ordenança:

RESPOSTA: espero mesmo que Deus nos tem como filhos dEle, porém Ele não é um Deus de confusão. Se existe um, e é Este entre nós então temos comunhão com o Pai e com Seu Filho, Jesus. Na salvação espero que tenhamos comunhão.

Todavia não entendo que temos a ordenança como a mesma. A comissão não foi dada ao cristianismo em geral, mas só para as igrejas que são idênticas em doutrina e prática como aquela que Jesus Cristo organizou. Não creio que a Igreja Presbiteriana tenha esta comissão pois ela não identifica com a linhagem dessa historicamente, pois saiu da igreja católica, uma igreja herética por séculos. Por isso as Igrejas que saíram dela, meso tendo pontos louváveis, não se identificava com aquela primeira igreja nas duas ordenanças, e lamentávelmente, ainda não identificam.

Presbítero: "Ide e pregai o evangelho a toda criatura", e ainda que há um só Espírito, um só Reino, um só Senhor e que tanto batistas e presbiterianos estão debaixo da Graça de nosso senhor Jesus Cristo;

RESPOSTA: A comissão de evangelizar foi dada à igreja que Cristo instituiu na Palestina durante o Seu ministério pessoal. Não creio que uma igreja que começou uns 1.500 anos depois esteja com a mesma comissão.

Há um só Espírito, um só reino, etc. Todavia, tendo um só não caracteriza que todos “evangélicos” estão sendo instruídos por este Único Espírito, Reino ....

Se Presbiterianos são salvos, é pela graça e, creio eu, apesar da doutrina oficial da Igreja Presbiteriana. Se os Batistas são salvos, é pela graça também. Todavia não é o assunto a soteriologia

Presbítero: que as divergências que sempre existiram na Igreja Cristã sejam respeitadas,

RESPOSTA: os salvos na igreja Presbiteriana, estes sempre respeitarei, porém, a doutrina e prática da Igreja Presbiteriana não respeito da mesma forma. Romanos 16.17, “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles.”

Não estou em campanha destruir todos diferentes de mim, pois todos têm direitos iguais a crer o que desejam. Porém quando alguém se diz que a sua doutrina e prática são bíblicos, esse tem que estar a par das doutrinas e praticas dela.

Presbítero: e nunca colocadas como ação humana, papal ou demoníaca. Infelizmente, essas divergências tem criado uma Igreja Evangélica separatista, isolacionista e abrindo debates inócuos para o crescimento do Reino de Deus.

RESPOSTA: Se a verdade está sendo exposta, não é fútil o esforço nem são inócuos os argumentos. O que um pode identificar separatista, outro pode identificar como sendo fiel à Verdade. Lembro que Jesus causou separação entre os “religiosos” como fez também os apóstolos. Creio que a verdade deve fazer o mesmo hoje pois ela não mudou.

Presbítero: As Igrejas históricas e sérias das quais nos incluo (batistas e presbiterianos) permitiram pela sua pouca influência na sociedade com ensino sério da palavra de Deus, o surgimento e propagação de aberrações doutrinárias, que estas sim compromentem a Vida cristã e a salvação humana.

RESPOSTA: A adoração verdadeira está em Espírito e em verdade. A verdade divide como uma espada (Efésios 6.17). A verdade deve dividir (Romanos 16.17, “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escándalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles.”). O amor folga com a verdade (I Coríntios 13.6).

Não creio que a igreja histórica e séria (não incluo os presbiterianos, pois somente surgiram recentemente, na Reforma, como então “histórica”?) é a causa do surgimento e propagação de erros doutrinárias. Enquanto Cristo que tinha o Espírito Santo sem medida e os Apóstolos que tinham os dons extra-ordinários digo, quando estes estiveram atuando, aberrações doutrinárias existiram no mundo, e sim, até nas verdadeiras igrejas (observe: sete igrejas na Ásia), e logo depois dessa época apostólica, mesmo com o crescimento da verdade na Europa, as igrejas verdadeiras tinham de desassociar-se com as falsas. Qual foi a verdade e a correta prática eclesiástica que causou, ou permitiu o início da doutrina que ensinou que um batismo tem eficácia em prometer, oferecer, ou conferir o recebimento a graça salvadora? A Verdade não criou esse erro nem cria qualquer erro e nem permite erro. Todavia o erro vem do homem. Se a verdade teve pouca influencia na sociedade, o problema está no lado dos que erraram por deixar a Verdade, nunca pelos fiéis às Escrituras.

Creio que os verdadeiros podem fazer mais e podem influenciar a sociedade se Deus abençoa os seus esforços, mas, mesmo tendo avivamentos aqui ou ali, de maneira nenhuma esse mundo melhorará de época em época. O mundo não vai melhorar mas piorará até aquele dia que Cristo volta.

Presbítero: E estamos nós nos acusando mutuamente se as crianças devem ou não ser batizadas!

RESPOSTA: Talvez o amado não veja o perigo de transtornar a doutrina da salvação ao ponto de dizer que há uma graça eficaz prometida, oferecida e conferida dada pelo batismo. Qualquer doutrina que ensina que uma santa (sacra) ordenança é eficaz em conferir graça pela uma obra eclesiástica desfigura a graça. Se algo pode entrar entre Cristo e a salvação, ser adicionado para confirmar, selar ou outorgar a graça em qualquer medida, a obra de Cristo é minimizada. E é isso que tratamos no assunto do batismo das crianças. Por isso insisto em declarar a fé que uma vez foi dada aos santos em respeito às doutrinas de eclesiologia e cristologia.

Presbítero: Mas vamos lá:

O batismo é um sacramento do novo testamento, instituído por Jesus Cristo, não só para solenemente admitir na igreja a pessoa batizada, mas também para servir-lhe de SINAL

RESPOSTA: Um sinal quer dizer símbolo, tipo, figura. O sinal não é o real, nem o antítipo e nunca pode tornar a ser aquilo que representa. Pedro diz I Pedro 3.21, “Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, o batismo, não do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo;” Pedro falou assim para ensinar que Aquilo que o batismo figura, tal como a arca de Noé representava, ou seja, O Cristo, Este sim salva. A figura não salva, mas Aquilo que o batismo figura, ou seja, a vida, morte e ressurreição de Cristo pelos pecadores, Este sim salva. Jamais pode o batismo salvar ou ajudar, auxiliar, completar, confirmar, etc. a salvação por Jesus. Cristo é tudo! Cristo basta! Cristo consumou a obra Salvadora. Estamos completos nEle. Pode ser que o amado concorde comigo nisso. Digo, amém.

Creio que descordamos do que o batismo é sinal. Para nós o batismo não é um sinal de um pacto, mas a salvação pelo próprio Salvador

Presbítero: e selo

RESPOSTA: O selo da nossa união com Cristo, da regeneração, da remissão dos pecados, não é o batismo, nem qualquer coisa associada com o batismo. O selo da nossa salvação é o Espírito Santo: Ef. 1.13-14, “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória.” (II Co 1.22; Ef 4.30). Colocar uma obra eclesiástica nesta posição de “selo” descaracteriza a Pessoa e Obra do Espírito Santo!

O Espírito Santo é o selo e o penhor da nossa salvação, não o batismo, nem a Ceia do Senhor e nem qualquer figura, símbolo, tipo ou algo representativo. O Espírito Santo é real, e tendo Ele na vida, conosco testifica que somos de Deus (Rm 8.14-17) e nos leva a perseverar e crescer na santificação. Jamais pode qualquer ordenança operar em nós o que o Espírito Santo faz como selo. Ele é o único selo para o cristão neotestamentário.

Sei que a circuncisão foi um selo da justiça de Abraão (Rm. 4.11, “E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem, estando eles também na incircuncisão; a fim de que também a justiça lhes seja imputada;”). A circuncisão não trouxe, segurou, ajudou, guardou, ou outorgou a justiça de Abraão. Apenas a manifestou. Por obedecer a ordem de Deus segundo a circuncisão, o fato dele submeter a Deus nisso, fez que a sua fé fosse anunciada pelo ritual. Mas não trouxe eficácia da graça ou em nenhuma outra maneira “conferiu” ou outorgou tal justiça, nem a ele e nem à sua posteridade literal ou espiritual.

A circuncisão também apontou ao Cristo e a um aspecto da Sua futura obra da salvação, ou seja, simbolizou a separação da velha natureza com a sua condenação. A circuncisão foi útil em pregar essa obra de Cristo aos do Velho Testamento até que Cristo veio e cumpriu tal figura. Quer dizer, uma vez que o antítipo veio, cessou a necessidade da figura. A circuncisão foi abolida quando Cristo veio. Não foi incorporada ou substituída pelo batismo. O batismo tem outra representação.

Presbítero: do pacto da graça,

RESPOSTA: Cremos num decreto eterno pela graça. Cremos na eleição e na predestinação que é pela soberana graça de Deus. Mas não cremos que haja um pacto da graça na doutrina de eclesiologia, ou mais especificamente, concernente a doutrina das ordenanças de uma igreja neotestamentária.

Por favor, onde existem na Bíblia as palavras “pacto da graça”, e, onde este termo é associado na Bíblia com a igreja ou ordenança dela?

Cremos que há uma verdade que pode ser inferida pelo “pacto da graça”, mas ela só pode referir-se à promessa de Deus salvar os Seus por Cristo pela fé. Pela graça Cristo foi feito o Substituto único e o Mediador único para todo pecador arrependido que crê nEle. Essa graça salvadora é manifestada pela nova natureza. Portanto, parece que podemos dizer que Cristo é o real “pacto da graça” e o Espírito Santo confere ou outorga essa graça ao pecador arrependido, sendo Ele o selo e não o batismo.

Presbítero: de sua união com cristo, da regeneração, da remissão dos pecados e também da sua consagração a Deus por Jesus Cristo a fim de andar em novidade de vida.

RESPOSTA: Parte do que o batismo representa é a vida do cristão antes da sua salvação, a sua Fe em Cristo, e a sua vida depois da salvação. A outra parte que o batismo representa é a obra feita por Cristo na nossa salvação.

Presbítero: Este é o sentido espiritual: SINAL DA REGENERAÇÃO E SELO DO PACTO DA GRAÇA (aplicado aos santos de Deus, separados e escolhidos

RESPOSTA: Se o batismo, no seu sentido espiritual é assim como está me dizendo que os presbiterianos crêem aplicando-o aos santos de Deus, aos separados e escolhidos, não há razão aplicá-lo para as criancinhas que não têm uma fé pessoal em Cristo e, antes de terem uma nova natureza não há como saber se são escolhidos ou não, se são separados ou não para o Senhor.

Pode ser que o batismo dos presbiterianos tenha mais atributos do que o batismo como os batistas crêem. Todavia, sendo uma igreja neotestamentária não trazemos nada dos cerimônias do Velho Testamento para essa instituição que Cristo chamou “Minha Igreja”, ou seja, nova e segundo Ele.

Presbítero: - por isso o uso do termo sacramento),

RESPOSTA: como se sabe, pelos dicionários da língua portuguesa, não digo pelos léxicos pois sacramento não é conceito escriturístico, essa palavra não é uma boa escolha, pois significa o que o amado não deseja afirmar. Aurélio: [Do lat. sacramentu.] S. m. 1. Ant. Juramento. 2. Rel. Sinal sagrado instituído por Jesus Cristo para distribuição da salvação divina àqueles que, recebendo-o, fazem uma profissão de fé. [São sete: o batismo, a confirmação ou crisma, a eucaristia, a penitência ou confissão, a ordem, o matrimônio e a extrema-unção.] 3. Rel. Restr. A eucaristia. 4. Rel. Qualquer sinal sagrado na medida em que significa a salvação oferecida por Cristo.

Presbítero: não que o batismo purifique naquele momento, mas quando um adulto resolve ser batizado ele já teve o seu encontro com Cristo e seu pecados já foram perdoados no sangue do cordeiro derramado na cruz. O batismo é o sinal e o selo da nova Aliança com Cristo Jesus,

RESPOSTA: O batismo não purifica “naquele momento” e nem momento nenhum, mas representa em figura Aquele que purifica, ou seja, o próprio Jesus e Seu sangue dado pelas Suas ovelhas.

Como explicado já o Espírito Santo é o penhor e selo de todos que já estão em Cristo Jesus pela graça. Ele não confirma a salvação em ninguém que não a tenha. A real prova que estamos em Cristo não é se fomos batizados ou não, mas se temos o Espírito Santo operando em nossa vida levando-nos à santificação maior diante do mundo. Este é o propósito de um selo e penhor.

O que é bom para os adultos é bom para as criancinhas, ou seja, o batismo é uma declaração de já ter tido um encontro com Cristo. O batismo não é sinal da nova aliança de Deus com Seu povo por Jesus Cristo mas é figura da fé que o Cristão tem. O batismo está em referência ao perdão dos seus pecados (“para o perdão dos pecados”, At. 2.38; Lc. 3.3).

Presbítero: o novo pacto estabelecido entre Deus e o homem.

RESPOSTA: O pacto da graça se cumpre em Cristo. É necessário ter um sinal, figura, símbolo, ou tipo deste pacto? Se a Bíblia não dá importância em estipular um símbolo para o novo pacto, a não ser uma vida santificada, devemos nos preocupar em ter um? O sinal da circuncisão em Abraão e na sua posteridade deve continuar depois de ser cumprido em Cristo?

Presbítero: O sinal da regeneração (ele não regenera).

RESPOSTA: Peço-lhe a sua atenção mais essa vez ao que a Confissão de Westminster declara sobre essa ordenança: VI. A eficácia do batismo não se limita ao momento em que é administrado; contudo, pelo devido uso desta ordenança, a graça prometida é não somente oferecida, mas realmente manifestada e conferida pelo Espírito Santo àqueles a quem ele pertence, adultos ou crianças, segundo o conselho da vontade de Deus, em seu tempo apropriado. João 3:5, 8; Gal. 3:27; Ef. 5:25-26. (http://www.teologia.org.br/estudos/confissao.htm)

Não pode ser ignorado que está estabelecido por escrito que haja eficácia neste sacramento para todos que usem essa Confissão como base para declarar a sua Fé. E uma eficácia que dura pois não se limita ao momento que é administrado.

Além disso, não pode ser negada que essa Confissão de Fé abertamente sem rodeios declara que há graça prometida neste ato que se chama “sacramento”. Também não pode ser negada enquanto essa Confissão esteja como a base doutrinal da sua igreja, que a graça é oferecida pelo ato de batismo. Também não pode ser negada que essa graça não é somente prometida e oferecida mas, realmente manifestada de uma forma neste sacramento. Também não pode ser negada que essa graça prometida, oferecida e manifestada é também conferida pelo Espírito Santo no ato que é administrado pela igreja.

Como se pode perceber, pela própria Confissão de Fé Westminster, a pessoa batizada tem a graça eficácia prometida, oferecida, manifestada e conferida (conceder, outorgar). E há uma eficácia do batismo presbiteriano que dura além do momento que é administrado.

Peço-lhe o favor que me explique melhor como pode o batismo ser uma graça oferecida, prometida, manifestada e conferida por uma obra eclesiástica (pois é certamente uma obra eclesiástica se tal ato traz tantos benefícios), digo, como pode essa obra eclesiástica ser eficaz em prometer, oferecer etc. uma “graça”? Considerando a verdade clara de Romanos 11.6, qualquer coisa considerada uma obra não pode ser considerada “graça”, ou a obra não é mais obra, e vice-versa. Se for uma graça, não pode ser resultado de uma obra da nossa parte.

Presbítero: Somente o precioso sangue de Jesus é capaz de regenerar o homem do pecado e dar-lhe a Salvação (PARA AQUELE QUE CRÊ NO SENHOR JESUS). Por isso fiquei muito triste com a errônea interpretação da confissão de fé de Westminster,

RESPOSTA: Não creio que interpretei erroneamente a Confissão de Fé de Westminster. Se estou errado, peço-lhe a explicação destas palavras: oferecer, prometer, manifestar e conferir no seu contexto. Se o batismo fornecer qualquer ajudadinha, jeitinho, empurradinho complementar, torna a ser um auxilio, dar um nó em, ou fechar o negócio da salvação de qualquer pessoa, é uma obra eclesiástica e, portanto não pela graça. Se o batismo é parte do processo da salvação, que dizem as más interpretações dos versículos de prova dados pela própria Confissão de Fé da Westminster (João 3:5, 8; Gal. 3:27; Ef. 5:25-26), o batismo tornou a ser “outro evangelho” que não pode ser considerada alternativo (Gl. 1.6-9).

Presbítero: quase (percebi isso, me perdoe se estiver errado) associando o batismo aplicado pela Igreja Presbiteriana ao batismo aplicado pela Igreja Católica Apostólica Romana, que este sim tem segundo eles ação purificadora e espiritual, mas é bem diferente do que as Igrejas reformadas creêm.

RESPOSTA: pode ser que o batismo dos presbiterianos seja diferente na sua mente do batismo dos católicos, mas pensa um pouco como o dos presbiterianos é igual ao batismo papal: 1) administrada aos filhos recém-nascidos dos membros da igreja, 2) não é pela imersão, 3) tem uma eficácia sem uma Fé pessoal, 4) está sem exemplos explícitos na Bíblia, 5) foi uma pratica introduzida depois da era apostólica, 6) sustenta-se em exemplos que são obrigados admitir que possam ser implícitos e 7) faz crianças ser membros da igreja que não têm direitos iguais aos outros mais velhos.

Presbítero: Não vejo muita diferença no que os batistas defendem quanto ao batismo e os presbiterianos. Os batistas entendem como ordenança e não usam o termo sacramento. Nós entendemos também como ordenança e que é um ato sacro (santo).

RESPOSTA: não creio que os Presbiterianos sabem bem o que os batistas querem dizer pela palavra ordenança. Nós chamamos uma ordenança ordem, e aquela pessoa que observa ela chamamos obediente. O candidato expressa convicto e responsavelmente a sua fé pessoal através dela. É necessário que a igreja batizadora seja igual em doutrina e prática àquela que Cristo instituiu. Nenhuma graça é prometida, oferecida, manifestada ou conferida pela observação de uma ordenança na igreja Batista. Podemos dizer que a graça é declarada a todos presentes pois as ordenanças preguem bem forte o Evangelho de Cristo! Portanto existem grandes diferenças no que os batistas defendem quanto ao batismo gotejado dos presbiterianos.

Para os Presbiterianos, vejo que o batismo fornece graça na mesma medida que a ordenança da Ceia para os Presbiterianos contém o corpo de Cristo e o sangue de Cristo. Quer dizer, como a Ceia contém o corpo de Cristo, o batismo contém graça. Isto não é aceita de maneira nenhuma por nenhum batista.

Presbítero: Sei que a Igreja católica também usa esse termo para o batismo (crisma), mas as vezes na tentativa de nos distanciarmos da Igreja católica não pensamos bem nos significados das palavras, quanto a sua etimologia e significado real.

RESPOSTA: Creio que o mau uso das palavras é causa de proliferar erros doutrinários aberrantes. Se for errada a Confissão de Fé, mude-a!

Se não quer reproduzir o erro da igreja Católica acerca dessa prática de batismo que dizem outorgar graça, sugiro-lhe não distorcer os mesmos versículos que ela usa para enganar os milhões dos adeptos dela para crer que o batismo tem parte real na salvação, e que pela administração de algumas gotas de água aspergidas nas cabecinhas das criancinhas fazem que sejam menos pagãs protegidas por um pacto que é conferido a elas pelos parentes representando elas.

Presbítero: Este sacramento, segundo a ordenação de cristo, há de continuar em sua igreja até ao fim do mundo.

RESPOSTA: Examinaremos cada um destes versículos dados como prova que a ordenança do batismo há de continuar na sua igreja até ao fim do mundo.

Presbítero: ref. mat. 28:19, “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;”

RESPOSTA: Jesus tem a autoridade sim, e sempre terá. Essa autoridade de batizar Ele deu às igrejas que são do mesmo tipo daquela que Ele instituiu, ou seja, aquelas que seguem aquela fé uma vez dada aos santos (Jd. 3). Ele estará numa maneira especial com os Seus fiéis reunidos no nome dEle até ao fim do mundo. Creio que essa referência é o mais indicada de todos dados pelo amado para provar que a ordenança de Cristo há de continuar em sua igreja até o fim do mundo.

Presbítero: i,cor. 12:13, “Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.”

RESPOSTA: Esse versículo não ensina que o batismo deve continuar na igreja até ao fim do mundo. Não sei como pode tal conclusão ser afirmada a não ser que alguém na história passada inventou uma crença própria sobre a eficácia do batismo em conferir graça e precisava forçar versículos e distorcer passagens bíblicas para que fossem provas bíblicas para apoiar tal criatividade amaldiçoada (Gl. 1.8-9)

Na realidade o Apóstolo Paulo estava ensinando que o mesmo Espírito que moveu nos judeus moveu nos gentios, e o mesmo Espírito que moveu nos servos moveu também nos livres, trazendo todos de igual forma ao serem batizados pela água para serem feitos membros de uma igreja local.

Presbítero: rom. 4:11, “E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem, estando eles também na incircuncisão; a fim de que também a justiça lhes seja imputada;”;

RESPOSTA: Sei que a circuncisão foi um selo da justiça da fé da pessoa de Abraão. Porém o ritual de circuncisão não trouxe, segurou, ajudou, guardou, ou outorgou aquela justiça de qualquer forma. Apensas a declarou, ou foi sinalizada. Por Abraão obedecer a ordem de Deus segundo a circuncisão, o fato dele submeter a Deus nisso, fez que a sua fé fosse anunciada pelo ritual. Mas não trouxe ou em nenhuma outra maneira “conferiu” ou outorgou tal justiça.

Também não entendo como este versículo pode provar que o batismo há de continuar na igreja até o fim do mundo. Todos os que crêem, sejam na igreja ou não, sejam batizados ou não, sejam circuncidados ou não, sejam do Velho Testamento ou do Novo Testamento, todos manifestam a mesma fé submissa à Palavra de Deus que Abraão manifestou quando se humilhou a obedecer a circuncisão.

A circuncisão simbolizava e apontava à obra que Deus por Cristo faz no coração daquele que se arrependa e crê em Cristo pela fé (Rm. 2:28-29, “Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.” Essa passagem sobre a circuncisão não tem como ensinar que o batismo deve continuar na igreja até o fim do mundo.

O batismo não aponta à obra de Deus no coração do salvo. O batismo declara a fé do batizado. O batismo aponta à salvação feita por Cristo. O salvo submete-se ao batismo em obediência para testificar a sua fé ao mundo.

A circuncisão, uma figura da obra interna que Deus faz na salvação, não é suplantada, substituída ou de outra maneira transformada em outra figura eclesiástica neotestamentária. Todas as figuras no Velho Testamento apontaram de alguma forma a Cristo e Ele os cumpriu! A utilidade delas para serem continuadas cessou quando o Antítipo chegou. Além disso, nunca pela Bíblia uma figura é substituída por outra figura. O batismo não substitua a circuncisão, nem a igreja substitua a nação de Israel. Cada um é algo distinto.

Presbítero: col. 2:11-12, “No qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo dos pecados da carne, a circuncisão de Cristo; 12 Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos.”

RESPOSTA: Também não sei como esta passagem prova que o batismo como ordenação de Cristo, há de continuar em sua igreja até ao fim do mundo. Foi dada como prova dessa verdade mas a razão disso não vejo.

A passagem declara a beleza da verdade de estar em Cristo. Cristo é perfeitamente divino, e por isso estamos perfeitos, ou completos diante de Deus nEle. Em Cristo os salvos são espiritualmente limpos da condenação que tiveram pelos pecados da carne. Essa circuncisão espiritual foi feito por Cristo quando morreu na cruz, foi sepultado e ressurreto dos mortos. Rm. 6.3-6, pelo uso de estruturas gramaticais de comparação “como ... assim”, e outros verbos como “semelhança” se mostra o que Paulo aos Colossenses ensina, ou seja, o batismo representa essa salvação que aconteceu no passado e relembra os salvos cada vez que é observada essa ordenança como, em tempo propício, quando eram mortos nos pecados, condenados pelas ações pecaminosas feitas na carne, Deus os vivificou juntamente com Ele perdoando-os todas as ofensas.

A ordenança do batismo é bonita e prega gloriosamente a salvação por Cristo. Todavia, a ordenança não é a salvação. Também não oferece a salvação, nem promete-a, ou a confere. Nessa passagem Cristo é nitidamente manifestado O Salvador único e poderoso.

Presbítero: gal. 3:27, “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo.”

RESPOSTA: Com certeza como todos os convidados às núpcias do Esposo já eram trajados com as vestes de núpcias (Mt. 22.11), assim todos que foram batizados em referência a obra de Cristo já foram salvos por Ele.

A bíblia sempre mostra que a fé e o sangue são antes da água: “arrependei-vos e seja batizados” At. 2.38; “foram batizados todos que de bom grado receberam a Palavra”, At. 2.41; “é licito se crês”, At. 8.37; etc. Os que passaram então pelo batismo já foram antes disso revistados de Cristo.

Se a passagem citado quer sugerir que o batismo coloca-nos em Cristo e não é a fé na obra de Cristo que o batismo representa, a Confissão da Fé de Westminster é correta quando diz que essa ordenança oferece, promete, manifesta e confere o que ela representa. Sim, Judas Iscariotes foi salvo como também Simão o Mago pois eram batizados, até como adultos. Mas, se a Confissão é correta os apóstolos como escritores do Novo Testamento falando palavras inspiradas pelo Espírito Santo erraram pois disseram que Judas foi para o seu lugar e não o céu e também que Simão o Mago não tinha sorte neste negocio da salvação.

Todavia, creio que os apóstolos escritores do Novo Testamento falaram palavras verdadeiras quando enfatizaram que o Evangelho, a salvação eterna, é por crer em Cristo somente sem a ordenança do batismo (At. 20.21; 26.20; I Co. 15.1-5). Todavia, o batismo declara tanto Cristo o Salvador e a obediência do salvo que está sendo batizado.

Como essa referência bíblica comprova a continuidade da ordenança do batismo até o fim dos séculos eu não sei.

Presbítero: tito 3:5, “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,”

RESPOSTA: É declarada claramente que a salvação não é pelas obras de justiça. A obra do Espírito Santo na salvação é manifestada grandiosamente nesse versículo. De forma alguma a ordenança do batismo está sendo proposta nessa passagem como algo que continua na igreja até ao fim do mundo. O batismo nem sequer está mencionado nele.

A lavagem da regeneração é do Espírito Santo, não do batismo, quando Ele aplica a Palavra de Deus ao coração. A regeneração jamais é efetuada por uma cerimônia ou ritual eclesiástica.

Se houver um presbiteriano que quer vincular a lavagem da regeneração do Espírito Santo ao batismo então este mesmo precisa de explicar para mim como a aspersão presbiteriana é diferente da aspersão católica.

Presbítero: mar. 1:4, “Apareceu João batizando no deserto, e pregando o batismo de arrependimento, para remissão dos pecados.”; at. 2:38, “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;”

RESPOSTA: É claro pelas duas passagens citadas aqui que é necessário o arrependimento em primeiro lugar para a salvação. Creio que está claro que os que devem ser batizados são os que se arrependeram.

Sabendo que a bíblia não é contra si mesma, as múltiplas passagens que apontam Jesus Cristo como o único Salvador e que o sangue é o agente que nos lava dos pecados (Ef. 1.7; Cl. 1.14; Hb. 9.12-14; I Pe. 1.19; Ap. 1.5; 7.14), digo, esta abundancia de versículos com provas claras em estabelecer essas verdades tem que direcionar nosso entendimento acerca das passagens em que a água é usada em conexão com o batismo e o perdão dos nossos pecados.

Desde que a água não lava o coração, não salva e não perdoa os pecados, o significado destas duas passagens é que os que são perdoados submetem-se ao batismo que simboliza o Evangelho que os salvou. O batismo nas águas está em referencia ao perdão dos pecados já conhecido.

De qualquer forma é difícil entender pelas duas passagens que Cristo está ordenando que o batismo continue até o fim do mundo.

Presbítero: rom. 6:3-4, “3 Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? 4 De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.”; mat. 28:19-20, “19 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”

RESPOSTA: De fato o batismo é simbólico, pregando a salvação pela graça em Cristo Jesus. Se o batismo em alguma forma é parte da nossa salvação, a salvação não é pela graça mas pelas obras (Rm. 11.6). Mas simbolizar a salvação, isso o batismo pode e faz, como explica Rm. 6.3-4. A morte de Cristo, a Sua ressurreição, e a nova vida cristã são declaradas pelo batismo. Jamais essa nova vida cristã está prometida, oferecida ou conferida pelo batismo.

A referência em Mateus reafirma que o batismo é para os que já foram feitos discípulos através da pregação da Palavra de Deus.

Que a igreja verdadeira tem a comissão até que Cristo volta é clara pela passagem. De todas dadas como prova disso, essa é a mais indicada.

Presbítero: Quanto ao batismo infantil: Não batizamos crianças por que descendemos da Igreja Católica. Uma vez ouvi que a Igreja Presbiteriana era uma Igreja Católica disfarçada. Isso não é verdade! A igreja Católica batiza crianças entendendo exatamente a ação regeneradora e purificadora do batismo. Antes do batismo pagão e depois salvo e regenerado. Não cremos nisso!! Por favor isso é uma heresia!

RESPOSTA: Então qual a razão de usar muitas das mesmas passagens bíblicas que os católicos usem para sustentar a heresia que o amado me diz não concordar?

Presbítero: Entendemos que o povo de Deus é formado por adultos e crianças (as crianças não são o futuro da Igreja, elas são o presente). São filhos de Deus e pertencem ao Senhor (Disse Jesus: deixai vir os pequeninos por que dos tais é o reino dos Céus).

RESPOSTA: Há grande falta de exemplos bíblicos que afirmam que todos que fazem parte do reino de Deus também fazem parte da igreja. Contudo podemos citar exemplo bíblico após exemplo bíblico o ensino, sim, a exigência que a membresia da igreja neotestamentária seja composta somente de pessoas que confessam a sua fé pessoal em Cristo. Apesar da opinião que possamos ter sobre a salvação das criancinhas, não temos opção de aceitar ou não como doutrina que os membros da igreja local comprovadamente aceitaram de bom grado a Palavra pessoalmente.

Presbítero: As crianças são herdeiras espirituais de seus pais.

RESPOSTA: O que é da carne é carne. Os pais crentes não gerem filhos espirituais. Filhos espirituais são fruto do Espírito Santo operando pela Palavra de Deus. Pelo Adão e os seus descendentes vem a carne e a natureza pecaminosa.

Filhote de cobra é cobrinha, mas filho do cristão é pecador (Rm 5.12).

Ml 2.15 frisa que Deus busca uma descendência para Ele e por isso instituiu o casamento. Todavia não é pela geração física que a geração espiritual vem acontecer mas pelos pais ensinando a Palavra de Deus conforme Deuteronômio 6.5-9.

Presbítero: Há promessas bíblicas específicas para as crianças: "Ensina a criança no caminho que devem andar e quando crescer NÃO se desviará dele".

RESPOSTA: Essa promessa não é para as crianças mas para os pais de crianças. Se a criança for ensinada e for convertida no Caminho, ela é salva sim eternamente. Mas essa promessa citada é para o conforto dos pais cristãos que ensinam o Caminho certo aos seus filhos que provavelmente terão filhos que abraçarão o Caminho, mesmo que tenha as suas exceções.

Presbítero: Entendemos que a ordenança do Batismo é o sinal do novo pacto. No antigo pacto as crianças não eram deixadas de fora, entendemos que no novo pacto também não.

RESPOSTA: A graça de Deus aos que desobedecem a lei é o novo pacto. Não encontro passagens que o batismo é o sinal da graça, ou de um pacto de qualquer natureza, mas existem muitas passagens que ensinam que o batismo é o símbolo da vida, da morte e da ressurreição de Cristo (Rm 6.3-6). Pode existir um pacto que Deus fez com Cristo para Ele morrer por todos que Ele veio a buscar e salvar mas no Novo Testamento o batismo não simboliza tal pacto.

Será que este pacto é simbolizado no Novo Testamento? Será que alguém poderia fornecer tal exemplo desta suposta figura e prova que a igreja é ensinada a observar?

Presbítero: Deixar de batiza-las é excluí-las dessa herança bendita. (ver circuncisão e batismo em Cl 2: 11-12)

RESPOSTA: A circuncisão apontava à obra de Deus no coração do salvo. O batismo aponta à vida, morte e ressurreição de Cristo. Dizer que são a mesma coisa por estarem mencionados na mesma passagem não é boa hermenêutica.

Pela sua afirmação vejo que há uma “herança bendita” que o batismo fornece que não é a própria salvação. Into muito, apesar da sua intenção de esclarecer, confundiu-me. Creio que o amado declara que a “herança bendita” vem pela geração física dos pais (pois são herdeiras espirituais dos pais) mas se não batizar os filhos é de excluir os filhos de tal “herança bendita”.

Presbítero: Como o batismo não salva, (elas não estão salvas pelo batismo) os pais no momento do batismo infantil assumem a responsabilidade perante Cristo e a Igreja para ensiná-las no caminho que devem andar, a educá-las formalmente, instruí-las no caminho do Senhor, confiando na promessa Bíblica.

RESPOSTA: Essa idéia é original com presbiterianismo ou trouxe-a do catolicismo? Quer dizer então que o batismo presbiteriano não tem nada a ver com a confissão de Westminster?

Presbítero: Na Igreja batista isso é feito de maneira semelhante, mas sem a água (portanto não é batismo), utiliza-se o termo apresentação da criança ao Senhor (somente filhos dos crentes).

RESPOSTA: quer dizer que aquilo determinado sacramento na Igreja Presbiteriana é igual à ordenança do batismo na Igreja Batista, só sem a água? Desculpa-me se não concordo com essa afirmação.

Os pais são responsáveis de criarem os filhos na fé por serem pais cristãos, não por fazerem uma cerimônia eclesiástica que não é do Novo Testamento. Jamais explicaríamos isso como sendo uma das ordenanças da igreja.

Por sinal, a Igreja Presbiteriana é uma instituição que Cristo começou ou é da época de Abraão?

Presbítero: Mas elas ainda (muitas delas) não tem consciência! É verdade! São acompanhadas pelos pais e pela liderança da Igreja,

RESPOSTA: posso pedir uma prova disso sendo praticado no Novo Testamento pela igreja que Jesus instituiu?

Presbítero: e quando puderem, na Idade da razão (isso varia de criança para criança) fazem a Pública Profissão de fé. Professam com a sua própria boca, diante da Igreja e dos homens Jesus Cristo como único e verdadeiro salvador

RESPOSTA: Isso é o que o batismo declara. Sim, a profissão pública da sua fé pessoal é o batismo. No presbiterianismo é interessante pois o batismo precede a profissão da fé. Não creio bom comparar essa ordenança entre as duas igrejas. É melhor contrastá-la.

Presbítero: (ninguem pode fugir disso). Agora em diante, são participantes plenamente do corpo de Cristo e podem fazer parte da Ceia do Senhor (examine-se o homem a si mesmo ...).

RESPOSTA: será que temos um exemplo de pessoas batizadas e membros da igreja no tempo do Novo Testamento que não tinham direito nem a responsabilidade de participar da Ceia?

Presbítero: Não atrelamos o batismo ao arrependimento como os batistas (no caso das crianças). RESPOSTA: quer dizer que admite não seguir o exemplo do Novo Testamento que só era lícito batizar os que creram (Mt. 3.1-8; At. 2.41; 8. 37)? O batismo presbiteriano não está em relação ao arrependimento e ao perdão dos seus pecados?

Presbítero: Vc pode perguntar: mas aonde está escrito na bíblia que as crianças devem ser batizadas. Não está explicitamente! crianças e mulheres tinham uma posição diminuída na cultura judáica. Seria muito difícil mesmo um texto: batizai as crianças e as mulheres!

RESPOSTA: onde a Bíblia é muda não devemos ter boca.

Não sei se o amado reparou do fato que a igreja do Novo Testamento não foi instituída para uma cultura em especial. Foi instituída para poder ser copiada exatamente em toda nação até aos confins do mundo. Foi estabelecida em Palestina sim, mas as mesmas doutrinas, ordenanças e práticas observadas em Jerusalém também foram exigidas em Ásia, Roma, e aonde quer que Deus levou o evangelho. O ‘argumento cultural’ pode ser usado para admitir qualquer prática que o homem acha conveniente. Os que desejam batalhar pela fé uma vez dada aos santos não admitem tal argumento.
Presbítero: Mas temos textos que implicita isso!

RESPOSTA: qual outra doutrina importante na igreja do Novo Testamento é sustentada por textos implícitos? Nenhuma! Por que? Por que a igreja deve ensinar tudo que Jesus ensinou e o que o Espírito Santo guiou os apóstolos a entenderem. Além disso, é presunção perigosa.

Presbítero: o batismo de famílias inteiras Lídia e sua casa (Atos 16:15), o carcereiro e todos os seus (Atos 16;33). Ver nos dois textos uma diferença bastante interessante. No caso de Lídia o texto fala apenas de sua conversão, mas afirma que todos os seus foram batizados. Será que Paulo batizou adultos não conversos! acho que Paulo não faria isso, nem as escrituras ensinariam isso! Quem seriam todos os seus se não fossem adultos?

RESPOSTA: não há nenhuma sugestão de força implícita ou explicita que existiram criançinhas nestes lares. O relatório da prática dos apóstolos que o Espírito Santo deixou por escrita no Novo Testamento ensina todos que têm ouvidos para ouvir a verdade que o batismo era para ser administrado somente aos que crêem, ou seja, somente para aqueles que pessoalmente viveram aquilo que o batismo representa. Se alguém foi batizado por um apostolo foi por este confessar a sua fé. Seria sábio presumir que os apóstolos não praticaram o que Jesus comissionou-os a fazer (batizando-os, Mt. 28.20; Mc. 16.16)?

Presbítero: Bem quanto ao texto "arrependei-vos e sede batizados", é claro que se refere-se aos adultos para quem a palavra era dirigida! Tinham mesmo que se arrepender eram adultos! Há ainda os registros históricos de que a Igreja primitiva batizava crianças de Origenes (ano 185) em suas homilias em Lucas, seus sermões em levítico e em seus comentários em Romanos, Hipólito (sec II) em sua obra Tradição Apostólica e Tertuliano sua obra Baptismo (200-206) embora tenha cometido alguns desvios doutrinários sérios, também afirma isso.

RESPOSTA: Por algo ser registrado pelos historiadores antigos não quer dizer que a prática registrada era correta. O homem de Deus se aperfeiçoa pelas Escrituras (II Tm. 3.16-17). Os batistas são conhecidos como “homens do Livro”, deixando assim a historia dizer o que os historiadores quiseram que ela dissesse, os batistas optam para a sua única regra de fé e ordem a própria bíblia.

Alguns destes citados pelo prezado presbítero, não são amigos da fé verdadeira, não importando que eram contemporâneos dos do primeiro século. Tiveram uns homens, do próprio século em que Cristo começou a Sua igreja, que não retiveram a fé verdadeira (II Pe. 2.1-15; Gl. 1.6; I Tm. 1.19). Por que não poderia acontecer depois deste século?

Presbítero: Mas amado irmão (ou deveria chamar de primo! brincadeirinha :-) entendo que isso não é relevante no plano de Salvação humana, e pregação da palavra de Deus que é função da Igreja estabelecida pelo próprio Senhor Jesus Cristo.

RESPOSTA: Então não inclue o ensino que o batismo oferece, promete, ou confere o que somente Cristo pode. Se levamos alguém sentir seguro acerca da salvação por serem batizados quando criança, pregamos outro evangelho que não é alternativo.

Presbítero: Mas como vistes, não batizamos como os católicos, nem como significado nem como forma!

RESPOSTA: Não batizem como os apóstolos também. Será que devemos ser felizes por isso?

Presbítero: Sei que é tradição dos Batistas (o batismo do arrependimento),

RESPOSTA: é tradição por ser do Novo Testamento. Não fazemos a Palavra de Deus ser sem efeito pela tradição mas cumprimos ela. 2Ts 3.6 “Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu.”

Presbítero: e mesmo que compreenda o nosso ponto de vista (por favor, não papal) do nosso batismo, não queremos que rompam tradições, mas que respeitem nossas doutrinas, como respeitamos as dos batistas.

RESPOSTA: 2Ts 3:6 “Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu.”

Presbítero: Na Igreja Batista o batismo é uma ordenança que simboliza a morte do velho homem e o nascimento de uma nova criatura. Nova criatura em Cristo Jesus, participante do novo pacto, da nova aliança!

RESPOSTA: mas a bíblia usa esta fraseologia?

Presbítero: Sei que vocês não acreditam que o velho se fez novo (novo homem) no momento do batismo, isso, como para nós também ocorreu antes,

RESPOSTA: ocorreu isso antes também para as crianças? Ou, há um batismo para as diferentes faixas etárias? Que eu saiba o batismo no Novo Testamento é um, e é somente para os que crêem, de qualquer faixa etária.

Presbítero: quando houve uma decisão dele por Cristo Jesus (somente o Sacrifício de Jesus purifica o homem do pecado). Portanto tanto para batistas, como para presbiteianos a água, nem o batismo tem ação purificadora dos pecados.

RESPOSTA: sim, cremos assim para todos que pedem o batismo.

Está dizendo então que o batismo não é um selo da graça que é prometida, oferecida e conferida eficazmente pelo mesmo?

Presbítero: Temos então um estreito laço de entendimento real

RESPOSTA: creio que o laço é tão estreito que enforca um de nós.

Presbítero: quanto ao batismo apesar de nomenclaturas e designações diferentes para expressá-lo (Sacramento, ordenança, símbolo, etc).

Agora, por falta de conhecimento, muitos tentam nos aproximar da Igreja Católica. Isso não posso admitir como liderança de uma Igreja séria como a Igreja Presbiteriana.

RESPOSTA: quando saiu do catolicismo durante a reforma, buscou ser batizados corretamente com o batismo do Novo Testamento? Se não buscou o verdadeiro batismo, como pode qualquer dizer que não é como os católicos?

Presbítero: Outro aspecto inportante: João Calvino não fundou a Igreja Presbiteriana, Calvino fundou a Igreja Reformada na Suíça e o uso do nome Igreja Presbiteriana foi usado na Escócia por John knox (discípulo de Calvino) pela primeira vez, numa referêcia a o seu sistema de governo local. Posteriormente foi para os EUA e depois em 1858 com Simontom Green Ashbel missionário americano chega ao Brasil de forma definitiva.

RESPOSTA: estou corrigido. Muito Obrigado pela lição de historia! Pensei que, como os batistas, vocês também teria a doutrina como identificador do começo da igreja e não quando o nome da igreja foi usado pela primeira vez. Mas entendo que não é doutrina o identificador mas quando a palavra presbiteriano foi usada pela primeira vez. Se desejar determinar um homem escocês fundador da sua, fica à vontade. Em todo caso não usarei o Calvino em relação de fundador da sua igreja.

Presbítero: Entendemos que Calvino através de suas obras (As institutas, principal delas) foi um grande sistematizador doutrinário do novo testamento, na qual as Igrejas presbiterianas aceitam. A Igreja Reformada (fundada por Calvino) existe até hoje na Europa com este nome (também com a mesma forma de governo, com algumas particularidades). Também não cremos na infalibilidade de Calvino, nem de qualquer outro humano, mas como uma pessoa importante naquele momento histórico para as Igrejas reformadas.

Estamos falando então de duas Igrejas sérias (batista e presbiteriana), mas por que tanta divergência? Penso que o que foi posto aqui não impede que sejamos um só corpo, num só Espírito!

RESPOSTA: sendo sérias não aceitamos os erros dos outros e isso impede que andemos juntos a não ser que deseja um de nós não importar o que cremos é essencial.

Presbítero: Por que Jesus Cristo é o nosso cabeça!

RESPOSTA: como homem sim e somente assim.

Presbítero: Que Deus o abençoe!

Pb Xxxxxxxxxxxxx Xxxxxxxxx

Por causa de ter negociado a compra de uma casa e o corre-corre necessário para a mudança eu fui impedido a terminar isso antes de hoje dia 30 de janeiro. Grato sou pela sua paciência.

Em Cristo,

Pr Calvin




03/2009 De acordo com que o senhor Pastor conhece até hoje, gostaria de saber se é correcto alguém que é praticamente recém-convertido, ser Pastor! Quem o pode consagrar a Pastor? É correcto uma pessoa, chamar-se a si mesmo "homem de Deus"? Espero por resposta Nxxxx Oxxxxxxxxxxxx

Foi bom receber a sua carta e perguntas. Espero que essas respostas estejam úteis ao irmão.

Resposta: A consagração de um membro da igreja para a carga de Pastor deve cumprir qualificações Bíblicas. Entre outras têm estas que exigem uma vida exemplar para com os na igreja e os que estão fora, ou seja, do mundo. Demora manifestar uma vida exemplar. Um crente recém-nascida na fé não cumpre essa qualificação.

I Tm. 3.7, “Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo.”

Também deve ser investigado se a esposa está piedosa, e os filhos em sujeição:

I Tm. 3.4-5, “Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia 5 (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?);”

O candidato para Pastor não deve ser recém-nascido na Fe nem muito jovem:

I Tm. 3.6 Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo.

Quem o pode consagrar a Pastor?

Resposta: A igreja neotestamentária é a organização pela qual Deus opera. Por isso Ele falou que o que solta na terra é solto no céu, e o que ligar na terra será assim no céu (Mt. 16.19-20; 18.18-19). Um exemplo da igreja escolhendo e consagrando os que Deus chama está em Atos 13.1-5. Um exemplo da igreja escolhendo e consagrando os diáconos estã em Atos 6.1-7.

É correcto uma pessoa, chamar-se a si mesmo "homem de Deus"?

Resposta: Não. Não há exemplo dado pelos apóstolos, bispos, anciãos ou pelos pastores nem tal mandamento.

Em Cristo,

Pr. Calvin

14/03/2009

tellme: Eu gostaria de fazer uma pergunta sobre o que é uma Igreja Pentecostal, Tradicional .Gostaria que o Sr. respondesse.Obrigada Exxxxxx

Obrigado pelo contato.

O relativo recem-organizado movimento Pentecostal (pouco depois do ano 1900), que identifica as Igrejas pentecostais tradicionais crêem que os dons extra-ordinários dados aos apostolos, como curas, expulsão de demonios, beber veneno, revelações, etc. continuem até hoje. Crêem também que é necessário ter uma repetição dos acontecimentos do dia Pentecoste hoje. Isso inclue o batismo do espírito, falar em linguas, e a pratica dos dons extra-ordinários já mencionados. Também cêem que o salvo, salvo por Cristo, precisa continuar obediente à palavra de Deus para manter-se salvo. Se desviar da obediência o desviado perde a salvação. Se morrer assim, é perdição eterna.

Há modificações destes características em movimentos pentecostais, mas citei as básicas.

Em Cristo,

Pr Calvin

15/04/2009 Esse estudo foi encaminhado a mim por um irmão buscando entendimento maior dos assuntos aqui tratados. As respostas dadas por mim estão em fonte diferente e marcadas com “Pastor Calvin Responda:” Não creio que serei o ultimo a comentar nesses assuntos mas por ora oi bom conhecer um pouco mais destes assuntos. Pr. Calvin – www.PalavraPrudente.com.br Encontrei este bem redigido texto apologético católico, e gostaria qye me ajudases, enviando-me uma resposta sobre os pontos defendidos neste texto sobre a Mãe do Senhor. Obrigado, desde já, pela ajuda!

A IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM MARIA: OBJEÇÕES COMUNS

Por José Miguel Arráiz

Tradução: Carlos Martins Nabeto

Fonte: http://www.apologeticacatolica.org/

"Caríssimos: um amigo protestante me enviou um artigo que aponta diversos argumentos bíblicos e históricos contrários ao dogma da Imaculada Conceição. Neles se diz que Maria tinha pecado e que ela mesma o reconhecia. Vos envio agora as partes que me confundiram, para que me dêem a vossa opinião a respeito. Desde já agradeço".

Antes de mais nada, agradeço por ter escrito. Dividirei a minha Resposta: em várias seções onde tentarei analisar cada um dos argumentos que o artigo enviado por você apresenta. Destacarei os argumentos enviados na cor vermelha.

1. A "INDIGNIDADE" DE MARIA

Afirma o argumento em questão:

"Maria claramente reconheceu o que era diante de Deus: ela reconheceu 'sua indignidade' e a necessidade de Cristo como 'seu Salvador'. Essa 'indignidade' de que Maria nos fala no 'Magnificat' não era uma manifestação de sua grande modéstia, como ensina Roma. Se Maria tivesse sido sem pecado e perfeita como Jesus, nunca teria falado de sua 'indignidade', porque não a teria. Isto seria, simples e claramente, falsa humildade e esta última não teria se produzido se realmente Maria fosse 'sem pecado concebida'. A verdadeira humildade é reconhecer o que alguém é, assim como o que alguém também não é".

Este argumento contém diversas falhas.

Em primeiro lugar, devo esclarecer que uma tradução mais apropriada do texto do Magnificat, a que faz referência o comentário, seria este: "porque colocou os olhos na humildade de sua serva; por isso, a partir de agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada" (Lucas 1,48 - BJ).

Pastor Calvin Responda: Pelas traduções diferentes que existem qualquer pode achar sempre algo que concorda com o que deseja. Mas o problema dessa vez não está na tradução que usa, mas a interpretação dada no uso dessa palavra no grego. Como se vê no léxico de James Strong, LL.D., S.T.D. há várias palavras em português que têm a mesma raiz numa única palavra em grego.

No Strong’s Léxico é #5014. tapeinosis; vem de #5013; depressão ou baixeza (em classe ou sentimento): traduzida: humilhação, baixeza, abatido, abatimento.

Os seus usos no Novo Testamento:

Lc 1:48 Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada,

At 8:33 Na sua humilhação foi tirado o seu julgamento; E quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra.

Fp 3:21 Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.

Tg 1:10 E o rico em seu abatimento; porque ele passará como a flor da erva.

Como se vê, a palavra em grego vem de uma outra que é:

5013. tapeinoo; vem de 5011; deprimir; figurativamente, humilhar (em condição ou coração): traduzida como humilde, humilhar, abatido, etc.

Os seus usos no Novo Testamento:

Mt 18:4 Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus.

Mt 23:12 E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado.

Lc 3:5 Todo o vale se encherá, E se abaixará todo o monte e outeiro; E o que é tortuoso se endireitará, E os caminhos escabrosos se aplanarão;

Lc 14:11 Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado.

Lc 18:14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.

2Co 11:7 Pequei, porventura, humilhando-me a mim mesmo, para que vós fósseis exaltados, porque de graça vos anunciei o evangelho de Deus?

2Co 12:21 Que, quando for outra vez, o meu Deus me humilhe para convosco, e chore por muitos daqueles que dantes pecaram, e não se arrependeram da imundícia, e prostituição, e desonestidade que cometeram.

Fp 2:8 E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.

Fp 4:12 Sei estar abatido, e sei também ter abundáncia; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundáncia, como a padecer necessidade.

Tg 4:10 Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.

1Pe 5:6 Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte;

Estas são todas os casos das referidas palavras.

O uso correto também é determinado pelo contexto do qual falo logo embaixo.

A palavra que o texto grego emprega é tape????s?? (tapeino?sis), que pode ser traduzida como "humilhação", "estado de humildade" (cf. The New Testament Greek Lexicon), fazendo referência à condição da pessoa que se reconhece pequena ou faz-se pequena. Todos temos que reconhecer nossa pequenez diante de Deus, mas isto não tem uma relação direta com ter pecado. Os anjos também se humilham diante de Deus e não pecaram.

Pastor Calvin Responda: Mesmo que esse verbo grego em nenhuma vez é usado para referir-se aos anjos, pode ter razão que o verbo grego não sempre refere-se ao pecado necessariamente.

Creio que o contexto ensina muito. A baixeza de Maria, e a aclamação que ela deu na ocasião da Elisabete afirmar com ela que o nenê nela ter pulado ao som da saudação de Maria à sua prima. Como muitos exemplos na bíblia, Maria também sentiu baixeza,pequena diante das obras de Deus tão magnificente. Poderia falar de Moises diante Deus na sarça ardente (Ex 3.1-22), ou de Isaias diante a visão do trono de Deus (Is 6.1-5, “Ai de mim! Pois estou perdido”), a chamada de Jeremias (Jr 1.1-9, “Ah Senhor DEUS! Eis que não sei falar; porque ainda sou menino”), o Apostolo João diante da manifestação das glórias de Deus (Ap. 19.10, “E eu lancei-me a seus pés ...”; 22.8-9, “prostrei-me aos pés”). A Maria sem dúvida sentiu a mesma baixeza destes exemplo por sentir as suas imperfeições, a sua qualidade de ser humano normal e pecador.

Quando Cristo foi feito um pouco menor dos anjos Ele não humilhou-se diante de Deus como pecador. Ele humilhou-se ao vir como homem à terra e viver junto com pecadores. O Ser Eterno vivendo com os homens. Eis a Sua baixeza ou humilhação.

Muitas Bíblias protestantes traduzem essa palavra por "indignidade" (p.ex., as diversas versões da Reina-Valera [em espanhol]); embora a tradução não seja de todo incorreta - porque outra tradução possível para a palavra é "condição baixa" - não me parece aqui que esta seja a tradução mais adequada. Isto porque em Atos 8,33, a mesma palavra tape????s?? é empregada para se referir à condição de Cristo:

Pastor Calvin Responda: “abatimento”, “humilhação”, “condição baixa”, refere-se a Cristo muito bem. Repito o que escrevi:

Quando Cristo foi feito um pouco menor dos anjos Ele não humilhou-se diante de Deus como pecador. Ele humilhou-se ao vir como homem à terra e viver junto com pecadores. O Ser Eterno vivendo com os homens. Eis a Sua baixeza ou humilhação.

Se o verbo no grego precisava ser entendido por “pecado”, algo que o significado não necessariamente pede, poderia apontar a Cristo também pois Deus o fez pecado pelos salvos: II Co. 5.21, “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.”

Não deixa de ser dúvida nenhuma, Cristo foi feito pecado pelos pecadores. Diante do homem Ele era sem culpa, mas para com Deus Ele era culpado com os nossos pecados sobre Ele.

Cristo Jesus foi feito o Substituto do pecador que se arrependa. Os pecados dos que crêem e crerão nEle foram sobre Ele:

Is 53.4-8, “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.

5 Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.

7 Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.

8 Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido.”

Portanto, Cristo foi feito numa “condição baixa” pela salvação dos Seus. E confere isso, Ele é o ÚNICO que foi dado por Deus ser o Salvador dos pecadores. Nenhuma igreja, mulher, obra de homem qualquer, intenção boa, valor de dinheiro ou tesouro coopera com Ele nessa obra de salvação. Ele basta! Deus o Pai vê a obra da Sua alma, e fica satisfeito. Os que crêem em Cristo são salvos, e somente estes. Maria não é Co-Mediadora em nenhuma maneira!

- "Fui levado como uma ovelha para o matadouro; e como cordeiro calado diante do tosquiador, assim ele não abre a boca. Em sua humilhação lhe foi negada a justiça; quem poderá contar sua descendência? Porque sua vida foi arrancada da terra" (Atos 8,32-33).

Neste texto, as mesmas Bíblias protestantes acima citadas, que no texto anterior traduziram como "indignidade", aqui traduzem como "humilhação". Esta forma de traduzir parece tendenciosa, porque quando a palavra se refere a Cristo, traduzem como "humilhação"; quando se refere a Maria, traduzem como "indignidade".

Pastor Calvin Responda: Não é porque o tradutor é tendencioso pois pode ser que o contexto influencia como uma palavra deve ser traduzida também.

A palavra tape????s?? (tapeino?sis) provém de tape????? (tapeinoo?), que significa “humilde”; esta, por sua vez, provém de tape????? (tapeinos), palavra utilizada pelo próprio Cristo para se referir a Si mesmo quando diz: "Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para vossas almas" (Mateus 11,29).

Pastor Calvin Responda: Pode ser que este texto não ensina isso, mas Cristo é o exemplo de baixeza e humildade, e Ele tornou ser pecado nos olhos do Pai, por isso foi desamparado (Jo. 19.30).

Cristo foi feito um pouco menor dos anjos por causa da sua paixão de morte – Hb. 2.8-9, “Todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés. 9 Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos.”

Portanto, assumir que Maria tinha pecado porque falou de sua humilhação ou humildade é o mesmo que afirmar que Jesus também tinha [pecado], porque a Escritura emprega as mesmas palavras para falar de sua condição.

Pastor Calvin Responda: Creio que essa lógica pode parece boa para alguns, mas a mesma palavra pode ser usada com Maria e apontar ao seu pecado, quando não precisa ser traduzida na mesma maneira quando usada com Jesus. Existem vários elementos que determina como uma palavra grega pode ser traduzida e o contexto é um destes elementos. O que uma palavra diz de Maria pode não significar para Jesus pois o contexto pesa no uso das palavras. Como uma palavra é usada em um lugar não é obrigatório ser usada em outro lugar.

Por exemplo:

Dizer que os cordeiros da páscoa devem ser sem mácula (Ex 12.5) e dizer que Cristo é na mesma maneira sem macula não é coerente

Hb 7:26 Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus; Hb 9:14 Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?

1Pe 1:19 Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado,)

Cristo é sem macula sim, mas diferentemente do que um cordeiro ou bode pode ser sem mácula. Por isso a lógica escriturística diz “Quanto mais” quando comparando os dois casos.

Portanto, se o Espírito Santo quis mostrar Maria “humilde” por causa de reconhecimento do seu pecado diante da obra manifesta de Deus, a bíblia poderia mostrar isso com o mesmo verbo que é usado em referência ao Jesus e não indicar a humilhação de Cristo pela mesma razão. O contexto ajuda na determinação.

No Magnificat, Maria está falando de sua condição humilde, mais que de sua condição indigna, que implicasse estar em pecado. Isto é algo que tal palavra não implica e a este tipo de conclusões errôneas pode levar o estudo de uma Bíblia com tradução imprecisa somado a uma exegese deficiente isolada do Magistério da Igreja.

Pastor Calvin Responda: Poderia indicar “condição baixa” por causa de pecado sim, pois o contexto, em verdade no versículo posterior, no mesmo contexto, na mesma fala de Maria, ela aponta Jesus como o seu Salvador (Lc. 1.47).

Sem duvida nenhuma tal clareza de contexto não pode ser simples assim aos Católicos. Creio que os apologistas católicos precisam fazer ginástica gramatical para que a bíblia não diz o que parece dizer. Farão o necessário que o contexto não afirma que Maria aponta Jesus como o Salvador dela, ou seja, dos pecados dela. Para os que querem provar que Maria era sem pecado a palavra “Salvador” precisa ser trazida de uma forma para não dizer o que o contexto aponta essa palavra a afirmar.

Se, todavia, restarem dúvidas, tape????s?? também é utilizado por Tiago 1,10:

- "O irmão de condição humilde glorie-se em sua exaltação; e o rico, em sua humilhação, porque passará como flor de erva" (Tiago 1,9-10).

Pastor Calvin Responda: como se vê, a humilhação não precisa de significar indigna. Todavia a humilhação é saudável para o rico pois assim verá que a vida passa rapidamente.

No v. 9, usa tape????? (tapeinos) para refletir a condição humilde dos pobres, enquanto que o v. 10 usa tape????s?? (tapeino?sis) para refletir a humilhação dos ricos. Este é outro exemplo onde se vê que tal palavra se refere à condição de humildade ou humilhação da pessoa, mais que qualquer condição pecaminosa. Se assim fosse, teríamos que concluir que Tiago nos manda gloriar-nos em nossa condição pecadora; no entanto, o contexto é claramente contrário a isto.

Pastor Calvin Responda: Creio que foi exposta suficientemente que a humilhação deve ser interpretada conforme o contexto. Creio que a Maria foi humilde por sentir inadequada e pecadora diante de tais obras maravilhosas de Deus.

2. SOBRE A REJEIÇÃO DOS PADRES DA IGREJA AO DOGMA DA IMACULADA CONCEIÇÃO

"Quanto aos Padres da Igreja, diz Eusébio de Cesaréia: 'Ninguém foi exceptuado da mancha do pecado, nem mesmo a Mãe do Redentor do mundo; somente Jesus se encontrou isento da Lei do pecado, mesmo que tendo nascido de uma mulher sujeita ao pecado'. Santo Ambrósio, doutor da Igreja e bispo de Milão, disse: 'Somente Jesus não foi vencido pelos laços do pecado; nenhuma criatura concebida pelo contato do homem com a mulher foi exceptuada do pecado original. Somente foi exceptuado Aquele que foi concebido de uma Virgem sem aquele contato, por obra do Espírito Santo'. Santo Agostinho, doutor da Igreja, comentando o Salmo 34:3, afirmou: 'Maria, filha de Adão, morreu por causa do pecado; e a carne do Senhor, nascida de Maria, morreu para apagar o pecado'.

Porém, a coisa não pára aqui. Houve até três Papas que mantiveram esse mesmo critério: Leão I (440-461), disse: 'Assim como Nosso Senhor não encontrou ninguém isento do pecado, assim também veio para o resgate de todos". O Papa Gregório Magno (590-604), comentando a passagem de Jó 14:4, expressou que Jesus Cristo foi o único que não foi concebido do sangue impuro e o único também que foi verdadeiramente puro em sua carne. Inocêncio III (1198-1216), disse: 'Eva foi formada sem culpa e gerou na culpa; Maria foi gerada na culpa e gerou sem culpa'".

Ainda que seja certo que tenham havido alguns pouquíssimo casos de Padres da Igreja apresentando dúvidas a respeito da santidade perfeita de Maria (como São Tomás de Aquino e São João Crisóstomo), estes foram certamente uma ínfima minoria. Por outro lado, a maioria das citações mencionadas no artigo que ora respondo são falsas e as demais estão fora do contexto. Para tanto, recomendo consultar o estudo: "Os Padres da Igreja eram Contrários ao Dogma da Imaculada Conceição?", escrito por Alex Grandet.

(Devemos ser muito cautelosos com as citações apresentadas nos sites de apologética protestante. Não é a primeira vez que citações falsas passam de mão em mão, sendo que aqueles que as empregam nem têm o trabalho de verificar as fontes para determinar se são precisas ou fraudulentas).

Resposta não pode ser dada por não ter ao meu dispor a razão desta acusação.

3. MARIA, NÃO TENDO COMETIDO PECADO, NÃO PRECISAVA DE CRISTO COMO SALVADOR?

"Por Maria ser bendita entre as mulheres (Lc 1:28), ser um exemplo de obediência e fidelidade a Deus, significa isto que era perfeita, que não tinha pecado e que, portanto, não precisava da salvação que Jesus ia trazer ao mundo por seu sacrifício na cruz? Não. Maria, como todos os homens, não podia se salvar a si mesma, nem por suas obras, nem por sua própria justiça, nem santidade, porque da mesma forma que todos os demais, ela era humana e, portanto, descendente de Adão e Eva. A Bíblia diz claramente que Maria se via necessitada da salvação que apenas Deus, por sua graça, podia dar; e a dá pelos únicos e suficientes méritos de Cristo Jesus. Maria exclamou quando foi visitar Isabel: 'Meu espírito se regozija em Deus, meu Salvador, porque olhou a indignidade de sua serva' (Lc 1:47,48). Como disse Miguel Angel Tiscar, ex-sacerdote católico romano: 'Ela disse e não podemos dizer que Maria era embusteira ou mentirosa. Ela disse: 'Em Deus, meu Salvador'; logo, foi salva! Se foi salva, é porque antes estava perdida - não é mesmo? - já que alguém é salvo da perdição ou condenação pela justiça que merece (Rm 3:23)".

Para responder a esta questão, devemos esclarecer no que crêem realmente os católicos, já que, com base nas palavras do autor do artigo, isto não se diz em conformidade com a verdade.

Para a frase: "Maria, como todos os homens, não podia se salvar a si mesma, nem por suas obras, nem por sua própria justiça, nem santidade, porque da mesma forma que todos os demais, ela era humana", nós, católicos respondemos que concordamos totalmente. Para a frase: "Maria se via necessitada da salvação que apenas Deus, por sua graça, podia dar; e a dá pelos únicos e suficientes méritos de Cristo Jesus", afirmamos que isso também é doutrina 100% católica.

Nós não cremos que Maria não precisou da salvação de Cristo e a dificuldade para se entender como Maria foi salva pelos méritos de Cristo sem ter sido concebida no pecado não é nova. Inclusive, teólogos como São João Crisóstomo e São Tomás de Aquina apresentavam suas reservas para o caso.

Mas explica Fr. Nelson Medina:

"A objeção cessa quando descobrimos que o que estamos celebrando precisamente é o modo singular como a salvação de Deus se fez primeiro presente na vida de Maria. Deus salva levantando aquele que cai, porém também pode fazê-lo não o deixando cair. Não cair é um modo de ter sido amparado, um modo de ter sido salvo. Maria não é aquela que não precisou da salvação, mas aquela que foi salva de modo peculiar, em razão da sua missão particular... Ser salvo não implica ter pecado ou ter estado sob o poder do pecado".

Visto desta maneita, não se pode objetar que nós, católicos, cremos que Maria não precisou ser salva por Cristo; simplesmente cremos que foi salva de um modo peculiar devido à missão única e transcendental que deveria realizar: abrigar em seu seio puro e sem mácula o Verbo de Deus. Não era isto uma missão qualquer: não seria uma carne manchada pelo pecado e sob o domínio de Satanás que tomaria Cristo para si mesmo. A imaculada conceição de Maria para nós redunda em benefício mais que em detrimento da dignidade do Redentor.

Pastor Calvin Responda: Numa vez se usa o grego para estabelecer um ponto e outra vez se usa as palavras de Fr. Nelson Medina. Se a Palavra de Deus é proveitosa para ensinar e instruir em justiça para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra (II Tm. 3.16-17), por que não limita-se a ela em todos os casos?

O que um homem pode dizer sobre qualquer ponto bíblico é só aceitável enquanto o que diz faz jus às Escrituras, algo o determinado Fr. Nelson não faz. Ele estabeleça uma salvação especial para Maria para atender às crenças da sua igreja e não para ser coerente com as Escrituras.

A salvação em primeiro lugar não é um amparo, um levantando outro que caiu. A salvação é uma libertação de escravatura de pecado, o pagamento de uma dívida impossível para o condenado pagar nunca, vivificação daquele que era morto, visão ao que era cego, novo nascimento ou a regeneração daquilo que era morto, justificação do condenado, o trazer à presença e ao agrado de Deus aquele que era banido da Sua Presença Santa por ser Seu inimigo.

A salvação em segundo lugar para Maria não foi menos maravilhosa do que qualquer outro pecadora e pecador. Tentar explicar que uma pecadora remida pelo arrependimento dos pecados e pela fé em Cristo Jesus não pode dar a luz aquele que é Santíssimo é negar que Deus pode fazer o que quer. Não foi o ventre que foi santo, imaculado, mas Aquele que foi concebido pelo Espírito Santo. A Maria não era imaculada, mas lavada pela fé no sangue de Jesus Cristo. O Filho nascido é O Santo. Por ser Ele gerado pelo Espírito Santo Ele é O Santo.

Estou sabendo o que o Fr. Nelson Medina diz, mas não acho concordância na bíblia com o que disse. Portanto, quando há dúvida: “sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso” Rm. 3.4.

Uma vez compreendido isto, podemos entender a falha de raciocínio deste ex-sacerdote quando pergunta: "Ela disse e não podemos dizer que Maria era embusteira ou mentirosa. Ela disse: 'Em Deus, meu Salvador'; logo, foi salva! Se foi salva, é porque antes estava perdida - não é mesmo?"

Isto é impreciso não apenas porque alguém pode ser salvo se antes estava perdido, como também pode ser salvo antes de chegar a se perder. Usemos um exemplo simples para ilustrar nossa visão. Imaginemos que, ao cruzar a rua, um pedestre é atropelado por um carro; alguém vem, o leva para o hospital e este sobrevive; pode-se dizer que ele foi salvo. Porém, imaginemos que, no momento de cruzar a rua, alguém vê o carro se aproximar e detém o pedestre antes que seja atropelado. Ele também não foi salvo? Usando a ótica do ex-padre, teríamos que responder que "não", o que obviamente é incorreto!

Pastor Calvin Responda: é interessante também como o apoligista católico usa, ou as palavras de um doutor católico ou exemplos bíblicos para sustentar as suas idéias. Será porque? Deve ser pela razão que se limitasse à bíblia a sua lógica seria fraca demais. Se fosse da bíblia não teria a necessidade de sustentar tal lógica humana com palavras de homem ou exemplos não bíblicos.

Como estabelecido acima, a salvação é a libertação de um escravo e não de um escravo em potencial. A salvação é de um cego e não algo que previne a cegueira. A salvação é a recompra daquele que é escravo e não de alguém que poderia um dia ser escravo. A bíblia não conhece outro tipo de salvação do que de pecadores (I Tm. 1.15, “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.”). Maria foi salva dos seus pecados pois ela reconheceu que ela tinha cometido desgraça, que praticou rebeldia contra a Lei de Deus, que era uma inimiga de Deus. DEPOIS de ser salva, mesmo pecando diante dos homens pois a natureza pecaminosa continuou nos seus membros, Deus considera ela justificada (Rm. 8.1, “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.”).

O fato que Maria era uma pecadora remida e o fato que nos seus membros habitava o pecado, a humilhação de Cristo ser feito carne é manifestada melhor.

4. A BÍBLIA DIZ QUE TODOS PECARAM...

"A Bíblia diz que todos pecaram e estão privados da glória de Deus (Rm 3:23). Ao que parece, os católicos romanos não perceberam que 'todos' significa 'todos' e isso inclui Maria. O próprio apóstolo João declara em 1Jo 1:10 que se dissermos que não temos pecado, tornamos a Ele mentiroso e sua Palavra não está em nós. Com a proclamação do dogma da imaculada conceição, os católicos romanos tornaram Deus mentiroso".

Um erro comum é tomar um texto fora do contexto e, a partir daí, inventar doutrinas.

Pastor Calvin Responda: contente sou em ter essa afirmação de um católico. Pensei que ignorava o seu próprio erro. Quando o Fr. Nelson Medina inventou aquela doutrina citada acima, pensei que não reconhecia que estava inventando uma doutrina. Alias, pior é a situação agora, pois se está sabendo do erro e ainda enfatiza que tal erro é verdadeiro, o engano Maximo está sendo exercitado.

Nós, católicos, não desconhecemos esses textos; simplesmente não cremos que São Paulo ou São João tenham tido a intenção de incluir ou fazer referência ao caso particular da Santa Virgem Maria, mas apenas à condição geral do ser humano.

Pastor Calvin Responda: Se pecaminoso é a condição geral dos seres humanos, pecaminosa é a situação de Maria por ela ser dessa mesma espécie.

Em primeiro lugar, é incorreto assumir a idéia de que, na Bíblia, "todos" significa sempre "absolutamente todos". Se lermos direitinho Romanos 3,23 - que diz que TODOS foram privados da glória de Deus - não é certo que se entenda como "absolutamente todos" já que Henoc e Elias não foram privados da glória de Deus! Temos testemunho disto na própria Escritura:

- "E Henoc andou com Deus e desapareceu, porque Deus o levou" (Gênese 5,24).

Pastor Calvin Responda: é lamentável evidenciar tanta ignorância do assunto da salvação. Como temos estabelecido da bíblia que Deus salva somente os que tem pecado para se arrepender. Depois de ser salvo é que diante de Deus são puros, feitos justos.

Como o cego com a sua visão restaurada disse: “havendo eu sido cego, agora vejo” (Jo. 9.25), cada um dos salvos dizem, “eu era um pecador e um injusto diante deDeus, mas agora sou justo e isso pela obra do JUSTO (I Pe. 3.18).

Enoque e Elias eram pecadores que foram salvos. Pois eles são entre os milhares ao redor do trono que cantam já: “Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação;

10 E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.

11 E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares,

12 Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.

13 E ouvi toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.

14 E os quatro animais diziam: Amém. E os vinte e quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o sempre.” (Ap. 5.9-14).

Por qual razão daria alguém glória ao Cordeiro que foi morto se não pelo sangue deste Salvador fosse lavado? Quem pode dar graças por ser comprado pelo sangue se não primeiramente foste escravo do pecado. Enoque e Elias, junto com Moises, Abraão, Jó, Davi e os apóstolos eram todos pecadores até o dia que foram salvos. Nesse caso, o ”todo” inclui todos os nascidos de Adão sem exceção nenhuma.

Todos os lavados pelo sangue de Jesus conhecerão o mesmo fim de Enoque e Elias, ou sja, serão recebidos nos céus por Deus; Pode ser que o corpo demora um pouco, mas em espírito, ser ausente do corpo é ser presente com Deus.

- "E aconteceu que, estando eles conversando, eis que uma carruagem de fogo com cavalos de fogo separou os dois; e Elias subiu ao céu em um turbilhão" (2Reis 2,11).

Porém, como [Romanos 3,23] poderia ser uma referência a "absolutamente todos" se Henoc e Elias foram levados ao céu? Deveríamos pensar que São Paulo desconhecia estes eventos bíblicos? Ou seria mais consistente supor que não estava se referindo aos casos excepcionais?

Pastor Calvin Responda: é lamentável evidenciar tanta ignorância do assunto da salvação. Como temos estabelecido da bíblia que Deus salva somente os que tem pecado para se arrepender. Depois de ser salvo é que diante de Deus são puros, feitos justos.

Nenhum caso excepcional estava em vista. Rm. 5.12 confere o que Rm. 3.23 estabelece. Não posso pensar porque alguém que já foi salvo dos seus pecados teria dificuldade em concordar com Paulo que todos pecaram e destituídos estão da gloria de Deus.

Assim como nestes casos não se poderia dizer que [Henoc e Elias] estavam privados da glória de Deus, não há porque concluir que a mesma frase "todos pecaram" esteja incluindo especificamente o caso de Maria. Isto é bastante temerário.

Pastor Calvin Responda: Mas Enoque e Elias nasceram sem a gloria da santidade pois são filhos de Adão. Sabemos então o que isso ensino não sabemos? Rm. 5.12, “12 Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” Que andaram com Deus é prova que foram salvos pela graça de Deus naquela hora que foram levados. Mas isso não cancela o fato que nasceram pecaminosos filhos de Adão. Só os salvos por Jesus Cristo podem andar com Deus pois Jesus é o Caminho para o Pai (Jo. 14.6).

Outro exemplo de que na Bíblia nem sempre "todos" significa "absolutamente todos" encontramos em um outro texto:

- "Houve, nos dias de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da tribo de Abias, casado com uma mulher descendente de Aarão chamada Isabel; os dois eram justos perante Deus e caminhavam irrepreensíveis em todos os mandamentos e preceitos do Senhor" (Lucas 1,5-6).

Pastor Calvin Responda: Todos os lavados dos seus pecados pelo sangue de Jesus são santos diante de Deus. Rm. 8.1 confere isso como já temos citado. Ser salvo não desqualifica nenhum filho de Adão de ter sido pecador antes.

Aplicando o mesmo raciocínio protestante, teríamos que concluir que Zacarias e sua esposa não tinham pecado, já que a Escritura afirma que "caminhavam irrepreensíveis em todos os mandamentos" e "eram justos".

Pastor Calvin Responda: Tal andar é fruto de ser salvo pelo arrependimento dos pecados e ter crido pela fé em Jesus o Salvador dos tais pecadores.

Da mesma forma, cremos que o texto de São João não pretende fazer referência ao caso particular da Virgem Maria, já que ele não está tratando desse tema, mas da condição natural de todos nós, pecadores. Uma prova disso temos aqui: diferentemente de Romanos 3,23, ele não se refere ao pecado original, mas aos pecados cometidos (o pecado original é um pecado "contraído" e não "cometido": o contraímos por sermos descendentes de Adão; mas não fomos nós que o cometemos, mas sim Adão!).

Pastor Calvin Responda: todavia, somos pecadores por termos sido nascidos de Adão. Morremos por sermos filhos de Adão. Podemos ser vivificados pelo segundo Adão, Jesus Cristo. Pergunto, já se arrependeu dos seus pecados e crido em Cristo Jesus como seu Salvador?

Observe o que diz São João: "Se dissermos que não temos pecado..."; quando se refere a "ter" pecado, fala dos pecados cometidos e não do pecado original (o qual - repito - não cometemos, mas contraímos em virtude da queda de Adão). No entanto, as crianças não cometem pecados pessoais; logo, São João tampouco as quer abranger. Uma criança poderia dizer que não pecou (referindo-se aos pecados pessoais mencionados por João) e nem por isso tornaria Deus mentiroso!

Pastor Calvin Responda: alguns vão longe para sustentar o erro não vão? Entre com as criancinhas para sustentar que Maria era imaculada. Não vejo a razão de falar nada disso, desde que não éclaro na bíblia que cianças não mentem desde o ventre como diz o salmista (Sl 58:3 Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, falando mentiras.)

Se quando São João nos diz isto não está contemplando o caso particular das crianças, porque deveríamos supor que estaria se referindo ao caso particular de Maria, aquela que viria a conceber em seu seio [virginal] e dar a sua carne ao Verbo de Deus?

Pastor Calvin Responda: não sei porque o contrário deve ser evitado!

E mais! O mesmo João diz mais adiante:

- "Todo aquele que permanece Nele, não peca; todo aquele que peca, não O viu, nem O conheceu" (1João 3,6).

Pastor Calvin Responda: O que é nascido de Deus é a nova natureza, o homem interior. Esse não peca e não pode pecar.

Com base neste texto, poder-se-ia afirmar que houve um tempo no qual Maria não permaneceu Nele, sendo que o anjo a proclamou "cheia de graça" em um estado permanente e, inclusive, antes mesmo que o Espírito Santo realizasse nela a obra da Encarnação. Assim, passamos para o próximo ponto:

Pastor Calvin Responda: Para graça ser graça tem que ser favor não mericido. Se mereceu, não é hgraça. Rm. 11.6, “Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra.”

Portanto, se Maria era agraciada, foi favor de Deus que NÃO era merecido por ela, pois ela era pecadora como todos nós. Por isso, a graça!

5. O QUE SIGNIFICA CHAMAR MARIA DE "CHEIA DE GRAÇA"

"O outro texto bíblico sobre o qual Roma apóia seu dogma mariano é Lc 1:28: 'E entrando o Anjo no lugar onde ela estava, disse: Salve, muito favorecida! O Senhor está contigo; bendita és tu entre as mulheres'. Vejamos: 'Salve', em grego 'Chaire', significa 'Saudações!'; nada mais é do que o "Oi!" atual. 'Muito favorecida', em grego 'Kecharitoméne', a cujo particípio Roma se apega para ensinar que Maria estava totalmente 'cheia de graça', sem deixar resquício para qualquer pecado, nem original nem pessoal, carece de todo fundamento; para refutar, basta advertir que Ef 1:6 emprega exatamente o mesmo verbo grego, sem que ocorra a alguém afirmar que todos os crentes estão 'cheios de graça' da forma como Roma diz de Maria. At 4:33 diz: 'E com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus e abundante graça vinha sobre todos eles', ou seja, o favor de Deus para com todos, cumprindo-se assim as palavras dos anjos de Lc 2:14: 'paz na terra, boa vontade para com os homens'".

A primeira coisa que devo esclarecer é que "cheia de graça" é a tradução correta para a palavra ?e?a??t?µe?? (kecharitomene); e, para sermos precisos, nem mesmo esta tradução abrange o profundo significado desta palavra!

Pastor Calvin Responda: charitoo #5487, dado honra especial, fazer aceitável (James Strong no léxico dele.)

A palavra ?e?a??t?µe?? é uma extensão de três palavras: ?a??t?? (charitoo), µ??? (mene) e ?e (ke). ?a??t?? (charitoo) significa "graça", ?e (ke) é um prefixo de ?a??t??, demonstrando que a palavra está em tempo perfeito. Isto indica um estado presente produto de uma ação concluída no passado. µ??? (mene) torna isto um particípio passivo. "Passivo" é a ação realizada no sujeito (neste caso, a Virgem Maria) por outra pessoa (neste caso, Deus). Resumindo: a palavra ?e?a??t?µe?? de Maria é um particípio passivo de ?a??t?? (charitoo): Deus é o autor de seu estado de graça: plena, cheia de graça.

Pastor Calvin Responda: se é graça, tem que vir de Deus e não do homem. Se for graça é porque Maria precisava, pois o favor desmericido, não é dela originalmente. Noé achou graça nos olhos de Deus (Gn 6.8). Nota: Deus não achou graça nos olhos de Noé. A mesma pode ser dito de todos que recebem graça. Maria, junto com todos os salvos recebeu graça, ou melhor, foi feito aceitável, ou dado honra especial por não ter tal honra e aceitação originalmente.

É importante notar também que quando o anjo Gabriel emprega ?e?a??t?µe?? para se referir a Maria, o faz como um pronome (o pronome toma o lugar de um nome ou título), o qual representa a identidade da pessoa de quem está se falando. Assim, Maria é identificada com um simples termo, o qual não é seu nome próprio (=Maria).

Com base nisso, interpretamos que o anjo não está dizendo que Maria está cheia de graça (nesse momento), mas se refere a ela como a "cheia de graça" ou a "plena de graça". Pois bem. Este estado, sendo produto de uma ação passada (por ser um particípio passivo perfeito), indica uma perfeição da graça que é intensiva e extensa. O estado de Maria é um estado de uma ação passada de Deus sobre ela, onde a plenificou de graça, passando a ser identificada deste modo.

Cabe ressaltar que esta palavra, com a qual o anjo identifica Maria, é empregada somente para ela em toda a Bíblia, de modo que o autor do artigo não tem razão ao afirmar que Efésios 1,6 utiliza o mesmo verbo; até porque o que aparece aí é a palavra ?a??t??, que é bem diferente de ?e?a??t?µe??.

Pastor Calvin Responda: Não é tão diferente não.

Como vimos, ?e?a??t?µe?? não é conjugada da mesma maneira que ?a??t??, pois é um particípio passivo em tempo perfeito usada como pronome, oferencendo à ?e?a??t?µe?? a implicação de que o estado de graça de Maria é total e permanente!

Pastor Calvin Responda: E o Cristão perde a graça? Não é total e permanente? Quer dizer que a graça não basta? Quer dizer que onde o pecado abunda, a graça não é mais abundantemente? O que diz Rm. 5.20?

Temos um caso similar também quando a Bíblia fala de Estevão. A Escritura narra em Atos 6,8 que "Estevão estava cheio da graça e do poder...". No entanto, ocorre aqui algo similar: trata-se do adjetivo "pleres" (cheio) seguido do genitivo "charitos" (?a??t??) (de graça). O adjetivo reflete qualidades dos sujeitos, enquanto que os pronomes substituem ou identificam o sujeito em uma oração. Assim, existe uma diferença entre a palavra empregada para Maria e a empregada para Estêvão; no primeiro caso, implica um estado permanente de graça; no segundo, um estado de Estêvão naquele momento.

Pastor Calvin Responda: Ginástica gramatical deve provar o que? Será que Estevão não continuou com a graça? Ele voltou a ser sem a graça de Deus? Retornou a ser um pecador não convertido, perdoado??

O que provou então? A graça veio sobre Maria e foi feita aceitável entre as mulheres. O Senhor estava com ela de forma especial. Amem. E agora? Onde sou instruído a venerar ela? Onde sou instruído nas minhas devoções a pedir que ela ajuda-me?

Tenho ousadia de entrar na presença de Deus por estar em Cristo (Hb. 10.19). Você não tem esta ousadia sem Maria? Talvez você esteja sem Cristo? Posso tudo em Cristo que me fortalece. O que falta então para Maria fazer por mim se Cristo faz tudo?

6. MARIA CUMPRIU OS RITOS DE PURIFICAÇÃO PORQUE ESTAVA "IMPURA"

"Lc 2:22 diz que quando se cumpriram os dias da purificação de Maria, conforme ordenava a lei de Moisés, vieram a Jerusalém para apresentar [o menino Jesus] ao Senhor. Lc 2:23,24 diz que está escrito na Lei do Senhor: todo varão que abrir o seio será consagrado ao Senhor, devendo ser ofertado o que está também na Lei do Senhor: um par de rolas ou dois pombinhos.

Se Maria não tivesse mácula, não teria sido necessário apresentar as duas rolas. Não se deve esquecer que o sangue é para a remissão e, neste caso, sem dúvida, não era para Cristo que esse sangue seria derramado; lógico que seria para Maria, a qual precisava se purificar".

Pastor Calvin Responda: os sacrifícios apontam a Cristo Jesus e o seu sacrifício no lugar do pecador. Lv 12:8 Mas, se em sua mão não houver recursos para um cordeiro, então tomará duas rolas, ou dois pombinhos, um para o holocausto e outro para a propiciação do pecado; assim o sacerdote por ela fará expiação, e será limpa.

A este respeito, compartilho o que Alex Grandet respondeu para esta objeção:

Pastor Calvin Responda: Creio que vou ficar com o que diz a Palavra de Deus. Já vi a besteira que o homem Fr. Nelson Medina inventou sem nenhum apóio bíblica. Temo que vem outro igual.

De todas as objeções contrárias à Imaculada Conceição, citar Lucas 2,22-24 é a mais absurda. Tenta-se plantar como exemplo o livro do Levítico para justificar o hipotético pecado da Bem-Aventurada Virgem Maria. Diz o Levítico:

- "Dize aos filhos de Israel: Se uma mulher conceber e tiver um menino, será imunda durante sete dias, como nos dias da sua menstruação, será imunda" (Levítico 12,2).

Pastor Calvin Responda: Melhor ler e estudar Lev 12.8.

Vemos pela prescrição do Levítico que quem dá à luz um menino torna-se imunda. Não entraremos em detalhes sobre a natureza deste estado de impureza e se isto implica que a mulher tenha cometido algum pecado. Lembre-se, porém, que não é "pecado" dar à luz, tampouco menstruar.

No entanto - e sem precisar tocar neste ponto - primeiramente devemos considerar que Maria não deu à luz um simples menino; deu à luz ao Filho de Deus, tal como o anjo lhe disse: "O Espírito do Senhor virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra; por isso, o Santo que nascerá será chamado 'Filho de Deus'" (Lucas 1,35).

Pastor Calvin Responda: Alguém esta pegando muita kilometragem desse assunto não está?

Este Santo é um simples menino como todos nós? O Filho de Deus causaria impureza em uma mulher? Neste caso, estaríamos dizendo que Jesus é a causa da impureza, tendo-a causado em Maria!

Pastor Calvin Responda: Pode jogar o tanto que desejar com a palavra imunda, mas a Escritura diz que Cristo nasceu de mulher sob a lei (Gl. 4.4). O sacrifício de Lucas 2.21-24 era para expiar o pecado dela. Por favor releia Lev 12.8 Mas, se em sua mão não houver recursos para um cordeiro, então tomará duas rolas, ou dois pombinhos, um para o holocausto e outro para a propiciação do pecado; assim o sacerdote por ela fará expiação, e será limpa.

Mas não! Esse Santo que nasceu da Virgem é o Filho de Deus. Devemos então recordar o que testemunhou São João Batista sobre esse mesmo Filho de Deus:

- "No dia seguinte, João viu Jesus que vinha até ele e disse: 'Este é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo'" (João 1,29).

Pastor Calvin Responda: Percebem bem: este foi a testemunha de João sobre Cristo. Ele foi concebido pelo Espírito Santo e o Seu Pai é o Eterno Deus. Não perde o foco da afirmação de João: Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Nada de Maria, da igreja, da intenção sincera do homem, ou obras de qualquer nível. Cristo é apontado por João e tal gloria é ao agrado do Seu Pai (Mt. 3.17, E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.) Se O Pai é satisfeito apenas com o Seu Filho, devemo-nos também ser satisfeitos sem a participação da Maria.

Assim, colocando ordem nos fatos, constatamos que o autor do argumento primeiro afirma que Maria, por ter dado à luz um menino, tornou-se impura, assumindo assim que "estava em pecado". No entanto, o anjo assegurou que o Menino que nasceria da Virgem seria Santo, Filho de Deus; e, em acréscimo, João afirma que esse Santo tira o pecado do mundo.

Pastor Calvin Responda: Deus abençoou Maria, fez ela aceitável e com honra, mas isto não fez ela ser uma semi-deusa. Ela continuou sendo uma virgem, uma mulher que nasceu com uma natureza pecaminosa, necessitava se arrepender e crer pela fé em Cristo para ser salva, como qualquer outra pecadora. Ela não era imaculada antes, nem depois, e nem durante a gravidez. Mas o que Deus colocou nela foi o Santo Filho de Deus. ele deve receber todo o destaque.

Pode argumentar tudo outra vez, mas o destaque é: Este é Meu Filho em quem me comprazo (Mt. 3.17; 17.5). É difícil dar toda a glória e ênfase a Ele de Quem está falado desde o princípio do Livro Sagrado (Sl. 40.7), dAquele quem é o espírito da profecia (Ap. 19.10), Aquele diante de Quem todo joelho dobrará e toda língua confessará que é o Senhor dos senhores e Rei dos reis(Fp. 2.10), Aquele que Deus Pai exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome (Fp. 2.9)?

Você conhece Ele pela graça do novo nascimento? Isto é o que realmente importa.

A pergunta seria então: que tipo de sentido comum pode fazer um cristão (é o que ele diz ser!) pensar que o Santo por excelência, o Filho de Deus que santifica as almas (e que o mero contato com sua túnica purificava hemorroíssas e curava enfermidades), teria tornado impura Maria em razão de seu nascimento? Como é possível que Aquele que tira o pecado do mundo deixasse, por seu nascimento, o pecado e a impureza em Maria?

Pastor Calvin Responda: É estranho à lógica do homem? As coisas de Deus são insondáveis e inescrutáveis (Rm. 11.33-36). Onde Jesus Cristo andou as pegadas não deixou a terra ser santa, nem todo lugar onde tocou a sua túnica purificava. Creio que existem pessoas que foram tocadas por Ele e curadas por Ele que não foram feitas santas e perecem no inferno hoje. Defato, Cristo não fez Maria mais pecadora, como é certo que ela não foi feita mais santa que Isabel que foi cheia do Espírito Santo (Lucas 1.41). Vamos deixar o insondável com Deus e vamos testificar como João, o maior dos nascidos pela mulher (Mt. 11.11), vamos testificar que Cristo é o Cordeiro de Deus!

Portanto, insinuar que Maria tornou-se impura e contraiu algum pecado por ter dado a luz ao Verbo de Deus é francamente ridículo!

Pastor Calvin Responda: Creio que o argumento foi esticado além do necessário não se acha?

Ademais, não se deve esquecer que Jesus nasceu sob a Lei de Moisés: "Porém, quando cumpriu-se o tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher e sob a Lei" (Gálatas 4,4).

Pastor Calvin Responda: Amém.

Logo, a Mulher que deu a luz a Jesus tinha que cumprir as prescrições legais. O próprio Jesus as cumpriu, tendo sido inclusive circuncidado segundo o ritual legal.

Pastor Calvin Responda: Amém

Que Maria deveria apresentar o sacrifício legal não é uma prova de sua "impureza", muito menos uma prova de que "tinha pecado". Muito pelo contrário! É prova de sua humildade e obediência à Deus, já que a Toda Pura, apesar de sua santidade, fez assim para obedecer a Lei de Deus.

Pastor Calvin Responda: Lev 12.8 nos diz que tal sacrifício é para expiação do pecado. Que ela obedeceu, obedeceu. Ela fez expiação pelo seu pecado. Mas o sacrifício em si não fez a expiação, mas a Quem o sacrifício apontava, fez a expiação, pelo Seu sangue, na cruz.

E isso nos faz lembrar imediatamente a bela conexão que existe entre a Mãe e o Filho, pois o próprio Jesus, o Humilde dos humildes, fez a mesma coisa: "João batizava no deserto e pregava o batismo de arrependimento para o perdão dos pecados" (Marcos 1,4). E o que fez Jesus?

- "Aconteceu que, naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galiléia e foi batizado por João no [rio] Jordão" (Marcos 1,9).

Recebeu o batismo de João!!! Um batismo de arrependimento e perdão dos pecados!!

Pastor Calvin Responda: Foi para cumprir toda a justiça conforme a instrução do próprio Jesus: Mt 3:15 Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele o permitiu.

Se Jesus era Imaculado e Santíssimo, por que se submeteu a um batismo dirigido para os pecadores? Usando a ótica protestante, pensaríamos logo que Jesus também não era imaculado!

Pastor Calvin Responda: Foi para cumprir toda a justiça conforme o próprio Jesus. Que bom eu não sou protestante! Todavia este batismo por João não era um batismo para pecadores, mas os salvos por Jesus Cristo, os justificados e santificados pela fé em Cristo Jesus. Não há outra forma de batismo neotestamentário do qual a igreja neotestamentária é responsável administrar. As igrejas neotestamentárias são ordenados de administrar o batismo somente para salvos, regenerados, os justificados, os limpos pela água da Palavra, os lavados pelo sangue de Jesus Cristo. Outra razão que sou feliz em não ser protestante.

Passemos agora para a questão das rolas... Por que levaram as rolas? Porque assim determinava a Lei sob a qual nasceu Jesus. Jesus cumpriu cabalmente a Lei; outro exemplo disto temos em Mateus 17:

- "Entrando em Cafarnaum, aproximaram-se de Pedro os coletores de impostos das didracmas e lhe disseram: 'Vosso Mestre não paga a didracma?' E ele respondeu: 'Certamente que sim'. Quando entrou em casa, aproximou-se Jesus e lhe disse: 'Que te parece, Simão? Os reis da terra de quem cobram censos e tributos? Dos seus filhos ou dos estranhos?' Respondeu ele: 'Dos estranhos'. E disse-lhe Jesus: 'Logo os filhos são livres; mas, para não escandalizá-los, vai ao mar, atira o anzol, recolha o primeiro peixe que pescar, abre-lhe a boca e encontrarás um estater; toma-o e dai-o por mim e por ti'" (Mateus 17,24-27).

Conforme a Lei de Moisés (Êxodo 30,13; 38,26), cada varão adulto entre os judeus devia pagar um imposto anual para o Templo; tal imposto era de duas dracmas, ou seja, o salário de dois de dias de um operário.

Segundo o próprio Jesus, Ele não tinha que cumprir essa obrigação e, por isso, diz a Pedro: "'Os reis da terra de quem cobram censos e tributos? Dos seus filhos ou dos estranhos?' Respondeu Pedro: 'Dos estranhos'. E disse-lhe Jesus: 'Logo os filhos são livres'".

Pastor Calvin Responda: Jesus nasceu aqui na terra mas Ele é dos céus. O Seu Reino não é daqui.

Mesmo sendo Jesus o Filho de Deus, cumpriu esta prescrição legal. Ele era Filho, não estranho; porém, cumpriu a Lei. Da mesma maneira, não é de se estranhar que Maria também vivesse em conformidade com a Lei. E da mesma forma que a Bem-Aventurada Virgem, também José, o Justo: sacrificaram duas rolas para cumprir a Lei e não causar escândalo entre os judeus.

Pastor Calvin Responda: Amém.

7. UMA MULHER NÃO PODE SER MÃE DE TODOS OS HOMENS

"É celebre a passagem dos Evangelhos em que Jesus, na cruz, diz à sua mãe: 'Mulher, eis aí o teu filho' (João 19:26); e, a seguir, diz a João: 'Eis aí a tua mãe' (João 19:27). Roma tem ensinado que essa é a prova de que Maria é 'nossa Mãe'. No entanto, Jesus sempre nos ensinou sobre o Pai que está nos céus e não sobre uma Mãe terrena ou celeste. Dizem, muito acertadamente, que 'um texto fora do contexto é um pretexto'. O que Jesus diz para sua mãe é que João, o discípulo, seria 'seu filho', não podendo abranger também todos os crentes, já que nenhuma mulher pode ser mãe de todos".

Este argumento, na verdade, não se refere à imaculada conceição, mas é uma rejeição à maternidade espiritual de Maria, que abriga todos os cristãos. Mesmo não sendo exatamente o tema desta questão, aproveito para fazer alguns comentários à respeito.

Pastor Calvin Responda: maternidade espiritual de Maria? De onde veio esse?

O problema que vejo neste argumento é que se sustenta sobre uma afirmação gratuita. Para ser consistente, todo argumento deve se basear em provas ou raciocínios que lhe dêem consistência. Aqui, a razão que o artigo aponta para afirmar que Maria não pode ser mãe de todos os cristãos é "que nenhuma mulher pode ser mãe de todos". É aqui onde encontramos a afirmação gratuita, porque isto não pode ser provado e também porque isto é incorreto.

Pastor Calvin Responda: Creio que provas e raciocínios não bíblicos não valem nada (II Tm. 3.16-17).

Para tal afirmação, poderíamos responder com uma simples pergunta: e por que uma só mulher não pode ser mãe de todos nós, cristãos?

Pastor Calvin Responda: Precisamos de uma mãe assim? Os que nascem de novo, nascem pela palavra e do Espírito, não consta lugar para qualquer mulher ser mãe nesse novo nascimento (Tt. 3.5). Porém, se desejar uma mulher bíblica para ser guardada, especialmente para as mulheres cristãs, faça que Sara seja a escolhida para este fim: 1Pe 3:6 Como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto.

Mas, essa conversa de maternidade espiritual, tanto a sobre Maria como a sobre Sara,é banal, pois somos completos em Cristo:

Cl 2:10 E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade;

Cl 3:11 Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos.

Considere-se que a passagem torna evidente que não se está falando de uma maternidade segundo a carne, mas sim de uma maternidade "espiritual". Esse conceito de maternidade (e também de paternidade) espiritual não é alheio à Bíblia. Abraão, por exemplo, é chamado "Pai dos Judeus" segundo a carne: "Que diremos, pois, de Abraão, nosso pai segundo a carne?" (Romanos 4,1). Porém, é também "pai espiritual" de todos os crentes através da fé:

- "E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que possuía sendo incircunciso. Assim se convertia em pai de todos os crentes incircuncisos a fim de que a justiça lhes fosse igualmente imputada; e, também, em pai dos circuncisos que não se contentam com a circuncisão, mas que seguem os passos da fé que teve nosso pai Abraão antes da circuncisão" (Romanos 4,11-12).

Pastor Calvin Responda: como é bom citar as Escrituras não é? Mas nenhuma delas estabeleça a necessidade de uma maternidade espiritual, a não ser aquela que as mães podem ser para com os seus filhos ensinando-lhes as Escrituras como fez Eunice e a Lóid, a mãe e avó de Timóteo (II Tm. 1.5). A maternidade espiritual, de outra forma a não ser dos pais sendo responsáveis pela criação dos seus filhos na doutrina e admoestação do Senhor, digo, a não ser dessa maneira a idéia da maternidade espiritual é alheia à bíblia.

- "Entendei, pois, que os que vivem da fé, esses são os filhos de Abraão" (Gálatas 3,7).

Pois bem. Se o próprio São Paulo não tem receio de chamar a um homem de "pai espiritual" de todos os crentes, por que Maria também não poderia ser chamada sua Mãe em sentido espiritual? Seria coerente alguém refutar São Paulo afirmando que Abraão não poderia ser pai de todos porque um homem não pode sê-lo?

Pastor Calvin Responda: Se Deus estabelece uma forma, qualquer outra forma é descartada. Pode perguntar por que Deus estabeleceu a forma que Ele quis em Abraão, mas somar a nossa lógica a este, seria presunção em nossa parte. Estamos responsáveis pelo que Ele revelou, não pelo que deixou encoberto (Dt 29.29).

Não foi o Apostolo Paulo mas o Espírito Santo que estabeleceu a afirmação que os cristãos são filhos de Abraão. Portanto é presunção grossa para com o Espírito Santo adicionar às Suas palavras e embutir as nossas conclusões onde Ele está silencioso.

Não devemos ter ouvidos onde Deus é silencioso.

Assim como é inconsistente e "gratuito" este raciocínio sobre o caso da paternidade espiritual de Abraão, também é inconsistente no que diz respeito à impossibilidade da maternidade espiritual de Maria.

Pastor Calvin Responda: Pelo menos o primeiro tem sustentação bíblica enquanto o outro não tem nem semelhança de verdade bíblica. Seria melhor jogar fora a lógica humana sobre Maria que a bíblia não dá palpite em vez de jogar fora o nenê com a água do banho.

Para citar este artigo:

JOSÉ MIGUEL ARRÁIZ

Apostolado Veritatis Splendor: A IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM MARIA: OBJEÇÕES COMUNS. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5266 . Desde 9/1/2008.

Respostas do Pr. Calvin Gardner, 15/04/2009

26/06/2009
Pergunta:Boa Noite Pastor Calvin, tenho uma duvida; Qual é o sentido da palavra "coração" na Bíblia ? Ex: Pv. 4.23 Um Grande abraço, Jxxxxx Pxxxxxx

RESPOSTA:Amado Jxxxxx Pxxxxxx,

Grato pelo contato!

Como alma e espírito, o coração figura entre uns conceitos dificeis de ser claros. Todavia, há exatidão de significado, porém, o significado vareia conforme o contexto. O léxico diz: literamente: coração do homem, o orgão principal do sistema circulatório; também usado figurativamente para apontar aos sentimentos ou às emoções, a vontade e até o intelecto; usado para determinar o centro de algo.

Em Pv 4.23, creio que refere-se à vontade e ao intelecto do homem.

John Gill diz no JOHN GILL'S EXPOSITOR: Guardar a mente da vaidade, o entendimento de erro, a vontade de perversidade, a consciência de tudo que é contra limpeza e pureza, as afeições controladas, os pensamentos dos assuntos indevidos e o homem inteiro das mãos do inimigo.

Em Cristo,

Pr Calvin

26/11/2009

Sou estudante de Teologia e às vezes faço uso de material de vocês, o que considero bom. mas fico bastante triste em saber da discriminação que fazem aos Pentecostais. Sou da Igreja de Deus e estamos em mais de 180 países levando a palavra do evangelho e muitos tem sido salvos através de nosso trabalho de evangelização; não entendo porque o falso juízo contra nós, só porque cremos diferentemente de alguns pontos Bíblicos. Não podemos jogar no inferno a quem Deus quer levar para o céu. Abraço a todos e fiquem na Paz, muito sucesso para vocês.

resposta

Amado Pxxxxxxxx,

Considero os comentários recebidos no mesmo espírito cristão que enviou-los a mim. Muito grato!

Sei que pode ser frustrante achar estudos contra algo que toma querido pela sua família. Não nego que hajam salvos entre os pentecostais. Todavia, pelas confissões de fé da maior parte dos pentecostais existem doutrinas perigosas: 1) a crença que pode perder a salvação pela disobediencia e) a salvação não é completa sem a obediencia do cristão ou somente é completa com o batismo com o espírito.

Vai me disculpar mas se é dito que Cristo fez uma só oblação para os santificados e jamis se lembrará de seus pecados (Hb 10.12-17) Ele não lembrará mais os pecados destes. Se pregamos que os pecados dos santos traz esses pecados à lembrança dEle, para estes cristãos serem julgados novamente pelos pecados, estamos fazendo descaso da obra de Cristo pelos pecados daqueles que vêm a Ele.

Se a salvação é pela graça, não, nunca, jamais dependerá das obras do salvo (Rm 11.6). Ou é uma ou é outra! Se os pentecostais preguem que as obras mantém os salvos numa condição de salvo, onde é a graça? onde é a verdade de só por Cristo somos salvos? Se nós pregamos Cristo um Salvador de fato - aquele que começou a boa obra a completará - é a verdadeira pregação da graça?

Se Cristo é o único Salvador, e se quem tem Jesus tem o Espírito, não existe uma segunda benção (Rm 8.9). Jesus habita conosco pelo Espírito. Portanto tendo um tem o outro.

Pregar além de Cristo para a salvação inicial ou posteriormente é de pregar maldição e não salvação (Gl 1.6-9). Por isso as fortes palavras nossas contra essas doutrinas. Devemos notar quem não prega corretamente e afastar-nos deles (Rm 16.17).

Em Cristo só, agora e pela eternidade,

Pr Calvin.



Desde 12/2009